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18H. GOVERNO CONTRADIZ BRUXELAS SOBRE FILAS NOS AEROPORTOS E DIZ QUE PROBLEMA NÃO É SÓ EM PORTUGAL

Observador Online

2026-05-22 21:08:53

Comissão Europeia negou ontem ligação entre filas e novo sistema de controlo de fronteiras da UE. Ainda, ministro da Presidência rejeita acusações de desorganização na AIMA. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Jornal das seis, com o jornalista Miguel Viterbo Dias. A esta hora, a mãe e o padrasto das duas crianças abandonadas no Conselho de Alcácer do Sal estão no Tribunal de Setúbal. Já lá vamos. Para já, uma outra notícia que está em destaque a esta hora. O governo contraria a Comissão Europeia e diz que as filas nos aeroportos não são um problema exclusivo de Portugal. Bruxelas disse ontem que na maioria dos Estados-membros, o processamento dos registos demora em média pouco mais de um minuto e, por isso, negou que as filas no Aeroporto de Lisboa se devam ao novo sistema de entrada de fronteiras da União Europeia. Ora, o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, rebate estas culpas. Não é que está a falhar em Portugal. Deixe-me começar por aí. Eu acho que esse é o principal argumento, é o que está a falhar na Europa. Nós temos relatos de problemas em Amsterdão, em Milão, em Munique, nos aeroportos de Tenerife e, portanto, eu acho que não vale a pena. Eu entendo, a Comissão Europeia tem, de facto, um orgulho grande e uma necessidade grande, e eu entendo a necessidade deste novo sistema. É um sistema que nos serve para proteger mais as nossas fronteiras e é um imperativo não só nacional, mas europeu. Agora, vamos reconhecer, isto não é um problema português, é um problema europeu neste momento. A mesma opinião tem o diretor-executivo da ANA Aeroportos, Thierry Ligonnière, diz que o controle de fronteiras não é um problema específico do Aeroporto de Lisboa. O que temos vindo a fazer é trabalhar de forma colaborativa com o governo, que está muito empenhado em resolver a questão do problema do controle de fronteiras, mas não é um problema específico a Lisboa. Nós temos o conhecimento que é um problema a nível europeu. O CEO da ANA Aeroportos, a concessionária dos aeroportos em Portugal e também o Estado das Infraestruturas a contrariarem a posição da Comissão Europeia. A Assembleia da República aprovou hoje a proposta de reorganização do Tribunal de Contas. O PS optou pela abstenção, mas houve um deputado socialista a votar contra. Quem foi, Miguel? Pedro Vaz, ouvimos na última hora aqui na Rádio Observador. O deputado do PS acredita que os socialistas cometeram um erro de análise e entende que pode estar em causa uma alteração profunda das competências deste tribunal. O PS elabora num erro e elabora no erro de que acha que pode melhorar aquilo que é a proposta de lei do governo. A proposta de lei do governo é, de certa forma, uma alteração profunda no nosso modelo constitucional de controle jurisdicional no que diz respeito aos dinheiros públicos. Aquilo que eu faço da leitura da proposta de lei do governo é uma adoção de uma tese ou de uma parte da doutrina do direito que acha que esta função do Tribunal de Contas é uma função mais administrativa do que jurisdicional. A justificação do deputado socialista Pedro Vaz, que votou contra a reorganização do Tribunal de Contas, o PS absteve-se. Ainda assim, o Partido Socialista quer debater a reestruturação deste tribunal na especialidade e levanta dúvidas, por exemplo, sobre o aumento do limite para o visto prévio passar de EUR750 mil para EUR10 milhões. E arranca hoje o Congresso da Juventude Social-Democrata, a JSD, que vai ter dois candidatos à liderança, o que acontece pela primeira vez em seis anos. João Pedro Luís e Clara Sousa Alves são os candidatos à liderança da JSD, a juventude próxima do PSD. A reunião magna arranca hoje em Viseu, com a presença do secretário-geral do partido, Hugo Soares, na sessão de abertura, marcada para às 21h. Recebemos neste jornal um dos candidatos à liderança, João Pedro Luís. Boa tarde, obrigado desde já pela disponibilidade. João Pedro, a sua opositora diz que não conhece uma ideia sua e critica ter faltado aos debates. Os debates não foram uma prioridade para si? Boa tarde. Em primeiro lugar, muito obrigado pelo convite e pela oportunidade de estar aqui a poder falar sobre esta candidatura e sobre o futuro da JSD. Eu não poderia considerar quer uma das críticas, quer outra, mais injustas, por uma razão muito simples. Em relação ao tema dos debates, efetivamente, em momento próprio, a candidatura que eu lidero disponibilizou cerca de 10 datas para debater em que tínhamos disponibilidade. Desde aí, efetivamente, uma grande oscilação entre muita vontade de debater e nenhum interesse em debater por parte da