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CHEGOU A ONDA DE CALOR: OS SINAIS DE QUE O CORPO ESTÁ A SOFRER E O QUE FAZER JÁ

Impala Online

2026-05-20 21:06:34

20 Mai 2026 | 11:11 Com a subida brusca de 10°C nas temperaturas, o corpo ainda não está adaptado. Conheça os sinais de alerta e saiba como proteger a sua saúde nestes primeiros dias da onda de calor. A onda de calor chegou a Portugal e veio em força. Hoje, as temperaturas sobem até 10°C de um dia para o outro em várias regiões do país, com máximas a ultrapassar os 30°C no interior. É uma mudança brusca e o corpo humano demora a adaptar-se. Após semanas de frio e chuva, o organismo não está preparado para este choque térmico, o que aumenta significativamente o risco de problemas de saúde relacionados com o calor. Os primeiros sinais de alarme O corpo tem formas de dizer que está em dificuldades. Os primeiros sinais de que o calor está a fazer mal são subtis, mas importantes: sede intensa, urina de cor amarela escura ou âmbar, dor de cabeça persistente, tonturas, náuseas, fraqueza muscular e sensação de cansaço excessivo sem razão aparente. Estes sintomas correspondem ao que os especialistas chamam de exaustão por calor, estado de alerta que pode evoluir rapidamente para uma situação mais grave se não for tratado. O tratamento é simples: repouso num local fresco, hidratação imediata e roupa leve. Onda de calor: quando é uma emergência Quando o organismo perde completamente a capacidade de regular a própria temperatura, instala-se o golpe de calor: uma emergência médica. A temperatura corporal ultrapassa os 40°C e os mecanismos naturais de arrefecimento deixam de funcionar. Pode instalar-se em menos de 30 minutos. Os sinais são claros: febre alta, pele vermelha, quente e seca sem produção de suor, pulsação acelerada, confusão mental e perda parcial ou total de consciência. Se identificar estes sinais, ligue imediatamente para o 112. Quem está mais em risco Nem todos correm o mesmo risco. Crianças até cinco anos, idosos acima dos 65, grávidas, pessoas com doenças cardiovasculares, diabetes ou doenças respiratórias, e quem toma medicamentos que interferem com a hidratação estão particularmente vulneráveis. Os estudos demonstram que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte durante ondas de calor. O coração é forçado a trabalhar mais para redistribuir o fluxo sanguíneo para a pele, o que pode sobrecarregar pessoas com o coração já fragilizado. O que fazer já A DGS é clara nas recomendações: beba água frequentemente, mesmo sem sede. A sede nem sempre é um indicador fiável de desidratação, especialmente em crianças e idosos. O melhor indicador é a cor da urina: clara significa boa hidratação; amarela escura ou âmbar é sinal de alerta. Evite sair entre as 11h00 e as 17h00, use roupa leve e clara, mantenha a casa ventilada e proteja-se com chapéu e protetor solar. Evite bebidas alcoólicas e bebidas muito açucaradas, que agravam a desidratação. Se tiver animais de estimação, não se esqueça: os cães também são vulneráveis ao golpe de calor quando as temperaturas ultrapassam os 42°C. Tenha sempre água fresca disponível para eles. E se sentir sintomas? Se se sentir mal, afaste-se do calor imediatamente, vá para um local fresco e comece a beber água. Se os sintomas persistirem ou incluírem confusão mental, ligue para o SNS 24 (808 24 24 24) antes de se deslocar a uma unidade de saúde. O calor chegou. O corpo precisa de tempo para se adaptar. Dê-lhe esse tempo, e trate-o bem. Luís Martins; WiN Imagem Pexels [Additional Text]: Chegou a onda de calor: os sinais de que o corpo está a sofrer e o que fazer já Luís Martins