BYD REINVENTA HÍBRIDOS COM ESCAPE JUNTO AO MOTOR
2026-05-20 21:06:39

A BYD desenvolveu uma nova arquitetura para híbridos plug-in que desloca o silenciador e parte do sistema de escape para junto do motor, libertando espaço na traseira para baterias maiores. A solução estreia-se no Denza D9 e promete mais autonomia elétrica, habitabilidade e capacidade de carga A BYD desenvolveu uma nova arquitetura para híbridos plug-in que desloca o silenciador e parte do sistema de escape para junto do motor, libertando espaço na traseira para baterias maiores. A solução estreia-se no Denza D9 e promete mais autonomia elétrica, habitabilidade e capacidade de carga A chinesa BYD está a introduzir uma solução técnica inédita na indústria automóvel através da nova plataforma “Heyuan”, destinada aos seus modelos híbridos plug-in. A principal inovação passa pela relocalização do silenciador e de parte do sistema de escape da traseira do veículo para o compartimento do motor dianteiro, alterando uma configuração praticamente inalterada há décadas. De acordo com o site Car News China, a estreia desta arquitetura acontece no Denza D9, modelo que beneficia diretamente da reorganização estrutural ao ganhar espaço para baterias de maior capacidade e melhorar a utilização do habitáculo. Ao contrário das soluções convencionais, em que o sistema de escape ocupa espaço na zona inferior traseira do chassis, a nova configuração permite libertar essa área para acomodar componentes da bateria numa posição mais central. Mais espaço e baterias maiores Com esta alteração, a BYD consegue instalar conjuntos de baterias substancialmente superiores aos normalmente utilizados em híbridos plug-in. No caso do Denza D9, a capacidade poderá atingir cerca de 66 kWh, um valor já próximo do utilizado em muitos automóveis 100% elétricos. A marca chinesa prepara ainda evoluções futuras da plataforma capazes de ultrapassar os 100 kWh, aproximando a autonomia elétrica dos híbridos plug-in da oferecida pelos veículos elétricos puros, mas mantendo o motor térmico como solução complementar para viagens de longa distância. Além do reforço da capacidade energética, a nova arquitetura melhora o aproveitamento do espaço interior. A ausência do sistema de escape na traseira permite criar mais arrumação sob o piso e aumentar a capacidade de carga sem alterar as dimensões exteriores do veículo. No Denza D9, esta solução acrescenta 126 litros de espaço de arrumação oculto, elevando a capacidade total da bagageira para 882 litros. Melhor distribuição de peso e eficiência dinâmica A reorganização dos componentes mecânicos traz também vantagens ao nível do comportamento dinâmico. Ao concentrar elementos pesados mais perto do centro do veículo, a plataforma contribui para uma distribuição de peso mais equilibrada, melhorando a estabilidade e o comportamento em estrada. Segundo especialistas do setor, esta abordagem poderá ganhar relevância numa altura em que os fabricantes procuram aumentar a autonomia elétrica dos híbridos plug-in sem comprometer espaço interior, modularidade ou funcionalidade. A plataforma “Heyuan” aposta igualmente numa gestão eletrónica mais sofisticada, integrando novos algoritmos de controlo energético capazes de coordenar de forma mais eficiente o motor de combustão, os motores elétricos e a bateria. Engenharia mais complexa Apesar das vantagens, a mudança obrigou a BYD a enfrentar novos desafios técnicos. A proximidade do sistema de escape ao compartimento do motor exigiu o desenvolvimento de soluções avançadas de gestão térmica, controlo de vibrações e isolamento acústico. O desenvolvimento desta arquitetura implicou vários anos de trabalho de engenharia e múltiplos registos de patente. A estratégia da BYD demonstra como os construtores automóveis estão a repensar profundamente a arquitetura dos veículos eletrificados. Em vez de abandonar os híbridos plug-in, a marca chinesa procura aproximá-los cada vez mais da experiência de utilização de um automóvel elétrico puro, oferecendo autonomias elétricas superiores sem sacrificar versatilidade. A chinesa BYD está a introduzir uma solução técnica inédita na indústria automóvel através da nova plataforma “Heyuan”, destinada aos seus modelos híbridos plug-in. A principal inovação passa pela relocalização do silenciador e de parte do sistema de escape da traseira do veículo para o compartimento do motor dianteiro, alterando uma configuração praticamente inalterada há décadas. De acordo com o site Car News China, a estreia desta arquitetura acontece no Denza D9, modelo que beneficia diretamente da reorganização estrutural ao ganhar espaço para baterias de maior capacidade e melhorar a utilização do habitáculo. AD AD Ao contrário das soluções convencionais, em que o sistema de escape ocupa espaço na zona inferior traseira do chassis, a nova configuração permite libertar essa área para acomodar componentes da bateria numa posição mais central. Mais espaço e baterias maiores Com esta alteração, a BYD consegue instalar conjuntos de baterias substancialmente superiores aos normalmente utilizados em híbridos plug-in. No caso do Denza D9, a capacidade poderá atingir cerca de 66 kWh, um valor já próximo do utilizado em muitos automóveis 100% elétricos. A marca chinesa prepara ainda evoluções futuras da plataforma capazes de ultrapassar os 100 kWh, aproximando a autonomia elétrica dos híbridos plug-in da oferecida pelos veículos elétricos puros, mas mantendo o motor térmico como solução complementar para viagens de longa distância. AD AD Além do reforço da capacidade energética, a nova arquitetura melhora o aproveitamento do espaço interior. A ausência do sistema de escape na traseira permite criar mais arrumação sob o piso e aumentar a capacidade de carga sem alterar as dimensões exteriores do veículo. No Denza D9, esta solução acrescenta 126 litros de espaço de arrumação oculto, elevando a capacidade total da bagageira para 882 litros. Melhor distribuição de peso e eficiência dinâmica A reorganização dos componentes mecânicos traz também vantagens ao nível do comportamento dinâmico. Ao concentrar elementos pesados mais perto do centro do veículo, a plataforma contribui para uma distribuição de peso mais equilibrada, melhorando a estabilidade e o comportamento em estrada. Segundo especialistas do setor, esta abordagem poderá ganhar relevância numa altura em que os fabricantes procuram aumentar a autonomia elétrica dos híbridos plug-in sem comprometer espaço interior, modularidade ou funcionalidade. AD AD A plataforma “Heyuan” aposta igualmente numa gestão eletrónica mais sofisticada, integrando novos algoritmos de controlo energético capazes de coordenar de forma mais eficiente o motor de combustão, os motores elétricos e a bateria. Engenharia mais complexa Apesar das vantagens, a mudança obrigou a BYD a enfrentar novos desafios técnicos. A proximidade do sistema de escape ao compartimento do motor exigiu o desenvolvimento de soluções avançadas de gestão térmica, controlo de vibrações e isolamento acústico. O desenvolvimento desta arquitetura implicou vários anos de trabalho de engenharia e múltiplos registos de patente. A estratégia da BYD demonstra como os construtores automóveis estão a repensar profundamente a arquitetura dos veículos eletrificados. Em vez de abandonar os híbridos plug-in, a marca chinesa procura aproximá-los cada vez mais da experiência de utilização de um automóvel elétrico puro, oferecendo autonomias elétricas superiores sem sacrificar versatilidade. Fernando Marques