MÉDIO ORIENTE - GUERRA ACELERA CORRIDA AOS AUTOMÓVEIS ELÉTRICOS
2026-05-20 21:06:35

AUTOMÓVEL Guerra no Irão acelera corrida aos elétricos em busca de poupanças Choque petrolífero está a reforçar a atratividade dos elétricos e pode acelerar a redução da dependência do petróleo. Agência Internacional da Energia estima que os elétricos já evitaram o consumo de 1,7 milhões de barris por dia em 2025 e que esse valor deverá triplicar até 2030. patriciarua@negocios.pt Anova crise energética provocada pela guerra no Médio Orienter estáa dar um impulso global aos veículos elétricos. A conclusão édaAgência Internacional da Energia (AIE), queconsidera que o atual choque etrolíferopoder acelerar a transição para a mobilidade elétrica, à semelhança do quie aconte euapós as crises da idécadade 1970 Segundoorelatório “Global EV Outlook2026”, O vaumentoo da volatilidade nos mercados do petróleo e os receios sobre segurança de abastecimentoestãos a reforçarointeresse dos consumidores e dos, governos nos elétricos, numa altura em quie os combustíveis fósseis pressionam famílias e empresas. A agência lembraqueo o setorrodoviário representa atualmente quase metade da procura mundial de petróleo, o quie faz da eletrificação do transporte uma das principais ferramentas para reduzira a dependência energética externa. Em 2025, a fiota global de veículos elétricos evitouj já o consumo de cerca de 1,7 milhões de barris de petróleopor dia, sobretudoemmercados compolíticas mais agressivas de eletrificação, como a China e a União Europeia. E a tendência deverá acelerar nos próximos anos, com a agência a estimar que os elétricos possam retirar cerca de 5 milhões de barris por dia da procura mundial de petróleo até 2030, num contexto de crescimento contínuo das vendase de reforço das metas climáticas. “o atual choque energéticoestá novamente a eXpOr OS riscos associados à dependência do petróleo importado”, sublinha a agência. Combustíveis caros tornam elétricos mais competitivos Nescalacdadoptróleoestátambém aalterar: requaçãoo veconómica para Os consumidores. Os selétricos continu lam a apresentari custos de utilização mais baixos doque os a combustão, sendo quie a recente subida dos combustíveis ampliou ainda mais essa diferença. Na União Europeia, as poupanças anuais em combustível associadas à utilização de um elétrico aulmentaram 35% face ao ano passado, tendoporbase os preços médios lopetróleoregistados mabril. Para empresas com grandes frotas e elevados quilómetros percorridos, os ganhos podemseraindasuperiores AAIE identificaja já sinais de: aceleração das vendas em países mais expostos ao risco de abastecimen-toouonde os preços dos combustíveis subiram naisrapidamente. No Sudeste Asiático, por exemplo, vários governos começaram a reforçart incentivos fiscais aos elétricos como resposta à crise energética. Vietname, Indonésia e Tailândia surgem entre os mercados com maior crescimento mundial. Vendas globais apontam para novo recorde O mercado dos elétricos continua em expansão. Em 2025, as vendas globais cresceram 20% eultrapassaram os 20 milhões de unidades. Para 2026, a previsão aponta para um novo máximo histórico: 23 miIhões de elétricos vendidos, repre-sentando perto de 28% do mercado automóvel mundial. A Europa deverá liderar ycrescimentoentreosgrandes mercados, enquanto a China poderá aproximar-se de uma quota de 60% de veículos elétricos nas vendas totais de automóveis, Mesmo sem novas medidaspolíticas, aAIE Eestimaque a frota mundial de elétricos possa ultrapassar os 510 milhões até 2035, mais de seis vezes acimados níveis atuais. )scarroselétricoso estão a iproporcionar algum alívio numa altura em que enfrentamos o maior choque de abastecimento petrolífero da história”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol. China está a inundar o mundo com veículos elétricos baratos Oferta de modelos elétricos mais do que duplicou em cinco anos, os preços continuam a cair e a China já fabrica quase três em cada quatro veículos elétricos vendidos no mundo. A frota global de elétricos deverá crescer mais de seis vezes até 2035, impulsionada por carros mais baratos e pela escala industrial chinesa. A China está a consolidar-se como a agrande vencedora da corrida aos elétricos. J: á fabrica quase três em cadaquatro elétricos produzidosno mundo, domina as exportações e está