GOVERNO PROCURA FINANCIAMENTO PARA LINHA VERMELHA DO METRO DE LISBOA: “NO LIMITE SERÁ O OE”
2026-05-20 21:06:34

Após a saída da verba do PRR, a Metropolitano de Lisboa encontra-se a aguardar a notificação formal da Estrutura de Missão, mas mantém a previsão de encontrar uma solução até ao final de junho. O Governo continua à procura de novas fontes de financiamento para a Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa e admite que a última opção possa ser o Orçamento do Estado (OE). A secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, disse esta terça-feira que a solução pode ser essa, depois de a verba ter saído do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A verba do PRR para a Linha Vermelha não pode ser realizada. A Estrutura de Missão, no dia 2 de fevereiro, informou sobre a perda destes fundos, mas a Metropolitano de Lisboa encontra-se a aguardar a notificação formal”, começou por explicar Cristina Pinto Dias, numa audição regimental na Assembleia da República. A governante esclareceu que será publicada uma nova resolução do Conselho de Ministros com as novas fontes de financiamento , por enquanto, ainda estão “no mercado , e “no limite será OE”. Porém, o calendário previsto mantém-se. “Até ao final do primeiro semestre acreditamos que a consignação será designada”, referiu a secretária de Estado da Mobilidade, em resposta aos deputados na Assembleia da República. Como o ECO avançou, o financiamento da linha vermelha do metro de Lisboa e o Hospital Oriental de Lisboa caiu do PRR, libertando 311 milhões de euros de euros da componente de empréstimos. “Foi libertado o montante de cerca de 311 milhões de euros da componente de empréstimos respeitante aos projetos da linha de metro de Lisboa (linha vermelha até Alcântara) e Hospital de Lisboa Oriental”, lê-se na proposta de proposta de reprogramação. Nova rotunda em Alcântara para acesso à 25 de Abril Questionado pelo deputado socialista Frederico Francisco sobre a quebra de investimento na ferrovia em 2025 o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, admitiu que houve uma diminuição devido ao plano de investimentos Ferrovia 2020 e Ferrovia 2030, cujo calendário de execução estava atrasado. Porém, este ano está previsto um “orçamento recorde” para a Infraestruturas de Portugal (IP). Em relação ao novo acesso à Ponte 25 de Abril, em Lisboa, Hugo Espírito Santo esclareceu que a Metropolitano de Lisboa e a IP estão a trabalhar num novo acesso na zona de Alcântara nessa travessa do rio Tejo, que irá “passar a norte da Avenida de Ceuta” e implicará a construção de uma nova rotunda. Mariana Bandeira