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CONFERÊNCIA - AUTONOMIA FAZ BEM À SAÚDE

JM

2026-05-16 21:09:17

CONFERÊNCIA “Autonomia faz bem à saúde” Adalberto Campos Fernandes e Sobrinho Simões foram os oradores da conferência da autonomia. paulaabreu@jm-madeira.pt Aconferência 50AnosdeAutonomia , Saúde , promovida pela Estrutura de Missão para as Comemorações do 50º Aniversário da Autonomia, trouxe ao Funchal o ex-ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e o diretor do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, Sobrinho Simões, que elogiaram os avanços na Saúde na Madeira. Isto olhando para o passado, mas também para o futuro Hospital Central e Universitário da Madeira, que irá reunir tecnologia de ponta e apostar na investigação. O antigo governante afirmou que o projeto vai permitir à Região afirmar-se como “uma referência do ponto de vista da ciência e da inovação”. Será, vincou “uma oportunidade” para posicionar a Região no centro da investigação científica, da inovação e da formação de quadros”. Já no decurso da conferência, Adalberto Campos Fernandes falou sobre os desafios que se colocam à saúde pública, colocando a inteligência artificial no centro, com os riscos de “falsos médicos” com recurso à IA. Mas, focou também as potencialidades que o conceito e as novas tecnologias oferecem à saúde. A terminar a sua intervenção, e tal como começou, o médico comentou que “a autonomia faz bem à saúde”. Entende que “é um fator determinante para a construção de um sistema mais moderno, equitativo e centrado nas pessoas. As suas vantagens são estruturaisedelongoprazo”.Entre outros aspetos, lembrou que o processo autonómico permitiu a modernização do sistema regional de saúde, garantiu o reforço da proximidade e acessibilidade dos cuidados de saúde pelas populações locais, a valorização do capital humano regional, atraindo e retendo talento qualificado, maior capacidade de decisão estratégica adaptada às especificidades e necessidades da Região. Manuel Sobrinho Simões destacou, na sua intervenção, que a Saúde deve caminhar, cada vez mais, para um paradigma centrado na investigação científica, na prática clínica e no impacto direto na vida das pessoas. O médico patologista, uma das referências internacionais nas doenças oncológicas, sustentou, por outro lado, que praticamente todas as pessoas terão cancro, o que não significa que morrerão dessa doença. Podem ter cancro e nunca saberem, afirmou. Defendeu um foco cada vez mais centralizado nas pessoas, num contexto em que a longevidade está a aumentar, o que implica apostar em modelos de saúde que garantam a autonomia e a qualidade de vida dos idosos. Pedro Ramos, ex-secretário regional da Saúde e moderador da conferência, enalteceu o papel do serviço regional de saúde e da Universidade nos avanços ao nível da humanização da Saúde, na relação com o doente. De qualquer modo, no final do encontro, o antigo secretário regional de Saúde chamou a atenção necessária reorganização do sistema de saúde, com base na proximidade e na prevenção, com uma maior articulação entre os cuidados primários e os hospitalares. João Cunha e Silva, responsável pelo programa das comemorações dos 50 anos da Autonomia da Madeira, lembrou que os custos da insularidade também afetam a saúde, defendendo que o modelo de financiamento da saúde deve ser renegociado com o Estado. Referência ainda para as declarações aos jornalistas do presidente do Governo Regional. Miguel Albuquerque apontou a importância de o sistema de saúde ser adaptado às novas tecnologias, como tem sido uma aposta da Região com a aquisição cirurgia robótica e soluções digitais. Por outro lado, instado sobre o início da terceira fase, o governante salientou que a construção do Hospital Central e Universitário da Madeira está dentro dos prazos definidos. A Região aguarda agora pela deliberação em Conselho de Ministros, com vista à disponibilização de verbas para a terceira fase do HCUM. Adalberto Campos Fernandes e Manuel Sobrinho Simões deixam elogios e desafios. Pág. 5 Futuro Centro Internacional de investigação do Cancro com avanços Sobrinho Simões mostrou-se satisfeito pelos avanços que estão a ser dados ao nível do futuro Centro Internacional de Investigação do Cancro, que será criado no hospital universitário da Madeira. Recordou que a covid 19 ditou atrasos no projeto, mas que, desde 2023, tem sido preparado, com apoio de empresários regionais e, em 2024, com a formalização do acordo entre as entidades envolvidas. O médico divulgou que, na próxima semana, haverá uma primeira reunião formal do Conselho de Administração Executivo do Centro Internacional de investigação do Cancro da Madeira, a ter lugar no Porto. Sobrinho Simões entende que a Madeira tem “excelentes condições” na saúde e para o projeto em questão, no estudo de populações específicas nas patologias do cancro, como com laços familiares, para além da rede de centros de saúde e de proximidade. O foco do centro será as pessoas, garantiu, e as respostas a doença. “Para mim, o mais importante é o apoio aos doentes e aos familiares (...) Acho muito mais importantes os aspetos sociais do que os aspetos da investigação”, referiu. Paula Abreu