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DESPESA DO SNS COM MEDICAMENTOS ATINGE MÁXIMO HISTÓRICO

AEIOU.pt Online

2026-05-19 21:05:55

Julie Viken / Pexels A despesa do SNS com medicamentos chegou aos 4,4 milhões de euros em 2025. Este valor representa um aumento superior a 60% face a 2020, ano em que a pandemia chegou a Portugal. Segundo dados do Infarmed, o SNS gastou no ano passado 2,53 milhões de euros em medicamentos hospitalares e 1,89 milhões na comparticipação de medicamentos em ambulatório. Desde 2020, a despesa hospitalar com medicamentos tem aumentado anualmente cerca de dois dígitos. No ano da pandemia, os hospitais gastaram 1,39 milhões; em 2021, o valor chegou aos 1,57 milhões, em 2022 atingiu 1,76 milhões, em 2023 chegou aos 1,95 milhões e em 2024 totalizou 2,26 milhões de euros. O aumento dos custos está associado às novas terapias, destinadas a tratar doenças mais complexas, como patologias oncológicas ou raras, nota a Agência Lusa. A oncologia é onde os hospitais gastam mais com medicamentos. Em 2025, os gastos atingiram 864,5 milhões de euros, mais 16% que em 2024, representando cerca de 34% da toda a despesa hospitalar. Seguidamente, os medicamentos para o VIH, com 238 milhões de euros, e os destinados ao tratamento da artrite reumatoide e psoríase, com 186,5 milhões. As vacinas registaram a maior subida percentual, com um aumento de 69,8%, chegando aos 85,5 milhões de euros. No que diz respeito às comparticipações, os antidiabéticos lideram os encargos do SNS, representando quase 478 milhões de euros, mais 14,7% do que em 2024. Entre as substâncias ativas, o Apixabano, utilizado na prevenção de coágulos sanguíneos, registou o maior aumento da despesa, com uma subida de 70%. A atorvastatina, utilizada para tratar colestrol, foi a substância ativa mais utilizada no país, com mais de 8,5 milhões de caixas dispensadas, seguida do paracetamol, do bisoprolol, usado para a hipertensão e da metformina, indicada para diabetes. A Unidade Local de Saúde de Santa Maria, em Lisboa, foi a que registou maior despesa com medicamentos em 2025. Seguiram-se a ULS de Coimbra e a ULS São João, no Porto. A consulta externa e os produtos cedidos ao exterior representam a maior fatia da despesa hospitalar, seguidos do hospital de dia e do internamento. Os cuidados de saúde primários foram, ainda assim, a área com maior crescimento percentual da despesa, registando uma subida de 66,5%. Soraia Ferreira, ZAP // Soraia Ferreira