BRAGA - DST AVANÇA COM 200 CASAS PARA JOVENS COM RENDAS ACESSÍVEIS
2026-05-16 21:09:16

dst avança com 200 casas para jovens com rendas até 400 euros O dstgroup vai avançar com um novo conceito de habitação colaborativa, começando por Barcelos, onde prevê construir 200 casas destinadas ao arrendamento jovem, com rendas que não ultrapassarão os 400 euros. O objetivo da empresa passa por replicar o modelo em todo o país e, mais tarde, no estrangeiro. A intenção foi manifestada pelo presidente do Conselho de Administração da empresa, José Teixeira, à margem da iniciativa “A Casa Comum”, realizada ontem no Forum Braga, no âmbito das Semanas da Economia. «Aquilo que nós queremos a breve prazo, daqui a quatro, cinco anos, é ter aí umas três mil casas. É um novo negócio, que tem uma margem [de lucro] muito pequena, mas tem uma escala gran-de», sublinhou. O projeto assenta num modelo de construção industrializada, com apartamentos de cerca de 40 metros quadrados, integrados numa lógica de residência colaborativa, com espaços comuns partilhados. A im-plantação da primeira residência deverá arrancar ainda este ano, em Barcelos. «Estamos a trabalhar numa casa colaborativa, em que o ponto de partida é que queremos alugar a 400 euros, e as pessoas têm uma casa de cerca de 40 metros quadrados, com outros espaços que são comuns», explicou. O responsável frisou que o grupo não pretende vender as habitações, mas sim colocá-las no mercado de arrendamento. As casas serão totalmente produzi-das em fábrica e poderão ser desmontadas e reinstaladas noutro local. «Posso construir aqui, depois meto num navio. E depois tem outra coisa, eu posso desmontar, se mudar de casa, e passá-la para outro lado», afri mou. Segundo José Teixeira, o objetivo passa por criar soluções acessíveis sem abdicar da qualidade arquitetónica e estética. «Nós acreditamos que a beleza é essencial neste processo», afri mou, defendendo que habitação de baixos custos não deve signifci ar falta de cuidado ou segregação social. «Queremos discutir a casa-necessidade, queremos discutir a casa que não é guetizada, que não vai estar para lá do muro, por ser uma casa de baixos custos», referiu. O empresário questionou ainda os atuais modelos urbanísticos e construtivos, defendendo uma revisão profunda das regras do setor. «Porque é que a arquitetura e a engenharia têm de acrescentar a pobreza aos pobres e, portanto, se é pobre, pode ter uma casa que não tenha cuidado?», criticou. José Teixeira defende casas mais pequenas, acessíveis e com beleza para responder às necessidades atuais OBJETIVO Grupo quer chegar às três mil casas em poucos anos CONSTRUÇÃO Conceito prevê apartamentos de 40 metros quadrados Rita Cunha