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HDES TERMINOU 2025 COM UMA DÍVIDA A FORNECEDORES DE 116,1 MILHÕES DE EUROS

Açoriano Oriental

2026-05-21 21:09:25

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) terminou o ano de 2025 com uma dívida vencida a fornecedores superior a 116 milhões de euros, segundo uma resposta do Governo Regional a aum requerimento apresentado pelo PS/Açores. De acordo com a resposta, o valor total da dívida vencida do HDES a 31 de dezembro de 2025 ascendia a 116.156.793,22 euros. Desse montante, 54 milhões de euros correspondem a acordos celebrados com o Banco Santander Totta, verba que, segundo O Governo Regional, já foi liquidada aos fornecedores. Ao longo de 2025, o hospital efetuou pagamentos a fornecedores no valor global de 85.033.144,93 euros. No primeiro trimestre foram pagos 17,9 milhões de euros, no segundo 20,7 milhões, no terceiro 29,4 milhões e no quarto trimestre cerca de 16,9 milhões de euros. Relativamente à antiguidade da dívida do HDES no final do ano passado, os dados revelam que 62,1 milhões de eu-rOS correspondem a valores ainda não vencidos, ou sejam estão dentro do prazo. Já a dívida de curto prazo ascende a cerca de 10 milhões de euros, enquanto os montantes em atraso até 90 dias totalizam 20 milhões de euros. As dívidas entre 90 e 180 dias representam 8 milhões de euros e os valores entre 180 e 365 dias situam-se nos 5,4 milhões. Por sua vez, as dívidas com mais de 365 dias ultrapassam os 10,4 milhões de euros. No total, o passivo do HDES junto de fornecedores atinge os 116,1 milhões de euros. A maior dívida do HDES a uma única entidade corresponde à EDA e ascendia, no final de 2025, a cerca de 10 milhões de euros, sendo que a quase totalidade desse montante ainda não se encontrava vencida. O prazo médio de pagamento a fornecedores manteve-se elevado, mas baixou. Em 2024, O HDES demorava em média 420 dias a liquidar faturas, um número que baixou para 388 dias em 2025. Questionado pelos deputados socialistas sobre as medidas adotadas para travar o crescimento da dívida, o Governo Regional respondeu que essas ações “inserem-se na esfera de atuação direta do respetivo Conselho de Administração do HDES, e não do Governo Regional”.e FT