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REDUÇÃO DE META DOS MÉDICOS DE FAMÍLIA É SINAL DE "MAU DESENHO" DAS MEDIDAS DO GOVERNO

Renascença Online

2026-05-19 21:06:04

António Luz Pereira refere que a criação das USF modelo C só trazem mais concorrência por recursos humanos, sem prever medidas para atrair mais médicos para o SNS. Uma consequência "do mau desenho" das medidas. É a reação do vice-presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar à notícia da redução da meta do Governo para atribuição médico de família a mais utentes com recurso aos setores privado e social. De um objetivo de 360 mil utentes até 2029, o executivo fala agora em mais de 60 mil. Uma meta estabelecida nas grandes opções do Plano de 2025 a 2029. À Renascença, António Luz Pereira refere que a criação das USF modelo C só trazem mais concorrência por recursos humanos, sem prever medidas para atrair mais médicos para o SNS. "Estamos a assistir uma diversificação das apostas do Governo, mas que também estão atrasadas naquilo que é a sua implementação, porque esse desenho não pensou na remuneração adequada desses profissionais", aponta. De acordo com o plano de emergência para a saúde apresentado pela ministra da Saúde em setembro de 2024, o objetivo era dar médico de família a 360 mil utentes até 2029. No entanto, de acordo o jornal Público, o atraso nos concursos para novas USF, geridas pelo setor privado e social, leva a uma revisão em baixa do objetivo. Jaime Dantas