17H. PR REPUDIA TRATAMENTO QUE FOI DADO POR ISRAEL AOS ATIVISTAS DETIDOS PELO PAÍS
2026-05-21 21:09:26

E saúda o regresso dos dois portugueses. Ainda, Paulo Rangel garante que os portugueses detidos por Israel estão bem de saúde. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Jornal das 5, com Luís Soares. Começamos com essa notícia de há minutos. O padrasto e a mãe das duas crianças de três e cinco anos, abandonadas no Conselho de Alcácer do Sal, foram detidos pela Guarda Nacional Republicana em Fátima. Certamente, fonte da GNR confirma ao Observador que os suspeitos estão sob custódia da GNR no posto de Fátima. A detenção aconteceu depois da denúncia de um familiar, ao que apurou o Observador, uma pessoa viu dois estrangeiros fora do comum e avisou as autoridades, que também já estavam sob alerta. O casal foi encontrado perto de um café. Os dois suspeitos deverão ser presentes a tribunal amanhã. A investigação está a ser conduzida pelo Ministério Público de Grândola, coadjuvado pela GNR, que em comunicado confirma também a detenção destas duas pessoas: um homem de 55 anos, uma mulher de 41 anos. Eles são suspeitos da prática dos crimes de violência doméstica e de exposição e abandono, relacionados com a ocorrência que envolve estas duas crianças menores encontradas sozinhas na estrada no Conselho de Alcácer do Sal. Este vai ser um dos temas do Explicador, daqui a pouco, depois das 17h30, este caso das duas crianças de três e cinco anos abandonadas numa estrada que liga Alcácer do Sal à Comporta. O presidente da República, António José Seguro, repudia o tratamento que foi dado por Israel aos ativistas que seguiam na flotilha e saúda o regresso dos dois portugueses. Declarações do presidente da República, um dia depois do ministro israelita da Segurança Nacional ter partilhado um vídeo que mostrava ativistas amarrados e ajoelhados, e também um dia depois de António José Seguro ter recebido as famílias dos dois ativistas portugueses que seguiam na flotilha. No encerramento de uma conferência sobre Portugal e a Convenção Europeia dos Direitos Humanos, no Supremo Tribunal de Justiça em Lisboa, e sem identificar países em concreto, António José Seguro criticou países que ignoram valores fundamentais. Ontem mesmo, visionamos humilhações públicas de seres humanos e tratamentos indignos que merecem total repúdio e condenação. Países que foram berço de direitos humanos avançam por caminhos que contradizem a obra que edificaram, que ignoram os seus valores fundacionais, que se deixam contagiar por tentações populistas, discriminatórias e persecutórias da dignidade humana. Em casos extremos, violam regras de modo assumido, sem qualquer pudor, ridicularizando as organizações internacionais que zelam pela sua aplicação e das quais foram eles próprios fundadores. Declarações do presidente da República à margem de uma conferência sobre direitos humanos em Lisboa. À saída da conferência, o chefe do Estado não quis falar aos jornalistas, disse apenas numa curta frase, que vamos ouvir agora, que estava feliz pelo regresso dos portugueses. Muito obrigado. Estou muito feliz com o facto de eles estarem a regressar. "Estou muito feliz pelo facto de estarem a regressar", diz António José Seguro, e mais não disse nestas declarações feitas há instantes aos jornalistas. O ministro português dos Negócios Estrangeiros também já veio garantir que os portugueses detidos por Israel estão bem de saúde. Mas bastante marcados pelo que aconteceu, é o que diz Paulo Rangel, em declarações à Agência Lusa. No aeroporto, o cônsul português conseguiu falar quer com a médica, quer com o médico, portanto, com ambos, um de cada vez. Eles estão bem, embora obviamente bastante marcados pela situação vivida nos últimos dias, em particular ontem, mas questão de saúde, bem. Declarações de Paulo Rangel, que explica que o governo português apoia também a proposta de Itália para a União Europeia sancionar o ministro da Segurança Nacional de Israel pela forma como tratou os ativistas. Entretanto, já foram deportados todos os ativistas das flotilhas que tinham sido detidos por Israel. Entre