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ATIVADO PROTOCOLO PARA SUSPEITA DE HANTAVÍRUS EM PORTUGAL, DOENTE TESTOU NEGATIVO

SIC Notícias Online

2026-05-20 21:06:35

Doente com sintomas e associado ao transporte de passageiros do navio cruzeiro Hondius foi encaminhado para o Hospital Curry Cabral. Uma pessoa de nacionalidade portuguesa com sintomas compatíveis com infeção por hantavírus deu entrada nas urgências São Francisco Xavier esta segunda-feira, mas testou negativo. Trata-se de uma suspeita associada ao transporte de passageiros do navio cruzeiro Hondius, pelo que foi seguido todo o protocolo estabelecido para estes casos, avança a RTP. O doente foi transferido para o Curry Cabral, hospital de referência, e as análises foram enviadas para o Instituto Ricardo Jorge, que confirmou o teste negativo. O que é o hantavírus, como se propaga e que sintomas provoca? A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou orientações para a gestão de possíveis casos suspeitos do surto de hantavírus, apesar do “risco muito baixo” para o país. Isto depois de um cidadão canadiano que viajou no navio de cruzeiro Hondius e que foi repatriado numa aeronave com 12 tripulantes portugueses ter testado positivo para hantavírus. Durante a viagem, os passageiros usaram máscaras respiratórias FFP2/N95 e a tripulação usou máscaras cirúrgicas e luvas, e no final o avião foi descontaminado, referiu a DGS. O que é um caso suspeito? De acordo com a orientação publicada pela DGS, um caso suspeito é "qualquer pessoa que tenha partilhado ou visitado um meio de transporte (por exemplo, barco ou avião) onde tenha havido um caso confirmado ou provável de infeção por hantavírus (ANDV)", ou "qualquer pessoa que tenha estado em contacto com um passageiro ou membro da tripulação do MV Hondius" e tenha febre aguda ou histórico de febre e um dos seguintes sintomas: dores musculares, calafrios, dor de cabeça, sintomas gastrointestinais (por exemplo, náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal) ou sintomas respiratórios (por exemplo, tosse, falta de ar, dor no peito, dificuldade em respirar). O protocolo da DGS, realizado de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), refere ainda que o INEM deve ser ativado para “garantir o transporte do caso suspeito desde o local onde estiver até ao hospital de referência”. Os hospitais de referência são a Unidade Local de Saúde (ULS) São José (hospital Curry Cabral para doentes em idade adulta e hospital Dona Estefânia para doentes em idade pediátrica) e a ULS São João (doentes de idade adulta e pediátrica). [Additional Text]: Ativado protocolo para suspeita de hantavírus em Portugal, doente testou negativo Carolina Rico