PORTUGUESES GASTAM MILHARES DE EUROS POR DIA NAS INJEÇÕES PARA PERDA DE PESO
2026-05-18 21:09:17

Alex_Malt / Depositphotos As injeções para perder peso são um método mais rápido do que as tradicionais dietas e idas ao ginásio. No entanto, é apenas recomendada em casos específicos. Em 2025, foram vendidas mais 500 mil embalagens dos medicamentos injetáveis para perda de peso. Desde o início do ano e 31 de março, os portugueses gastaram 55,2 milhões de euros em apenas duas injeções (Wegovy e Mounjaro) para o tratamento da obesidade, o equivalente a 613 mil euros por dia. Segundo o Público, Cada embalagem corresponde a quatro administrações, sendo a injeção feita semanalmente. Os números representam um aumento significativo face aos medicamentos anteriormente utilizados no combate ao excesso de peso. O Mounjaro, cuja substância ativa é a tirzepatida e que é produzido pela farmacêutica norte-americana Eli Lilly, representou mais de 117 milhões de euros em vendas no ano passado, após ter chegado ao mercado português em 2024. Já o Wegovy, baseado em semaglutido, entrou no mercado nacional em abril de 2025 e registou vendas de mais de 78 mil unidades nesse ano. Os medicamentos pertencem à classe dos chamados agonistas dos recetores GLP-1, uma nova geração de fármacos que ganhou forte expressão internacional. Apesar de não serem comparticipados pelo Sistema Nacional de Saúde (SNS), a procura por este tipo de medicamentos continua a aumentar, mesmo por quem não possui uma doença diagnosticada. Os preços variam consoante a dosagem, oscilando entre 182,92 euros e 337,63 euros por mês no caso da tirzepatida, enquanto o Wegovy custa cerca de 244,80 euros mensais. Segundo os especialistas, estes medicamentos podem ser usados ainda para diferentes contextos clínicos, incluindo antes de cirurgias bariátricas, para reduzir riscos operatórios, ou depois dessas intervenções, para melhorar os resultados adquiridos. Apesar de todos os benefícios, a sua utilização comporta diversos riscos, como náuseas, diarreia, obstipação e perda de massa muscular. Existe ainda o risco de pancreatite aguda, que, embora raro, apresenta elevadas taxas de mortalidade, além de um potencial aumento do risco de cancro da tiroide. Soraia Ferreira, ZAP // Soraia Ferreira