DESPESA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE COM MEDICAMENTOS SOBE MAIS DE 60%
2026-05-20 21:06:39

Os encargos do Serviço Nacional de Saúde com medicamentos subiram mais de sessenta por cento desde o início da crise pandémica, fixando um máximo histórico de 4.417 milhões de euros. O relatório da autoridade do setor detalha que a oncologia nos hospitais e os antidiabéticos no ambulatório lideram a despesa A despesa do Serviço Nacional de Saúde com medicamentos registou um crescimento superior a sessenta por cento desde o ano de 2020, ultrapassando a barreira dos 4.417 milhões de euros no último ano civil. Os dados estatísticos sistematizados pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde indicam que, em 2025, o erário público canalizou 2.523,2 milhões de euros para encargos farmacêuticos em contexto hospitalar e 1.893,8 milhões de euros para a comparticipação de fármacos dispensados em regime de ambulatório. O montante global apurado contrasta com os 2.758,6 milhões de euros contabilizados no início do surto pandémico de covid-19, período a partir do qual os encargos no setor hospitalar mantiveram uma trajetória contínua de progressão anual fixada em dois dígitos. O relatório técnico associa o incremento financeiro verificado nos hospitais públicos à introdução e disponibilização de novas terapêuticas inovadoras direcionadas para patologias complexas, com especial incidência nas doenças raras e oncológicas. A oncologia representou o maior encargo financeiro na esfera hospitalar, totalizando 864,5 milhões de euros, o que equivale a trinta e quatro por cento da despesa farmacêutica interna dos hospitais. No setor do ambulatório, o investimento público em comparticipações assistiu a uma subida de doze vírgula quatro por cento face ao período homólogo anterior. Nesta área específica de dispensa comunitária, os tratamentos antidiabéticos lideraram os custos do Estado, fixando as dotações orçamentais em cerca de 478,9 milhões de euros. Redação