a acelerar a queda dos preços numaaltuira em que a oferta lemodelos mais do quie duplicou nos últimos cinco anos. A crescente oferta de modelos elétricos está a aumentar significativamente a iconcorrência entre fabricantes e a pressionar os preços em baixa, sobretudo no mercado chinês, revela a. LAgência Internacional da Energia (AIE). A massificação do setor está também a concentrar vendas em tornode alguns modelos dominantes. Apenas cinco modelos representaram cerca de 20% das vendas globais de veículos elétricos em 2025, refletindo osganhos de escala alcançados pelos maiores fabricantes chineses. O país foi também responsável pOr quase 75% daproduçãomundial deveículos elétricos em 2025, consolidando-se comoo maior centro industrial automóvel elétrico do planeta. Nototal, foram produzidos quase 22 milhões de elétricos em todo omundonos ano passado, mais 25% doqueem2024. Os fabricantes chineses responderam por cerca de 60%d das vendas globais deelétricos e reforçaram fortemente a presençainternacional através das exportações, que duplicaram para mais de 2,5 milhões de unidades. Fora da Europa e dos Estados Unidos, os carros produzidos na China já representaram 55% das vendas de eelétricose 2025, quandoháapenasi cinco anos tinhamum peso inferior a 5%. Preços mais baixos Adescidado dos »reçoséumdos] principais motores danovavagar de crescimento do setor. Na China, cerca de 70% dos carros 100% elétricos vendidos em 2025jáo iáerammaisbaratos do que o automóvel convencional médio. Nos segmentos de entrada, os elétricos começaram mesmo a substituir diretamente os carros a combustão, impulsionados spelaf forte concorrência entre fabricantes chineses e pela redução dos custos das baterias. A pressão competitiva está também a espalhar-se para mercados emergentes. Na Tailãndia, os preços doselétricos jáo iestão aoníveli dos a combustão há dois anos. O Sudeste Asiático tornou-se uma das regiões de maior crescimento mundial. Em 2025, as vendas de elétricos mais do que duplicaram, aproximando-se de uma quota de 20%. Vietname, Indonésia e Tailândia lideraram a expansão, apoiados porincentivos fiscais, produção local e importações chinesas mais baratas. Camiões elétricos A eletrificaçãoestá também: aavançar rapidamente no transporte pesado e a começar a criar novos desafios para os sistemas elétricos. As vendas globais de camiões elétricos mais do quie duplicaram em 2025, coma Chinanovamente a lideraro mercado. Nopaís, ume em cadaquatro camiões vendidos já é elétrico, refletindo o forte avanço da eletrificação tambémnos segmentos industriais e de logística. AAIE considera que aredução dos custos das baterias e o aumentoo la escala industrial chinesa estão aacelerar a adoção de pesados elétricos, apesar de estes scontinuarem mais caros do que os modelos adiesel em muitos mercados. Mais pressão sobre as redes Ao mesmo tempo, o crescimento aceleradodos veículos elétricos de-verá aumentar significativamente yconsumor odeeletricidadeo e obrigar a reforçar redes, infraestruturas de carregamento e capacidade de dis-tribuição elétrica. Sem alterações nas políticas atuais, o consumo de eletricidade associado aos elétricos poderá ultrapassar os 1.500 tera-watt-hora (TWh) até 2035, seis vezes acima dos níveis de 2025. Ainda assim, a AIE sublinha queoimpactoglobal nosistemaelétricopermanecer relativamente controlado, representandoc cerca de. 4% daprocura mundial de eletricidade em 2035. O impactoserá contudo, desigual entre regiões. Na Europa, por exemplo, os veículos elétricos poderão aumentara procura deeletricidadeemmaisde 10% até 2035, enquanto na China o aumento deverá ficar abaixo dos 6%. Soluções como carregamento inteligente e tecnologias "vehicle-to-grid” poderão ajudar a reduzir pressão sobre os sistemas elétricos e aumentar a flexibilidade das redes. PVR &6 Os elétricos estão a proporcionar algum alívio numa altura marcada pelo maior choque de oferta petrolífera da história. AIE A AlE prevê um recorde de 23 milhões de veículos elétricos vendidos em 2026. 75% VEicuLOS A China respondeu por quase 75% da produção mundial de veículos elétricos em 2025, diz a AIE. 1.500 ELETRICIDADE o consumo de eletricidade associado aos veículos elétricos poderá ultrapassar os 1.500 TWh até 2035. A AIE prevê que a frota global de elétricos cresça mais de seis vezes até 2035. PATRÍCIA VICENTE RUA