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SINDICATO DENUNCIA, ULS DESMENTE - REGIÃO PERDEU 322 ENFERMEIROS

Jornal do Algarve

2026-05-16 21:09:16

SINDICATO DENUNCIA, ULS DESMENTE Região perdeu 322 enfermeiros O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) denunciou uma alegada redução de 322 enfermeiros na Unidade Local de Saúde do Algarve (ULS Algarve) entre 2024 e 2025, alertando para o agravamento das condições de trabalho e para o impacto da falta de profissionais na resposta aos cuidados de saúde na região. A administração da ULS Algarve contestou os dados apresentados, considerando que se baseiam em informação desatualizada. Em comunicado, o sindicato refere que, até outubro de 2025, a ULS Algarve contava com 2023 enfermeiros nos hospitais e centros de saúde algarvios, número que considera significativamente inferior ao registado no ano anterior. Segundo o SEP, os relatos dos profissionais revelam uma "realidade preocupante", marcada pelo recurso frequente a turnos extraordinários para colmatar falhas permanentes nas escalas. "Frequentemente, quando os profissionais iniciam um turno, existem ja múltiplos horários por assegurar", refere o comunicado, acrescentando que, na ausência de voluntarios, "os enfermeiros são obrigados a seguir turno. A ULS Algarve sublinha, contudo, que "contrariamente ao que é referido, conta atualmente, em 2026, com 2347 enfermeiros, e não 2023", acrescentando que este valor representa "mais 324 enfermeiros com contrato individual de trabalho". A estes somam-se ainda "21 enfermeiros em regime de prestação de serviços". Segundo a instituição, a unidade dispõe atualmente de mais enfermeiros do que em 2024 e 2025. A administração esclarece ainda que os números utilizados pelo sindicato têm por base "uma tabela associada exclusivamente a enfermeiros em processo de avaliação de desempenho", o que, segundo a instituição, exclui "os profissionais que ingressaram na ULS Algarve a partir de julho de 2025" e "os enfermeiros que, por motivo devidamente justificado, se encontram temporariamente ausentes, designadamente por doença". Relativamente às horas extraordinarias, a administração refere que "só no último ano, e comparativamente ao período homólogo, se registou, na area hospitalar, uma redução de 3899 horas extraordinárias", considerando que este dado contraria as informações divulgadas pelo sindicato. O SEP critica ainda a dificuldade de conciliação entre a vida profissional e pessoal dos enfermeiros, considerando que, para muitos profissionais da região, "conciliar a vida familiar, social e pessoal é uma miragem". A administração acrescenta que tem vindo a implementar "uma política ativa de conciliação da vida profissional, familiar e pessoal, defendendo que o descanso semanal obrigatório deve ser encarado como "um período de descanso efetivo e indispensável". Nesse sentido, refere que a orientação institucional é a de não escalar enfermeiros para trabalho extraordinário em dias de descanso, exceto em situações excecionais e devidamente fundamentadas". O comunicado do sindicato cita ainda um estudo recente da Entidade Reguladora da Saude, que alerta para os desequilíbrios entre necessidades e oferta de cuidados no Algarve. Segundo os dados divulgados, existem 0,67 enfermeiros por mil habitantes nos cuidados de saúde primarios, face a 0,76 médicos por mil habitantes. De acordo com o mesmo estudo, cerca de 90% da população algarvia enfrenta baixos níveis de acesso aos cuidados de saude, devido às assimetrias sociodemográficas e à insuficiente cobertura de respostas de proximidade. O SEP destaca também o relatório “State of Health in the EU - Portugal: Perfil de Saúde do País 2025", que aponta para a existência de apenas seis enfermeiros por mil habitantes no Algarve, abaixo da média nacional de 7,9 e distante da média europeia de nove profissionais por mil habitantes. Para o sindicato, é inaceitável a inversão da pirãmide = mais médicos do que enfermeiros . na região, cuja consequência óbvia é o recurso aos serviços de urgência, os internamentos sociais." o SEP alerta ainda para um eventual agravamento da situação caso avance a intenção do Ministério da Saúde de extinguir as Equipas Comunitárias de Suporte em Cuidados Paliativos. A ULS Algarve reiterou, por fim, a sua disponibilidade para o diálogo institucional, defendendo que este deve assentar em dados rigorosos, atualizados e verificaveis", apelando à validação prévia das fontes por todas as entidades envolvidas. Enfermeiros alertam para 0 agravamento das condições de trabalho e para 0 impacto da falta de profissionais na resposta aOS cuidados de saúde. A administração da ULS Algarve contestou os dados apresentados, considerando que se baseiam em informação desatualizada