outra candidatura. Ora, como se compreenderá, com uma volta nacional a passar por todos os distritos do país e pelas duas regiões autónomas, nós fomos construindo uma agenda sem possibilidade de deixar dias livres para debater. Nesta reta final, naturalmente, o que sucedeu é conhecido. Eu tive de regressar à região autónoma da Madeira em virtude de não ter conseguido aterrar na primeira data e, portanto, numa volta nacional construída com uma grande preocupação de estar juntos dos militantes da JSD, efetivamente, não houve na reta final hipótese de mudar isso, sendo que a nossa disponibilidade para debater sempre existiu. Existiu numa fase inicial. Deixe-me perguntar-lhe, porque faz atualmente parte da estrutura, é visto um bocadinho como candidato da continuidade, como é que pode garantir uma JSD mais interventiva, em especial porque o partido é governo e há sempre também uma tendência para as estruturas se diluírem um bocadinho? Num contexto em que o partido onde a JSD está integrada lidera o governo, a responsabilidade da JSD é ainda maior. E, portanto, é ainda maior porque nós temos de construir uma agenda própria, mobilizadora das novas gerações, assente em eixos fundamentais e em propostas muito concretas. E eu não tive a oportunidade de responder à primeira questão sobre isso, mas não posso deixar de o fazer, porque efetivamente desde a primeira hora que esta candidatura tem propostas muito concretas em várias áreas. Na natalidade, com o alargamento do programa Creche Feliz até aos cinco anos, na mobilidade, com a extensão do passe ferroviário verde, a passe rodoviário verde também para os territórios que não são cobertos por rotas ferroviárias, na habitação e, portanto, efetivamente, propostas, convicções e posições firmes não faltam nesta candidatura, porque consideramos que a JSD tem mesmo, neste momento em particular em que estamos no governo, de ter uma agenda própria.Uma agenda própria com a qual tem de conseguir influenciar positivamente as políticas públicas do governo pelo nosso partido liderar. E sobre essa influência, a reforma laboral tem marcado os últimos meses de discussão política. Os jovens podem defender um pacote que aumenta, por exemplo, os contratos a prazo ou que facilita o recurso ao outsourcing? Efetivamente, a reforma laboral tem uma preocupação grande de dar maior flexibilidade ao mercado. E efetivamente, isso, creio eu e cremos nós nesta candidatura, que é de aplaudir, porque nós não podemos confundir flexibilidade com precariedade, como muitas vezes a esquerda tem procurado apresentar a questão. Porque aquilo que nós vimos num tempo de maior rigidez com a agenda do trabalho digno do Partido Socialista, quando liderava os destinos da governação, foi que essa maior rigidez não fez com que os salários em cadeia, particularmente o salário médio, conseguissem aumentar aquilo que é desejável. Nós temos tido um salário mínimo a aumentar, naturalmente, por decreto, mas os salários não estão a conseguir subir todos em cadeia na medida aquilo que seria desejável. E uma economia mais pujante para gerar mais salários, para procurar que nós não tenhamos uma sociedade nivada por baixo, precisa, sim, de um mercado laboral de maior flexibilidade. E esta reforma, nesse aspecto, procurará dar resposta a este tema. João Pedro Luís, muito obrigado pela disponibilidade para se juntar a nós. É um dos candidatos à liderança da JSD neste congresso que arranca hoje à noite com a presença de Hugo Soares. O ministro da Presidência rejeita as acusações de desorganização da Agência para as Migrações. Em resposta ao presidente do Supremo Tribunal Administrativo, que acusou a AIMA de desorganização e falta de meios, o ministro António Leitão Amaro recusa que os funcionários estejam em pânico com o número de processos pendentes. E a AIMA já tem daqueles quase um milhão de casos que teve que tratar, já um número muito pequenino, na ordem de poucas dezenas de milhar. Alguns deles porque as pessoas não entregam os documentos que precisam. Há muitos que foram, pelo contrário, muitos mais, quase todos, no caso das manifestações de interesse, estamos a falar já de 90 e quase 100% dos casos resolvidos. E, portanto, os trabalhadores da AIMA não estão em pânico. Estão, e eu acho que devem ter um grande sentimento de dever cumprido, porque fizeram, de fato, nestes últimos dois anos, um trabalho espetacular. António Leitão Amaro, no final da reunião do Conselho Nacional para as Migrações e Asilo. Nesse encontro, foi também abordado o Plano Nacional de Integração, com o ministro a assegurar que algumas medidas desse plano já estão a ter resultados, como por exemplo, a integração de jovens migrantes nas comunidades escolares. A Polícia Judiciária abriu uma investigação ao acesso indevido a registros de doentes do