DESPORTO FORA DA CAIXA (5) , HISTÓRIAS DE VIDA E SUPERAÇÃO - CARLOS JOSÉ CAEIRO , O ESPECIALISTA QUE TAMBÉM DÁ GÁS À MINHA CORRIDA
2026-05-16 21:09:16

Desporto Fora da Caixa (5) , Histórias de vida e superação Carlos José Caeiro , O especialista que também dá gás à “Minha Corrida” Conciliar a exigência da carreira profissional com o desporto amador, e resultados de mérito, é uma tarefa que só os mais audazes e disciplinados conseguem. Carlos José Caeiro, é Técnico especialista em Licenciamentos numa empresa de gás no concelho de Sintra (DIGAL) para onde entrou em 2009, numa carreira profissional construída a partir dos 16 anos de idade na área da Metalomecânica, em Cacém, e Amadora. Descobriu a corrida pedestre com um grupo de amigos, em 1991/92, nas provas da Ponte sobre o Tejo, nas distâncias inferiores à Meia maratona. Ingressou na Força Aérea Portuguesa, e foi na fase da recruta (1994) que conquistou o primeiro pódio, ao ser 3.º classificado, num crosse militar (12 km) de âmbito nacional realizado na Serra da Carregueira. Todavia, terminado o serviço militar, terminou também o atletismo. Regressou em 2016, já com 42 anos, e tornou-se uma referência do pelotão, dada a sua disciplina, resultados de relevo nos 10,15, e 21 Quilómetros. É um dos dinamizadores da “Associação A Minha Corrida” desde 2020, a convite do seu mentor, Carlos Lopes, e que conta com cerca de duas dezenas de atletas, envolvendo milhares de seguidores através da promoção de provas, passatempos, e sorteios. Tem como lema, “A família sempre em primeiro, depois a saúde e o Desporto”. Carlos Caeiro nasceu na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, no mês de Março de 1974, mas foi na Idanha (Belas) que cresceu e fez a escolaridade básica. Os anos seguintes à chamada “revolução de Abril” não foram fáceis no Ensino, dadas as constantes alterações de programas. Passou pela Escola D. Pedro IV (Massamá), EB 2,23 do Pendão, Liceu de Queluz, Secundária da Damaia, onde terminou o 12.º Ano, na condição de trabalhador-estudante Ingressou na Universidade Atlântica, no Curso de Urbanização e Gestão do Território, mas teve de abandonar por variadas razões, entre elas, o serviço militar. Das corridas na Ponte, ao pódio efémero do Cross Militar No ano 1991, o Maratona CP organiza a Meia Maratona de Lisboa, com a novidade da travessia da Ponte sobre o Rio Tejo. O movimento das corridas mobilizou-se em redor da iniciativa, e foi um sucesso com mais de 3.000 a ter-minar os 21 km, e muitos mais a participar na chamada “fun run”. E foi na Ponte, na versão curta que Carlos Caeiro, e alguns amigos se estrearam, ficando por aí a experiência, repetindo nas seguintes, até que chegou o serviço militar e o ingresso na Força Aérea. Na Instituição fez parte da equipa da BA1, e em 1995 completou a sua primeira meia maratona, uma distância que se tornaria moda, a partir da primeira edição da Meia da Nazaré, realizada em 1975, um ano depois do nascimento de Carlos José Caeiro. “Com o fim do serviço militar, a carreira profissional na Metalomecânica e o casamento, as prioridades mudaram. E o atletismo acabou”, confessa sem mágoas. Em 2008, a empresa onde trabalhava na Venda Nova (antiga Sorefame que deu lugar à Bombardier) encerrou as portas, e foi preciso seguir outro rumo. Ingressou na empresa DIGAL, perto do Algueirão, e residindo em Massamá, voltou a encontrar espaço para regressar ao atletismo em 2015, entusiasmado com o aparecimento dos vários grupos de corrida, caminhadas, e troféus concelhios. Nunca se sentiu atraído por equipas e/ou clubes, fazendo parte dos “Individuais”, entrando em provas de 10, 15 km, e mais até mais curtas. Em 2020, conheceu o Carlos Lopes, da Margem Sul, que a partir do “Blog A Minha Corrida”, passou a Associação, dinamizando grupos, atletas, eventos, e criando parcerias com Instituições. Carlos Lopes, “viu” em Caeiro, um bom parceiro para determinadas funções, nomeadamente na área dos passatempos com ofertadedorsais,v oucher s , etc. alimentando a estrutura então criada, e em enorme desenvolvimento com milhares de seguidores, correndo para a marca dos 100.000. Com uma força colectiva, “A Minha Corrida” tem vindo a tornar-se um veículo impor-tante na dinamização e promoção da actividade física que vai para além da competição. Carlos Caeiro tornouse uma peça importante na engrenagem, admirado por muitos pelas qualidades humanas e de amizade fácil. “Tudo na vida dá trabalho” confessa. “Mas quando é feito com disciplina e organização, é mais fácil”, sublinha com entusiasmo. Já, “na casa dos 50”, embala para a meta com determinação, mas sempre com o lema “Primeiro a família, a saúde e o Desporto” Actividade profissional exigente na área do Gás A Família sempre em primeiro Carlos Caeiro e um grupo de atletas da Associação A Minha Corrida Fala quem sabe “Conheci o Carlos no início da pandemia através de uns desafios virtuais de corrida. No regresso à normalidade, conhecemo-nos pessoalmente e a amizade foi crescendo naturalmente. Hoje não é apenas um “amigo das corridas”, é verdadeiramente um amigo que sei que posso contar. O Carlos é provavelmente o atleta mais disciplinado que conheço, no que diz respeito a manter o foco nos treinos diários logo ao começar o dia. Fazemos parte um grupo de corrida e há algo que nunca falha, a partilha do treino dele, feito ainda de madrugada, seja em que altura do ano for. Hoje em dia é um amigo com quem faço questão de estar, não só antes e depois das provas em que participamos, mas também em encontros extra corridas”. Nuno Silva (StreetRunner) atleta da equipa HECaTEAM), e Pacer “A Minha Corrida”) “O Carlos Caeiro é aquele amigo super bem-disposto que a corrida me trouxe. As nossas primeiras trocas de palavras foram entusiastas nos post s pela manhã nas redes sociais, sempre com palavras motivacionais, e com a alegria que o caracteriza. Quando o conheci pessoalmente pude sentir que as palavras eram mesmo sentidas sem filtros da internet. Tenho a sorte de o ter no meu círculo de amigos, pois é realmente amigo do seu amigo, e emana uma super energia. É aquela pessoa que está pronta para dar aquela corridinha antes das 06h da manhã e que defende que a corrida é para todos, desde o atleta mais experiente, ou aquele que está a dar os primeiros passos”. Vanda Badé, Consultora Imobiliária, residente no Cacém e atleta Correr Queluz Ventura Saraiva