ELÉTRICOS TAMBÉM SÃO ALVO DE ADULTERAÇÃO DE QUILOMETRAGEM
2026-05-18 21:09:15

Os automóveis a combustão estão mais propensos a adulteração de quilometragem, mas também os elétricos e híbridos estão sujeitos a sofrerem deste tipo de fraude. Motorizações essas que estão a ganhar cada vez mais espaço no mercado. Não são só os automóveis a combustão que podem ser alvo de fraude por falsificação da quilometragem. O fenómeno pode, também, afetar os veículos elétricos e híbridos. É a conclusão de um estudo da carVertical, especializada em dados sobre automóveis. Em Portugal, foram analisadas viaturas entre janeiro de 2024 e março deste ano. Cerca de 4,6 por cento dos automóveis a diesel apresentavam o conta-quilómetros adulterado. Seguem-se os modelos a gasolina (3,6 por cento). Os carros a diesel, por terem habitualmente mais quilómetros acumulados, são tendencialmente maiores alvos de falsificação. Em média, a redução foi cerca de 99 mil quilómetros, enquanto no caso dos modelos a gasolina ficou-se pelos 74 mil quilómetros. E os eletrificados? Os automóveis elétricos não estão imunes a serem alvo de fraude de quilometragem - embora seja menos recorrente. Um total de 1,9 por cento das viaturas totalmente elétricas examinadas apresentavam adulteração (sendo extraídos, em média, 44 mil quilómetros). É um número mais baixo dos 2,6 por cento de híbridos (57 mil quilómetros tirados em média). Matas Buzelis, especialista da carVertical, explicou em comunicado: "A procura por veículos híbridos e elétricos continua a crescer de forma constante e, com ela, o risco de fraudes no conta-quilómetros. Até mesmo os carros relativamente novos estão a ser adulterados". Recomenda-se, pois, que independentemente do tipo de motorização, um veículo seja alvo de análise antes da compra. Até porque a quilometragem adulterada pode sair cara ao novo proprietário, com "um aumento de preço de milhares de euros" e potenciais "problemas adicionais no planeamento da manutenção", segundo o responsável. Notícias ao Minuto