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DIRETOR DA GEELY EM PORTUGAL TEM "AMBIÇÃO CHINESA" E QUER SER TOP 3

Razão Automóvel Online

2026-05-18 21:09:14

A Geely chegou a Portugal com dois modelos, rede própria e ambição assumida. Nos próximos cinco anos, quer ser referência nos eletrificados. A chegada da Geely a Portugal não vai fazer-se a conta-gotas ou a apalpar terreno . João Reis, diretor-geral da marca no nosso país, assume que a ambição é elevada e que a marca quer ocupar um lugar de destaque. Num mercado cada vez mais concorrido, com várias marcas novas a chegar nos últimos anos, a Geely entra em Portugal através do Grupo Salvador Caetano e quer diferenciar-se pela segurança, pela cobertura de pós-venda e por uma gama inicial que não se limita aos 100% elétricos. “A Geely decidiu entrar agora porque queria vir com uma proposta de valor sólida, ter uma forma de adereçar o mercado consistente e garantir que desde o primeiro momento não comete erros”, afirmou João Reis nas Auto Talks da Razão Automóvel, gravadas no ECAR Show 2026, em Lisboa. @ Pedro Alves / Razão Automóvel João Reis, diretor-geral Geely Portugal e Miguel Dias, coordenador de media da Razão Automóvel. Ambição é chegar ao topo dos eletrificados A meta traçada para Portugal é clara. João Reis não coloca a Geely apenas no grupo das marcas que procuram ganhar notoriedade no mercado nacional. A fasquia é bem mais alta do que isso. “Sem dúvida que a Geely vai querer ser um top player no mercado nacional nos próximos cinco anos”, afirmou, antes de ir mais longe: “A Geely quer ser Top 3 (nos eletrificados), no mínimo”, reforçou o gestor, que não tem medo da ambição chinesa: Se me perguntarem a mim, eu acredito que podemos ser o número 1 (nos eletrificados). Portanto, a ambição chinesa não me assusta, é esse o desejo que tenho para a marca. Raízes europeias Apesar de surgir agora em Portugal como marca independente, a Geely está longe de ser um desconhecido absoluto na indústria automóvel europeia. A empresa-mãe, denominada Geely Auto Group, controla marcas como a Volvo, Polestar, Lotus, Smart e Zeekr - que também acabou de se estrear a nível nacional. “Aquilo que a Geely foi buscar à Volvo, que foi buscar à Lotus, é sem dúvida uma grande mais-valia para a qualidade de construção”, afirmou João Reis. A mensagem é clara: o construtor quer distanciar-se da imagem de “marca chinesa low-cost” que durante anos marcou parte da indústria automóvel asiática. O mercado português está preparado? A pergunta não é inocente. Portugal continua a ser um mercado relativamente pequeno no contexto europeu e a concorrência no universo eletrificado está mais intensa do que nunca. Sobretudo se tivermos em conta que nos últimos anos chegaram a Portugal mais de duas dezenas de novas marcas. Ainda assim, a Geely acredita que existe espaço para crescer. E há um detalhe importante: ao contrário de algumas marcas chinesas que apostaram apenas em 100% elétricos, a Geely seguiu outro caminho. A aposta inicial passa por dois SUV eletrificados: o híbrido plug-in Starrary EM-i e o 100% elétrico E5. Mas houve um nome que pairou constantemente durante esta conversa com João Reis: o do Geely E2. © Geely Em 2025 o E2 foi o carro elétrico mais vendido da China e o segundo mais vendido a nível mundial. Ainda não chegou à Europa, mas na China já se tornou um fenómeno comercial: foi o elétrico mais vendido da China em 2025 e o segundo modelo elétrico mais vendido em todo o planeta. João Reis acredita que o E2 tem tudo o que é preciso para repetir o sucesso em Portugal, onde deverá estear-se no último trimestre deste ano. A confiança como prioridade Conquistar quota de mercado é importante. Mas conquistar confiança talvez seja ainda mais decisivo. Talvez por isso João Reis tenha insistido várias vezes na importância dos serviços pós-venda, da garantia e da assistência técnica, temas que continuam a gerar dúvidas entre muitos consumidores europeus quando o assunto são novas marcas chinesas. “Queremos que o cliente não tenha dores de cabeça quando compra um Geely”, afirmou João Reis, que revelou que todos os modelos da marca incluem oito anos de garantia e cinco anos de manutenção programada. © Razão Automóvel Geely E5 Até ao final do ano, a marca quer ter 10 espaços abertos em Portugal, sendo que para o responsável da marca em Portugal, o objetivo é claro: “garantir desde a nossa chegada um conforto grande para os nossos clientes”, sendo que para isso a Geely ambiciona “que num raio de 30 km toda a gente tenha acesso a um espaço da marca”. Miguel Dias