CASO SUSPEITO DE HANTAVÍRUS EM PORTUGAL DEU NEGATIVO: RECORDA AS NORMAS E O QUE FAZER SEGUNDO A DGS
2026-05-20 21:06:34

A Direção-Geral da Saúde divulgou orientações sobre o hantavírus Andes, com regras para identificação, isolamento e acompanhamento de possíveis casos suspeitos O essencial: O primeiro caso suspeito de infeção por hantavírus em Portugal acabou por testar negativo, mas a situação levou à aplicação do protocolo definido pela Direção-Geral da Saúde (DGS), de acordo com a RTP. O doente, um cidadão português com sintomas compatíveis com a infeção e associado ao transporte de passageiros do navio MV Hondius, foi inicialmente observado no Hospital São Francisco Xavier e transferido para o Hospital Curry Cabral, hospital de referência para estes casos. A nova orientação da DGS explica quem deve ser considerado contacto próximo, quais os sintomas a vigiar e quais os hospitais de referência para acompanhamento destes casos. A autoridade de saúde sublinha ainda que o risco para a população em geral continua a ser considerado "muito baixo" em Portugal. O que prevê o protocolo da DGS? Na sequência do surto de hantavírus Andes associado ao navio de cruzeiro MV Hondius, a Direção-Geral da Saúde publicou orientações dirigidas aos profissionais de saúde para resposta a potenciais casos suspeitos em Portugal. As normas definem os critérios de identificação, vigilância e encaminhamento clínico de pessoas potencialmente expostas ao vírus. O caso identificado em Portugal, entretanto descartado após teste negativo, levou precisamente à aplicação dessas regras. Segundo a RTP, o doente apresentava sintomas compatíveis com infeção por hantavírus e tinha ligação ao transporte de passageiros do navio, o que levou à ativação do protocolo previsto pela DGS. O que é considerado um caso suspeito? De acordo com o documento oficial da DGS, é considerado caso suspeito qualquer pessoa que tenha estado num meio de transporte onde tenha sido identificado um caso confirmado ou provável de hantavírus Andes, ou que tenha tido contacto com passageiros ou tripulantes do MV Hondius, e apresente febre aguda acompanhada por pelo menos um dos seguintes sintomas: Dores musculares. Arrepios. Dores de cabeça. Sintomas gastrointestinais. Tosse. Dificuldade respiratória. Dor no peito. O que prevê a orientação da DGS? A norma define vários procedimentos para profissionais e autoridades de saúde, incluindo: Identificação e monitorização de contactos próximos. Isolamento de casos suspeitos. Encaminhamento hospitalar. Transporte seguro através do INEM. A DGS indica ainda os hospitais de referência para avaliação e acompanhamento destes casos: Hospital Curry Cabral, para doentes adultos. Hospital Dona Estefânia, para doentes pediátricos. Hospital de São João, para ambos os casos. O que diz a DGS sobre a transmissão? A orientação refere que o hantavírus Andes pode transmitir-se através do contacto próximo com secreções respiratórias, saliva, sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas durante o período de transmissibilidade. O documento acrescenta que Portugal mantém um nível de risco "muito baixo" para a população em geral e não prevê novas medidas preventivas adicionais. Fica a saber como podes prevenir a presença de ratos e roedores em casa, na arrecadação, no sótão e jardim. O que podes levar daqui? Quem é considerado caso suspeito? Quem tenha tido contacto com passageiros do MV Hondius e apresente sintomas como febre ou dificuldades respiratórias. O que muda com esta orientação? A DGS passa a definir regras específicas para vigilância, isolamento e transporte destes casos. Há risco para a população? Segundo a DGS, o risco em Portugal continua a ser considerado "muito baixo". Ainda assim, há países europeus com um histórico mais elevado de casos , de acordo com dados oficiais. Onde são acompanhados os casos? Nos hospitais Curry Cabral, Dona Estefânia e São João. Onde posso ler o documento completo? No site oficial da Direção-Geral da Saúde. Queres estar sempre atualizado com a RFM? Segue-nos aqui e fica sempre a par! RFM