ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE CUIDADOS PALIATIVOS LANÇA PETIÇÃO PARA REFORÇAR RESPOSTA NO PAÍS
2026-05-20 21:06:07

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos lançou uma petição para exigir reforço urgente da rede e mais respostas especializadas em Portugal A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) lançou uma petição pública para exigir o reforço urgente dos cuidados paliativos em Portugal, alertando que entre 70 e 85 mil pessoas morrem todos os anos sem acesso a acompanhamento especializado. Segundo a associação, mais de 150 mil pessoas vivem anualmente em Portugal com sofrimento associado a doenças graves, progressivas e incuráveis, incluindo milhares de crianças e jovens com doenças complexas que necessitariam de cuidados paliativos diferenciados. A iniciativa, intitulada “Reforçar os Cuidados Paliativos em Portugal é Urgente”, pretende mobilizar a sociedade e pressionar o Governo a adotar medidas concretas para garantir cuidados de qualidade e dignidade até ao fim da vida. Petição exige reforço da rede e mais profissionais Entre as principais reivindicações da APCP estão: A expansão das equipas comunitárias e intra-hospitalares de cuidados paliativos em todo o território nacional; O reforço da Rede Nacional de Cuidados Paliativos, com mais camas e respostas especializadas para adultos e crianças; A criação de incentivos para fixação de profissionais especializados; O reconhecimento da Medicina Paliativa como especialidade médica autónoma; O investimento estruturado na formação dos profissionais de saúde. A presidente da APCP, enfermeira Catarina Pazes, considera “urgente” um compromisso efetivo do Governo e do Ministério da Saúde nesta área. “Portugal continua há mais de um ano sem a constituição de uma Comissão Nacional de Cuidados Paliativos que possa orientar e fazer cumprir uma estratégia clara para esta área tão essencial”, afirmou. Associação alerta para ausência de estratégia nacional A APCP alerta que o envelhecimento da população, o aumento das doenças crónicas e a pressão sobre os serviços de urgência tornam ainda mais evidente a necessidade de reforçar os cuidados paliativos. Segundo Catarina Pazes, o atual modelo organizacional “não responde às necessidades reais dos doentes” e continua a falhar sobretudo nos cuidados de proximidade. A associação manifesta ainda disponibilidade para colaborar com entidades governamentais e reguladoras na definição de soluções concretas. A petição pública pode ser consultada e subscrita online. pub publicidade João Baptista