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“ESFORÇO FINAL” PARA FECHAR ACORDO COM ENFERMEIROS

Jornal de Notícias

2026-05-16 21:09:17

No VII Congresso, líder do Governo deixou uma promessa de aproximação nas negociações sociedade@jn.pt PRIORIDADE o primeiro,ministro anunciou ontem, na sessão de abertura do VII Congresso dos Enfermeiros, que o Governo está a preparar “um esforço final nas próximas semanas” para fechar um novo acordo coletivo de trabalho com a classe profissional. Luís Montenegro sublinhou que os enfermeiros continuam a ser uma prioridade para o Executivo. “Estamos neste momento a trabalhar para darmos, novamente, um exemplo de estarmos com os enfermeiros na vanguarda”, afirmou. Montenegro acrescentou que o objetivo passa POr “subscrevermos um acordo coletivo de trabalho que dê visibilidade, mas, sobretudo, previsibilidade” aos profissionais que escolhem esta carreira. O primeiro-ministro recordou ainda que o primeiIo acordo assinado pelo Governo na área da saúde foi justamente com os enfermeiros. Apesar de reconhecer que “não é suficiente”, considerou que o entendimento alcançado representou “uma evolução positiva relativamente ao percurso remuneratório dos enfermeiros”. O governante revelou também que as consultas de enfermagem õnos cuidados de saúde primários aumentaram 21% no primeiIO trimestre de 2026. Montenegro acrescentou que o objetivo é subscrever um acordo coletivo que dê “visibilidade” e “previsibilidade” aos profissionais. Durante a intervenção, Montenegro defendeu que a valorização das carreiras e das condições de trabalho garantem “mais e melhores profissionais”. Luís Montenegro destacou ainda que, desde o início das suas funções, o SNS registou um aumento de mais de dois mil enfermeiros. â saída, não prestou declarações à Imprensa e foi embora sem comentar a reforma laboral. RECADO DO BASTONâRIO Antes do primeiro-ministro, o bastonário da Ordem dos Enfermeiros pediu estabilidade política para o setor da saúde e elogiou a proposta do presidente da República para um pacto naárea. “A saúde precisa de estabilidade, visão de longo prazo e capacidade de reformar sem estar refém de ciclos políticos”, afirmou Luís Filipe Barreira. O bastonário criticou a sucessiva mudança de ministros da Saúde e deixou um apelo direto: “A saúde não pode continuar a 1ser um campo de disputa política”. Luís Montenegro no VII Congresso dos Enfermeiros Isabella Mondaini