Serviço Nacional de Saúde. O bacharel da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, denunciou a situação que ocorreu na Unidade Local de Saúde do Alto Minho. A administração explica que os acessos terão resultado da utilização de credenciais de um médico por terceiros. Afasta a hipótese dos acessos terem sido feitos pelo próprio profissional. A Polícia Judiciária está a investigar o caso. À Rádio Observador, o especialista em cibersegurança, Rodrigo Adão da Fonseca, diz que todos os sistemas têm erros. Ainda assim, admite que este tipo de falhas é inaceitável. O que me parece é que falhar pelas razões que parece que falharam, é que parece muito pouco interessante em 2026. É amador. Eu não sei se é amador, porque a palavra talvez não seja essa a palavra certa, mas é particularmente grave do ponto de vista de exigência da responsabilidade, que este tipo de situações ocorram neste tipo de entidades. Eu não vejo como é que é possível que credenciais com oito anos permaneçam não só por cancelar pelos próprios, como permaneçam desmerecidas sem essa limpeza. Declarações de Rodrigo Adão da Fonseca no programa Explicador da Rádio Observador, que alertou que esta é uma situação muito mais recorrente do que a maioria imagina. E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 22 de maio. A esta hora, a mãe e o padrasto das duas crianças abandonadas em Alcácer do Sal continuam a ser ouvidas pelo tribunal. Os dois devem conhecer hoje as primeiras medidas de coação. A mãe e o padrasto das crianças chegaram ao tribunal quando eram 16h, entraram de forma exaltada, com gritos, depois de terem provocado também incidentes no posto da GNR de Palmela, onde passaram a manhã. Os irmãos estão temporariamente com uma família de acolhimento enquanto a mãe e o padrasto estão sob custódia das autoridades. A Flixbus acusa a Rede Expressos de má-fé e de continuar a impedir o acesso ao terminal de Sete Rios. Num comunicado enviado às redações, o terminal de Sete Rios, gerido pela Rede Expressos, informou ter comunicado à Flixbus os horários disponíveis para a operação dos autocarros, apesar de apresentar uma capacidade limitada. Em resposta, a Flixbus diz estar perplexa e acusa a Rede Expressos de continuar a recorrer a manobras dilatórias, recusando-se a aplicar totalmente a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que garante o acesso da Flixbus a esta infraestrutura. Donald Trump diz que o Irão está a implorar para que se chegue a um acordo. O presidente norte-americano falou há pouco na Casa Branca durante a apresentação do novo líder da Reserva Federal dos Estados Unidos. Sobre o Irão, Trump reitera a ideia de que o país não pode ter uma arma nuclear e menciona também a viagem que fez à China. Diz que disse a Xi Jinping que os Estados Unidos têm o melhor exército no mundo. No desporto, já terminou a 13ª etapa do Giro dItalia. O português Afonso Helálio mantém a liderança da prova. O ciclista da Bahrain chegou no grupo principal, a 13 minutos do vencedor da etapa, o italiano Alberto Bettiol. Amanhã, as dificuldades agravam-se para o português. É um dia de alta montanha. Estamos no final de maio, significa que as ruas da cidade de Coimbra vão encher-se de carros alegóricos com estudantes. A Queima das Fitas começou esta madrugada com a habitual serenata monumental, e nestas alturas há sempre lembranças que surgem na mente de antigos estudantes. Quando eu fui estudante era uma festa maravilhosa, porque éramos muito unidos e, portanto, era um simultâneo de festa, de noitadas e de aulas também, porque eu ia de direta para as aulas. Eu já ouvi falar disso. E era um divertimento muito grande. A recomendação da presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, porque não ir direto para as aulas. Reggaebof, mas ir às aulinhas. E por isso, Ana Abrunhosa sugere também- Quem é o professor convidado? Sugere também que os estudantes assistam à aula do professor Quim Barreiros. Ah, vais ver. É o dia dedicado, aliás, ao antigo estudante e por isso, a Ana Abrunhosa sugere que as pessoas cortem também nas horas de sono para poder assistir ao espetáculo. Quim Barreiros que já é um clássico na Queima das Fitas. Sim, em qualquer festa. Em qualquer Queima das Fitas. Aliás, menos clássico, os concertos que começam hoje. Ontem foi a monumental serenata, hoje começam os concertos com o artista português Plutónio, mas como vocês gostam de clássicos, esta Queima termina também com o GNR no dia 30 de maio. Eu também gosto de clássicos. Achas que eu não aprecio o Plutónio? Não te vou pôr à prova. Aprecio. Por acaso, quando disseste que íamos ouvir Ana Abrunhosa, eu pensei que era mais uma imitação de um carro de rally, mas afinal é a recomendação de- Depois do desporto, a cultura Reggaebof e depois aulas. Rádio Observador