VILA FRANCA DE XIRA PODE VOLTAR AO MAPA DOS PARTOS DE BAIXO RISCO
2026-05-20 21:06:35

Ordem dos Enfermeiros defende reconversão dos serviços de urgência encerrados em centros de parto normal. Proposta abrange Vila Franca de Xira e Barreiro, enquanto autarcas continuam a exigir ser ouvidos no Parlamento sobre o fecho das urgências de ginecologia. A Ordem dos Enfermeiros defendeu esta semana que os serviços de urgência encerrados nos hospitais de Vila Franca de Xira e do Barreiro podem ser reconvertidos em centros de parto normal, destinados ao acompanhamento de gravidezes de baixo risco. A proposta surge num contexto de contestação ao encerramento das urgências de ginecologia e obstetrícia e de preocupação com o aumento das cesarianas no Serviço Nacional de Saúde. A posição foi assumida por Alexandrina Cardoso, presidente da Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros, durante uma audição parlamentar sobre o crescimento do número de cesarianas no SNS, realizada a pedido do Partido Socialista. Segundo a responsável, os hospitais de Vila Franca de Xira e do Barreiro têm condições para acolher este modelo, através da adaptação dos espaços existentes e da reorganização das equipas. A proposta passa pela criação de centros de parto normal inseridos nos serviços de obstetrícia, vocacionados para grávidas de baixo risco e acompanhados por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica. Alexandrina Cardoso criticou o actual modelo, no qual, afirmou, as grávidas acabam por ser integradas no mesmo circuito assistencial, sem uma diferenciação clara entre situações de baixo e alto risco. Para a Ordem dos Enfermeiros, essa ausência de distinção contribui para práticas menos adequadas e para uma excessiva medicalização do parto. A dirigente lembrou que este tipo de resposta já existe em países como o Reino Unido e os Estados Unidos e pode ser implementado em Portugal sem necessidade de criar estruturas totalmente novas. Bastaria, defendeu, aproveitar os serviços existentes e valorizar as competências dos enfermeiros especialistas. A proposta surge num momento em que Portugal continua a apresentar uma taxa elevada de cesarianas. Segundo Alexandrina Cardoso, o SNS regista actualmente mais de 33 cesarianas por cada 100 partos, valor considerado excessivo e classificado em relatórios europeus como prestação de cuidados de baixo valor. A responsável referiu ainda que, no último relatório da OCDE, Portugal integra o grupo dos dez países com taxas mais elevadas de cesariana entre os 34 analisados. A Ordem dos Enfermeiros defendeu esta semana que os serviços de urgência encerrados nos hospitais de Vila Franca de Xira e do Barreiro podem ser reconvertidos em centros de parto normal, destinados ao acompanhamento de gravidezes de baixo risco. A proposta surge num contexto de contestação ao encerramento das urgências de ginecologia e obstetrícia e de preocupação com o aumento das cesarianas no Serviço Nacional de Saúde. A posição foi assumida por Alexandrina Cardoso, presidente da Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros, durante uma audição parlamentar sobre o crescimento do número de cesarianas no SNS, realizada a pedido do Partido Socialista. Segundo a responsável, os hospitais de Vila Franca de Xira e do Barreiro têm condições para acolher este modelo, através da adaptação dos espaços existentes e da reorganização das equipas. A proposta passa pela criação de centros de parto normal inseridos nos serviços de obstetrícia, vocacionados para grávidas de baixo risco e acompanhados por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica. Alexandrina Cardoso criticou o actual modelo, no qual, afirmou, as grávidas acabam por ser integradas no mesmo circuito assistencial, sem uma diferenciação clara entre situações de baixo e alto risco. Para a Ordem dos Enfermeiros, essa ausência de distinção contribui para práticas menos adequadas e para uma excessiva medicalização do parto. A dirigente lembrou que este tipo de resposta já existe em países como o Reino Unido e os Estados Unidos e pode ser implementado em Portugal sem necessidade de criar estruturas totalmente novas. Bastaria, defendeu, aproveitar os serviços existentes e valorizar as competências dos enfermeiros especialistas. A proposta surge num momento em que Portugal continua a apresentar uma taxa elevada de cesarianas. Segundo Alexandrina Cardoso, o SNS regista actualmente mais de 33 cesarianas por cada 100 partos, valor considerado excessivo e classificado em relatórios europeus como prestação de cuidados de baixo valor. A responsável referiu ainda que, no último relatório da OCDE, Portugal integra o grupo dos dez países com taxas mais elevadas de cesariana entre os 34 analisados.