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SINDICATOS DE SANTARÉM MOBILIZAM TRABALHADORES PARA GREVE GERAL DE 3 DE JUNHO (VÍDEO)

Mais Ribatejo Online

2026-05-22 21:08:53

A União dos Sindicatos de Santarém apelou à participação dos trabalhadores na greve geral de 3 de junho contra o pacote laboral do Governo União dos Sindicatos de Santarém anunciou manifestação com início junto à Loja do Cidadão e criticou o pacote laboral apresentado pelo Governo, que considera prejudicial para os trabalhadores. A União dos Sindicatos de Santarém anunciou o seu “firme compromisso” em mobilizar os trabalhadores do distrito para a greve geral marcada para 3 de junho, em protesto contra o pacote laboral apresentado pelo Governo. Em conferência de imprensa, realizada em Santarém, os representantes sindicais defenderam que as alterações propostas “agravam as desigualdades, promovem a precariedade e enfraquecem os direitos conquistados”, apontando como principais razões da greve a exigência de aumentos salariais, a defesa da contratação coletiva, a redução do custo de vida e a proteção dos serviços públicos. Também pode ouvir esta conferência em formato áudio no podcast do Mais Ribatejo: Na conferência participaram Mário Santos, coordenador da União dos Sindicatos do Distrito de Santarém, Diogo Lopes, dirigente regional do SINTAB, Vera Cruz, sindicalista do CESP, e Helena Jorge, coordenadora regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses no distrito de Santarém. A jornada de luta no distrito terá como ponto alto uma manifestação em Santarém, com concentração marcada para as 11h00 junto à Loja do Cidadão. O protesto seguirá depois em direção ao W Shopping, onde estão previstas intervenções de vários sindicatos e um balanço da adesão à greve no distrito. Mário Santos afirmou que a União dos Sindicatos de Santarém acompanha a decisão da CGTP e rejeita o pacote laboral, considerando que este não contém medidas favoráveis aos trabalhadores. O dirigente sindical admitiu que o mundo do trabalho pode ser discutido e atualizado, mas criticou o facto de, no entendimento da estrutura sindical, as propostas apresentadas não melhorarem a vida de quem trabalha. “Estamos contra o pacote laboral”, afirmou o coordenador sindical, defendendo que a greve geral de 3 de junho deve ser uma nova demonstração de contestação, depois da greve geral de 11 de dezembro e de várias mobilizações realizadas desde 2025. Críticas aos bancos de horas e à precariedade Entre as matérias criticadas pelos representantes sindicais estiveram os bancos de horas, a adaptabilidade dos horários e a precariedade laboral. Diogo Lopes, dirigente regional do SINTAB, alertou para o impacto das alterações laborais no setor privado, considerando que o banco de horas poderá obrigar os trabalhadores a prestarem mais horas sem pagamento adicional. O dirigente defendeu que esta medida agravaria a dificuldade de conciliar a vida profissional com a vida pessoal e familiar. O sindicalista sublinhou ainda que muitos trabalhadores recebem o salário mínimo nacional e dependem de outros rendimentos ou de horas extraordinárias para suportar as despesas mensais, considerando que as alterações propostas podem agravar a instabilidade económica de milhares de famílias. Enfermeiros apontam riscos para o SNS Mário Santos, coordenador da União dos Sindicatos do Distrito de Santarém, Diogo Lopes, dirigente regional do SINTAB, Vera Cruz, sindicalista do CESP, Helena Jorge, coordenadora regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses no distrito de Santarém, confirmou a adesão do sindicato à greve geral e criticou as propostas que, segundo afirmou, poderão afetar os profissionais de saúde e o Serviço Nacional de Saúde. A dirigente sindical referiu a possibilidade de regimes de adaptabilidade, bolsas de horas e horários concentrados, considerando que estas medidas representam um retrocesso nas condições de trabalho dos enfermeiros. Para Helena Jorge, a degradação das condições laborais no SNS pode acelerar a saída de profissionais para o setor privado ou para o estrangeiro, com prejuízo para os utentes e para a qualidade dos serviços públicos de saúde. Escola pública e serviços públicos também em destaque A conferência abordou também a situação da escola pública e dos professores. Os representantes sindicais relacionaram a contestação ao pacote laboral com outras lutas em curso na Administração Pública, defendendo que saúde, educação e restantes serviços públicos estão sob pressão. Foi ainda criticada a desvalorização das carreiras, a falta de aumentos salariais e a ausência de medidas que respondam aos problemas da habitação, da demografia, dos baixos salários e da emigração de trabalhadores qualificados. A União dos Sindicatos de Santarém defendeu que o pacote laboral não responde aos problemas estruturais do país e apelou à participação dos trabalhadores do distrito na greve geral e na manifestação marcada para Santarém. A estrutura sindical afirmou que, além da manifestação, deverão existir piquetes de greve em várias empresas e locais de trabalho do distrito, num dia que classificou como uma jornada de luta contra o que considera ser um agravamento das condições laborais. pub publicidade João Baptista