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PROCESSOS CLÍNICOS DE MENORES ACEDIDOS SEM AUTORIZAÇÃO NO ALTO MINHO

HealthNews Online

2026-05-22 21:08:55

Bastonário reportou dezenas de queixas e enviou ofícios ao Ministério Público, enquanto pais relatam notificações de consultas a registos de menores através do SNS 24 A Ordem dos Médicos recebeu dezenas de queixas relativas a uma alegada consulta indevida de processos clínicos de crianças por parte de um médico da ULS Alto Minho, num caso que aponta para uma possível falha de cibersegurança no Serviço Nacional de Saúde. O bastonário, Carlos Cortes, explicou à agência Lusa que o alerta chegou na quinta-feira à noite, sob a forma de “um aviso”, e que desde então os procedimentos internos foram accionados para tentar perceber se estaria em causa “um ato de má conduta deontológica”. A coisa ganhou outra dimensão esta manhã, quando os ofícios começaram a sair da sede da Ordem com destino ao Ministério Público, aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e à própria ULS do Alto Minho , é lá que trabalha o médico visado. “Eu próprio contactei todas estas entidades diretamente”, afirmou Carlos Cortes, acrescentando que ainda está a tentar avaliar a real dimensão da situação, sobretudo porque as queixas não param de chegar. “Dezenas” é o número avançado pelo bastonário desde as primeiras horas de hoje. E o que parece, pelo que é possível apurar até agora, é que estamos perante “uma situação de cibersegurança, de falha em termos de segurança informática”. Claro que isto ainda precisa de ser confirmado, e o próprio Carlos Cortes faz questão de o sublinhar: a investigação não compete à Ordem dos Médicos. Quem terá de pegar nisto a sério são os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e a ULS do Alto Minho. “Estamos a aguardar, estamos em contacto direto com estas três entidades”, garantiu o bastonário, prometendo “toda a ajuda que for possível” por parte da Ordem. “Obviamente que será dada [a ajuda], mas tanto quanto é possível perceber, até agora, é uma situação que está no domínio da área informática do Serviço Nacional de Saúde”, rematou. Entretanto, nas redes sociais, o burburinho é enorme. Vários utentes têm partilhado relatos de acessos indevidos a processos clínicos de crianças através da plataforma SNS 24. As notificações que chegam aos pais indicam consultas aos registos médicos em diferentes locais, o que tem gerado natural apreensão. Há relatos de pais que receberam alertas sobre acessos aos processos dos filhos , sobretudo crianças pequenas , e que, perante o sucedido, contactaram os centros de saúde. Alguns terão já apresentado queixa junto das autoridades de saúde e até da polícia. Pelos vistos, alguns centros de saúde terão sido inundados de chamadas relacionadas com esta situação. O caso promete dar que falar, e as entidades competentes terão agora de trabalhar para esclarecer o que realmente se passou. NR/HN/Lusa Bastonário reportou dezenas de queixas e enviou ofícios ao Ministério Público, enquanto pais relatam notificações de consultas a registos de menores através do SNS 24 [Additional Text]: Cibertaque_database-illegal-access-hacker-using-spyware-on-d-2023-11-27-04-56-41-utc_envato