esses elementos estão os dois médicos portugueses que vão então chegar a Portugal amanhã de manhã, via Turquia. O governo está hoje em peso na região do centro do país, onde aprovou a criação de duas novas universidades e um novo modelo de ação social. Foi numa reunião do Conselho de Ministros, que decorreu em Pombal. Os Institutos Politécnicos de Leiria e do Porto passam a universidades. O governo aprovou também novas regras para a ação social. O valor das bolsas pode chegar aos 2.660 euros. Há um reforço superior a 50% da ação social para o ensino superior, num modelo mais justo, assegura o ministro da Educação, Fernando Alexandre. É uma reforma estrutural importantíssima, vai garantir mais justiça no acesso ao ensino superior. É um modelo que garante a progressividade, isto é, está atento àquilo que são as condições econômicas das famílias e ao rendimento que elas conseguem libertar para que os estudantes possam seguir para o ensino superior e aos custos que os estudantes têm que suportar quando acedem ao ensino superior numa determinada zona do país. Isto é, é um modelo que é ajustado não apenas ao rendimento das famílias, mas também aos custos que os estudantes suportam. Declarações do Fernando Alexandre durante essa cerimônia que decorreu no Politécnico de Leiria e onde também o primeiro-ministro Luís Montenegro sublinha o amplo consenso para estas mudanças. No caso do novo regime da ação social, fizemos um esforço de aproximação muito saudável, que eu quero também aqui registrar do ponto de vista democrático, com os três maiores partidos da oposição: o Chega, o Partido Socialista e a Iniciativa Liberal. E todos responderão por isso. Não é uma conquista do governo, é uma conquista de todos, é uma conquista do país. Declarações de Luís Montenegro no Politécnico de Leiria. Na última hora, o primeiro-ministro esteve a inaugurar uma unidade de saúde privada, também em Leiria. E Ricardo Lopes, agora em direto. Luís Montenegro aproveitou também para comentar as mais recentes previsões econômicas feitas por Bruxelas. Exatamente, Luís. Como disseste, Luís Montenegro passou todo o dia aqui na região Centro, depois do Conselho de Ministros em Pombal e de marcar presença no Politécnico de Leiria, veio aqui à CUF Leiria para inaugurar. Aproveitou o discurso na cerimônia para abordar estas previsões reveladas hoje pela Comissão Europeia, que antecipa que Portugal vai fechar o ano com um déficit de 0,1% do PIB. Esta previsão é também, entre outros fatores, consequência direta dos gastos que o governo português teve com o apoio a famílias, a empresas afetadas pelo comboio de tempestades no início do ano, majoritariamente aqui, precisamente na região onde me encontro. A redução dos impostos é também outra justificação apresentada para esta revisão em baixa. O primeiro-ministro reage de uma maneira descontraída, diz que Portugal está preparado para contrariar estas previsões e pede para que não se dramatizem estas notícias. Nós temos uma economia, nós temos uma sociedade, nós temos uma estrutura de poder público, local, regional e nacional suficientemente fortes e fortalecidos para, mesmo neste contexto de dificuldade, podermos contrariar esta previsão. Portanto, às portuguesas e aos portugueses, a partir daqui digo que não há razão para dramatizar a situação. Pelo contrário, há razão para estarmos conscientes, para termos sentido de responsabilidade e prudência, mas, ao mesmo tempo, muita confiança. Declarações do primeiro-ministro, de um certo modo otimista e a desvalorizar estas previsões da Comissão Europeia. Aqui na inauguração da CUF Leiria, que é, na verdade, uma inauguração cerimonial, porque o hospital da CUF já está em funcionamento desde o dia quatro deste mês. Esta nova unidade hospitalar privada da região Centro tem mais de 12 mil metros quadrados, 30 especialidades médicas e criou mais de 300 postos de trabalho. Esta cerimônia, que teve a presença do primeiro-ministro e também da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, contou também com o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes. O autarca não esconde o desejo