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ULS ALTO ALENTEJO ABRE CONCURSO PARA 41 MÉDICOS, 13 EM VAGAS CARENCIADAS

Linhas de Elvas Online

2026-05-16 21:09:16

A Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo vai abrir concurso para recrutamento de 41 médicos no âmbito do novo mapa nacional de vagas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), publicado em Diário da República através dos Despachos n.º 5965/2026 e n.º 6094/2026. Do total de vagas atribuídas ao Alto Alentejo, 13 foram classificadas como carenciadas, permitindo o acesso a incentivos específicos destinados a atrair e fixar profissionais de saúde em territórios com maiores dificuldades de recrutamento. As vagas abrangem diferentes áreas médicas. Nos Cuidados de Saúde Primários foram colocadas a concurso 16 vagas para Medicina Geral e Familiar, cinco das quais consideradas carenciadas. As unidades de Alter do Chão, Avis e Castelo de Vide recebem uma vaga carenciada cada, enquanto Ponte de Sor/Montargil concentra duas vagas com este estatuto. Também estão incluídas no concurso as unidades de Crato, Fronteira/Sousel, Gavião e a USF Nisa, embora sem classificação de carência. Na área hospitalar, a ULS Alto Alentejo recebeu 24 vagas para especialidades médicas, oito delas identificadas como carenciadas. Entre as áreas prioritárias destacam-se Anestesiologia, Cirurgia Geral, Ginecologia/Obstetrícia, Medicina Intensiva, Medicina Interna, Ortopedia, Pediatria e Psiquiatria. O mapa inclui ainda vagas para Cardiologia, Neurologia, Oncologia Médica, Radiologia e Urologia, reforçando a capacidade assistencial hospitalar da região. Foi igualmente aberto um posto de trabalho para a área de Saúde Pública. Os requisitos e os benefícios associados ao estatuto de “vagas carenciadas“ As vagas classificadas como carenciadas beneficiam de incentivos previstos na legislação nacional, nomeadamente apoios destinados à fixação de médicos em regiões de baixa densidade populacional e com carência de profissionais. Entre as medidas aplicáveis estão apoios financeiros, majoração remuneratória, facilidades de mobilidade e outros mecanismos de incentivo à permanência no território. A identificação destas vagas resulta de critérios definidos pelo Ministério da Saúde, que têm em conta fatores como a escassez de médicos, cobertura assistencial insuficiente, dispersão geográfica e dificuldade histórica de recrutamento. Além dos incentivos nacionais, o Alto Alentejo apresenta custos de habitação e de vida significativamente inferiores aos das áreas metropolitanas. Segundo os dados divulgados, o custo médio da habitação na região ronda os 909 euros por metro quadrado, valor bastante abaixo de zonas como Lisboa e Porto, sendo apontado como uma das vantagens competitivas para atrair profissionais de saúde. A estratégia passa também pelo reforço das Unidades Locais de Saúde enquanto modelo integrado de cuidados, procurando melhorar o acesso da população aos serviços médicos e reduzir as assimetrias regionais no SNS. Redacção