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"CANSADA DE ESPERAR POR MEDIDAS CONCRETAS", ASSOCIAÇÃO DE CUIDADOS PALIATIVOS LANÇA PETIÇÃO

Renascença Online

2026-05-20 21:03:33

Entre 70 e 85 mil pessoas morrem todos os anos sem acesso a cuidados paliativos, a que se juntam jovens e crianças com doenças complexas que poderiam beneficiar de um acompanhamento especializado, diz a APCP. A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), em conjunto com vários profissionais da área, lançou uma petição para reforçar a resposta aos doentes que estão em sofrimento devido a doenças graves, progressivas e incuráveis. Entre 70 e 85 mil pessoas morrem todos os anos sem acesso a cuidados paliativos, a que se juntam, diz a APCP, jovens e crianças com doenças complexas que poderiam beneficiar de um acompanhamento especializado. Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui Catarina Pazes diz que a associação que preside “está cansada de esperar por medidas concretas, por um financiamento específico para os cuidados paliativos, por medidas que os profissionais que se dedicam a esta área sintam no dia-a-dia”. De acordo com a dirigente da APCP, “muitos doentes, famílias, pessoas em sofrimento por causa de doenças graves, não têm um atendimento e um acompanhamento ao longo do processo de doença que lhes dê algum tipo de suporte e alívio”. A petição “Reforçar os Cuidados Paliativos em Portugal é Urgente” pretende ser também um alerta para a necessidade imediata de cuidados com qualidade e dignidade até ao último momento. Os subscritores apelam a um compromisso concreto da parte do Governo, exigindo para tal “a expansão das equipas comunitárias e intra-hospitalares de cuidados paliativos em todo o território nacional; o reforço da Rede Nacional de Cuidados Paliativos, através do aumento de camas e respostas especializadas para adultos e crianças, tanto em hospitais de agudos como na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e a criação de incentivos e condições de fixação para profissionais especializados”. Catarina Pazes diz que não está em causa, apenas, a falta de camas “mas também o acesso a equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos, equipas constituídas por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, que possam dar uma resposta efetiva na comunidade, onde os doentes estão, o que seria uma forma muito mais efetiva aliviar a pressão nos hospitais e nas urgências”. A presidente da APCP considera, por outro lado “urgente que exista um compromisso efetivo do Governo e do Ministério da Saúde com os cuidados paliativos” e lembra que “Portugal está há mais de um ano sem uma Comissão Nacional de Cuidados Paliativos que possa orientar e fazer cumprir uma estratégia clara para esta área tão essencial”. A petição pode ser consultada e subscrita aqui: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT... Saúde Anabela Góis