de continuar a trabalhar em parceria com o governo, tanto na área da saúde como noutras áreas, e enumera as vantagens que este hospital traz para a região. Queremos continuar a aprofundar a cooperação com o governo nas áreas que são decisivas para a qualidade de vida da população, naturalmente também na saúde, sempre com foco nas respostas concretas de que as pessoas precisam. A inauguração deste hospital é um momento relevante para Leiria. É relevante porque amplia a oferta de cuidados de saúde disponíveis para a população, mas é também relevante porque representa investimento privado, emprego qualificado, confiança no território e mais capacidade instalada na área essencial. Ouvimos aqui Gonçalo Lopes, autarca de Leiria, que sublinha a importância desta nova unidade hospitalar. Vem, de certo modo, colmatar algumas falhas no acesso à saúde na região. É, Luís, um investimento de 65 milhões de euros. Este hospital tem ambulatório, cirurgia e também internamento. A zona centro fica assim com mais um hospital na região. Ricardo Lopes, aqui em direto, com essa declaração também do primeiro-ministro, a pedir para que não se dramatizem as previsões econômicas feitas hoje por Bruxelas. Este tem sido um dia com muitos números da economia. O Conselho de Finanças Públicas, por exemplo, alerta para as consequências do aumento da despesa. Um aumento que coloca em causa maiores reduções da carga fiscal e contributiva, é o que se lê num relatório sobre a evolução orçamental do ano passado, divulgado hoje. O peso da despesa corrente primária aumentou pelo segundo ano consecutivo, um crescimento impulsionado, sobretudo, pelas prestações sociais e pelas despesas com pessoal. O Conselho de Finanças Públicas explica que, desta forma, aumenta a dependência de uma carga fiscal contributiva igualmente alta para financiar esta dívida ou um recurso ao endividamento para a pagar. A Comissão Europeia nega que as filas nos aeroportos em Portugal se devam ao novo sistema de controle de fronteiras. Então, Luís, de quem é a culpa? Numa resposta à Lusa, a Comissão Europeia explica que este processo demora, em média, pouco mais de um minuto e, por isso mesmo, a Comissão Europeia, dizendo que tem conhecimento dessas notícias, diz que está em contato com Portugal e, nessa resposta à Lusa, diz que os atrasos podem ter várias causas e muitas vezes não estão relacionadas com o funcionamento propriamente dito deste sistema. Hoje, o tempo de espera em Lisboa e no Porto chegou a ultrapassar uma hora. E já um novo nome, PS e PSD vão indicar Luísa Neto como Provedora de Justiça. Informação avançada pelo Nascer do Sol e confirmada pelo Observador, Luísa Neto, jurista e professora catedrática da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, surge como alternativa a Tiago Antunes, que falhou na eleição na Assembleia da República. E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 21 de maio. Uma perícia realizada pelo Instituto de Medicina Legal conclui que Ricardo Salgado não tem condições para ser preso devido à doença de Alzheimer. É explicado que Ricardo Salgado não tem autonomia para se vestir, comer, garantir higiene pessoal ou garantir a toma de medicamentos e, por isso mesmo, é referido que o antigo banqueiro não está em condições de compreender de forma plena a pena de seis anos de que foi condenado. O Giro de Itália, Afonso Silva Lima mantém a liderança da prova, o ciclista ampliou a vantagem para o segundo classificado. Trinta e três segundos separam agora o primeiro do segundo posto. Ricardo, já que deste conta do aumento das temperaturas nos próximos dias, mas o calor vem acompanhado também das conhecidas poeiras vindas do Norte da África. E isso vem sempre acompanhado de um alerta da Direção Geral da Saúde, não é? Que aconselha a população vulnerável a ficar em casa devido à concentração de poeiras no ar, nomeadamente crianças, idosos, pessoas com problemas crônicos. Isso deve acontecer não só hoje, mas também nos próximos dias, porque este fenômeno vai continuar. Sim, as temperaturas vão continuar a subir. O Luís Soares vai regressar às 17h30. Rádio Observador