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SOBREVIVÊNCIA AO CANCRO EM PORTUGAL SOBE PARA 66%, MAS PERSISTEM DESIGUALDADES REGIONAIS E SOCIAIS

Penacova Actual Online

2026-05-19 21:06:07

7 Novo relatório nacional revela melhoria das taxas de sobrevivência oncológica em Portugal, embora diferenças entre regiões, sexo e acesso aos rastreios continuem a preocupar especialistas e autoridades de saúde. Em Penacova, a comunidade continua também a mobilizar-se localmente para apoiar a prevenção e a solidariedade ligada à doença oncológica. Portugal registou uma taxa de sobrevivência ao cancro de cerca de 66% cinco anos após o diagnóstico, segundo os dados mais recentes do Registo Oncológico Nacional (RON), divulgados e analisados pela RTP. O relatório, que abrange doentes diagnosticados em 2018, mostra uma evolução positiva nos cuidados oncológicos no país, mas alerta para desigualdades persistentes no acesso ao diagnóstico precoce e aos tratamentos, sobretudo entre regiões e grupos sociais. Mulheres apresentam maior sobrevivência Os dados indicam que a sobrevivência global aos cinco anos após o diagnóstico ronda os 65% a 66%, valor que coloca Portugal em linha ou acima da média europeia em vários tipos de cancro mais frequentes. Entre as mulheres, os resultados continuam significativamente superiores aos dos homens. Mais de 71% das mulheres diagnosticadas com doença oncológica sobreviveram pelo menos cinco anos, enquanto entre os homens a taxa ronda os 60%. Os especialistas associam esta diferença ao impacto dos rastreios organizados e à eficácia crescente dos tratamentos em cancros como o da mama, cuja taxa de sobrevivência se aproxima atualmente dos 90%. Já no cancro da próstata, a sobrevivência ultrapassa os 96%, refletindo também melhorias no diagnóstico precoce e no acompanhamento clínico. Região Centro mantém indicadores positivos A análise regional mostra igualmente diferenças relevantes entre territórios. As regiões Centro, Norte e Área Metropolitana de Lisboa apresentam alguns dos melhores resultados nacionais em sobrevivência oncológica aos cinco anos. Quando ajustados à estrutura etária da população, os indicadores colocam a Região Centro entre as zonas do país com melhor desempenho, resultado que especialistas relacionam com a proximidade de unidades hospitalares diferenciadas, maior cobertura de rastreios e reforço da rede oncológica do Serviço Nacional de Saúde. A evolução positiva dos indicadores nacionais é também atribuída ao acesso a terapêuticas inovadoras e ao trabalho desenvolvido por instituições como a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), sobretudo nas áreas da prevenção, apoio social e sensibilização pública. Penacova mobiliza-se na prevenção e solidariedade Em Penacova, a mobilização comunitária em torno da luta contra o cancro continua ativa através de iniciativas solidárias promovidas pelo Grupo de Voluntariado Comunitário de Penacova da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Depois da recente caminhada solidária divulgada pelo Penacova Actual, o concelho volta a associar-se às ações de sensibilização e prevenção promovidas pela LPCC, desta vez com a caminhada “Contra o Cancro Contamos Consigo”, agendada para 24 de maio, na freguesia de Sazes do Lorvão. A iniciativa pretende incentivar estilos de vida saudáveis, promover a atividade física e reforçar o apoio comunitário aos doentes oncológicos e às suas famílias. O envolvimento do concelho nestas campanhas solidárias acompanha uma tendência nacional de maior consciencialização pública para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, considerados fatores decisivos para aumentar as probabilidades de sobrevivência. Persistem desigualdades no acesso aos rastreios Apesar dos progressos registados, o relatório alerta para desigualdades significativas no acesso aos programas de rastreio do cancro da mama, colo do útero e colorretal. A adesão continua a variar consoante fatores como escolaridade, localização geográfica e contexto socioeconómico, situação que especialistas consideram preocupante num cenário de envelhecimento populacional e aumento esperado do número de novos casos nas próximas décadas. As autoridades de saúde defendem, por isso, um reforço do investimento na prevenção, literacia em saúde e acompanhamento dos sobreviventes oncológicos, numa altura em que Portugal já conta com mais de meio milhão de pessoas que sobreviveram à doença. Mais sobreviventes trazem novos desafios O crescimento do número de sobreviventes está também a criar novos desafios para o sistema de saúde, sobretudo ao nível do acompanhamento psicológico, reabilitação e reintegração social e profissional. Especialistas alertam que muitos doentes continuam sem acompanhamento estruturado após os tratamentos, defendendo uma maior articulação entre hospitais, cuidados de saúde primários e instituições de apoio social. Ao mesmo tempo, mantém-se o apelo à adoção de estilos de vida saudáveis e ao combate a fatores de risco como o tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e sedentarismo, considerados determinantes para reduzir a incidência futura da doença oncológica https://www.facebook.com/penacovactual