INTERNACIONALIZAÇÃO É AMBIÇÃO DO ICNAS
2026-05-16 21:09:16

Saúde Na celebração do 17.0 aniversário do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde, fez-se o balanço e falou-se da sua projeção além fronteiras O futuro do õnstituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra passa pela internacionalização, dada a relevância e impacto dos seus dneeeie projetos além de Portugal, anunciou o diretor do ICNAS, Antero Abrunhosa, na cerimó- nia de celebração do 17.0 aniversário da instituição. «Sete produtos já estão aprovados no mercado nacional e estamos a expandir para cinco mercados europeus. Temos também um mercado preferencial no Brasil, levando e trazendo o melhor da ciência entre os dois países». Durante a sessão, Antero Abrunhosa destacou ainda a dedicação da equipa e o alcance do instituto, que teve «mais um ano absolutamente excecional que é o resultado do trabalho de uma equipa absolutamente fantástica. Contamos com 178 colaboradores envolvidos, praticamente 24 horas por dia, nas várias valências do instituto», afirmou, sublinhando «o esforço contínuo em investigação, formação e transferência de conhecimento, com clara repercussão na sociedade civil». A título de exemplo, Antero Abrunhosa referiu que, no âmbito da atividade clínica do ICNAS, como parte integrante do SNS, foram realizados 10.400 exames, que permitiram redu-zir as listas de espera em dois meses, no que diz respeito à realização de exames na área da oncologia. Antero Abrunhosa contou ainda histórias curiosas que ilustram o impacto do trabalho desenvolvido pelo instituto. «Recentemente conseguimos encaminhar um medicamento, desenvolvido no ICNAS para tratamento da malária, para ajudar a salvar uma colónia de pinguins no Sea Life do Porto. Não era o nosso objetivo inicial, mas mostra como o nosso trabalho pode ter impacto, mesmo fora daquilo que imaginávamos». Ainda durante a cerimónia, foi também lançada a 3.a edição do prémio João José Pedroso de Lima, «o nosso mentor», como referiu Antero Abrunhosa, que considerou ser «importante lembrar as pessoas que tiveram as ideias e que deram o impulso inicial à criação do ICNAS». O concurso, cujo regulamento está disponível na página do ICNAS, distingue anualmente estudantes, professores ou investigadores que se destaquem nas ciências fundamentais e engenharia aplicadas à saúde. Nas duas primeiras edições, o prémio foi entregue a Alexandra Fonseca e Liliana Santos, pelos seus trabalhos em radiofármacos para diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas. O prémio deste ano, no valor de 10 mil euros, será divulgado internacionalmente, reforçando a promoção de projetos inovadores na área das ciências nucleares aplicadas à saúde. As candidaturas devem ser entregues até 15 de julho. O diretor do ICNAS, Antero Abrunhosa, fez um balanço da atividade e do posicionamento do õnstituto Sofia Neves