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OPINIÃO POLÍTICA | QUANDO O ESTADO FALHA, QUEM TRATA DA SAÚDE DOS MAFRENSES?

Jornal de Mafra Online

2026-05-20 21:06:13

Quando o estado falha, quem trata da saúde dos Mafrenses? Por Filipe Ratão, Coordenador da Iniciativa liberal Mafra O setor da saúde em Portugal é um desastre. Esta afirmação não é novidade para ninguém, seja pelas listas de espera tremendas, pela falta de médicos constante ou pela gestão caótica dos hospitais públicos, é claro que todo o setor precisa de um reforma profunda a nível nacional. Enquanto esta não acontece, as autarquias ganham uma especial responsabilidade de procurar formas de dar respostas aos seus munícipes. Como estará Mafra a responder a este desafio? Não faltam centros de saúde, contudo falta o que os torna úteis, os médicos. Para remendar o problema, a Câmara Municipal aumentou o incentivo para os médicos se fixarem no concelho, de 400EUR para 600EUR. A medida só seria mais do que um mero remendo, se o único obstáculo à fixação de médicos em Mafra fosse o rendimento mensal. Não é. Seja os custos da habitação ou transporte, as oportunidades de carreira que se perdem, num concelho menos central, ou a simples disfunção do SNS que também nos afeta, mais 600EUR simplesmente não chegam para cobrir estes custos e resolver o problema. Então qual é a solução real? Uma coisa é certa: a solução a curto prazo não passa pelos serviços de saúde pública. Simplesmente as decisões que importam não estão nas mãos das autarquias. Por isso, temos que mudar como vemos o setor da saúde no concelho. Na perspectiva da Iniciativa Liberal Mafra, a mudança passa por recorrer aos prestadores privados e sociais. Não se trata de privatizar a saúde, mas de a tornar mais eficaz. Em vários concelhos, as misericórdias, as IPSS e as clínicas privadas convencionadas já desempenham um papel fundamental na resposta às necessidades de saúde das populações. Mafra não deveria ser exceção. O objetivo é simples: o munícipe ter acesso atempado a cuidados de saúde de qualidade, independentemente de quem os presta. Compete à Câmara Municipal pressionar e articular com o poder central para que este modelo seja implementado, fiscalizando os resultados e garantindo que nenhum mafrense fica para trás. A saúde é um direito, e em Mafra, já passou da hora de o levar a sério. Agradeço desde já quem dedicou alguns minutos do seu tempo à leitura e à reflexão sobre o futuro do nosso concelho. Bem hajam. Sobre o autor Filipe Miguel dos Santos Ratão, 23 anos, natural da freguesia de Santo Estêvão das Galés, licenciado em Economia e estudante da Pós-Graduação de Governação Estratégica Municipal, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade de Lisboa. Atualmente é Coordenador da Iniciativa Liberal Mafra e Presidente do Núcleo de Estudantes Liberais do ISEG. Tendo anteriormente desempenhado funções como relator fiscal da Associação Académica da Universidade de Lisboa. Aderiu a Iniciativa Liberal depois das eleições europeias de 2019, tendo sido candidato nas eleições legislativas de 2022 e 2025, e nas eleições autárquicas de 2021 e 2026. Partilhe o artigo JM