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ORDEM DOS MÉDICOS QUER REDUZIR LISTAS DE UTENTES E RECRUTAMENTO PERMANENTE PARA ATRAIR MÉDICOS DE FAMÍLIA

Mais Ribatejo Online

2026-05-20 21:06:34

A Ordem dos Médicos propõe reduzir listas de utentes, criar um registo de saúde único e avançar com recrutamento permanente de médicos de família A Ordem dos Médicos defende o redimensionamento das listas de utentes, a criação urgente de um registo de saúde único e um modelo de recrutamento permanente e mais flexível para reforçar a atratividade da Medicina Geral e Familiar no Serviço Nacional de Saúde. As propostas integram um documento estratégico com 18 medidas que será entregue na sexta-feira ao Ministério da Saúde, à Assembleia da República e à Presidência da República. As medidas foram apresentadas esta terça-feira em conferência de imprensa pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, acompanhado pela presidente do colégio da especialidade de Medicina Geral e Familiar, Paula Broeiro. O documento está organizado em três eixos principais: acesso universal e equitativo, valorização do médico de família e governação eficaz com liderança clínica. Entre as propostas apresentadas está também a redução da burocracia no sistema de saúde, eliminando a obrigatoriedade de intervenção médica em atos administrativos considerados de baixo valor clínico. Segundo Carlos Cortes, entre 20% e 30% do tempo de trabalho dos médicos de família é atualmente consumido por tarefas burocráticas que poderiam ser asseguradas por outros profissionais, nomeadamente do secretariado clínico. “Entre 20% a 30% do tempo dos médicos de família não é dedicado aos seus utentes, mas sim a burocracia completamente desnecessária”, afirmou o bastonário aos jornalistas. A Ordem dos Médicos considera ainda prioritária a criação de um registo de saúde único para melhorar a articulação entre serviços e facilitar o acompanhamento dos doentes. Carlos Cortes sublinhou que o conjunto de propostas constitui um “documento estratégico do consenso” e admitiu que poderão ainda ser acrescentadas novas medidas. “Neste momento, já temos 18 medidas, poderão ser acrescentadas mais porque ainda vamos continuar a reunião, mas para o Ministério da Saúde ter aqui instrumentos muito concretos para poder aplicar no terreno”, afirmou. As propostas surgem no contexto das dificuldades persistentes no acesso a médicos de família em várias regiões do país e foram apresentadas no âmbito do Dia Mundial do Médico de Família. pub publicidade Mais Ribatejo com Lusa