MÉDICOS TÊM DE ESPERAR UM ANO PARA VOLTAR AO SNS
2026-05-17 21:10:09

Período de incompatibilidade para os que tenham deixado o sistema público antes das novas regras SAUDE Os médicos especialistas que tenham deixado o Serviço Nacional de Saúde antes da entrada em vigor das novas regras da prestação de serviços clínicos terão um período de um ano de incompatibilidade, revelou o Governo. â Lusa, o Ministério da Saúde explicou que o diploma distingue a situação dos médicos internos da dos médicos não especialistas (indiferenciados), permitindo que os internos em formação especializada sejam contratados para equipas de urgência, desde que preencham os requisitos da Ordem dos Médicos. Já os médicos indiferenciados apenas podem prestar serviços, a título excecional, desde que estejam habilitados ao exercício autónomo da medicina, tenham seguro de responsabilidade civil e exerçam funções sob supervisão clínica de um médico especialista. O diploma que regula a prestação de serviços dos chamados médicos tarefeiros prevê um regime transitório até final do ano para que se adaptem os contratos de prestação de serviços que estejam em execução quando as novas regras entrarem em vigor. DOIS ANOS APoS REGRAS Aprovado em Conselho de Ministros, o diploma distingue os médicos que cessaram o vínculo com o SNS antes da entrada em vigor das novas regras daqueles que venham a sair depois. Assim, apenas os médicos especialistas que deixem o SNS após a entrada em vigor das novas regras terão um período de dois anos de incompatibilidade a contar do dia em que saem , e Só depois desse tempo podem ser contratados como prestadores de serviço. Quanto aos recém-especialistas, a incompatibilidade apenas abrangerá aqueles que concluam a especialidade em épocas de avaliação final do internato médico posteriores à entrada em vigor do diploma e se recusarem celebrar contrato com o SNS. O presidente da associação de médicos prestadores de serviços, Nuno Figueiredo e Sousa, disse que a proposta era uma "tentativa de homicídio das populações do Interior”, o que levou a ministra da Saúde a admitir processá-lo. Ministra da Saúde, Ana Paula Martins