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GOVERNO QUER RECORRER AO PRIVADO PARA COLMATAR FALHAS NO SOCORRO PRÉ-HOSPITALAR

Now Online

2026-05-16 21:09:15

As medidas, que ainda estão em avaliação, já motivaram respostas negativas por parte de ex-dirigentes do INEM e da Liga dos Bombeiros Portugueses. A ministra da Saúde propõe revolucionar o INEM, com alterações ao nível da reorganização do sistema integrado de emergência médica em Portugal. É um pacote governamental que tem por objetivo garantir uma resposta eficiente durante o inverno e evitar falhas no socorro pré-hospitalar. Em concreto, o Governo apresenta como medida a criação de uma equipa de 40 ambulâncias, uma frota que irá trabalhar em picos de pedidos de socorro. Uma outra medida é também a implementação de um modelo de inteligência artificial que alerta para deficiências no atendimento e assistência. O pacote prevê também que o INEM possa contratualizar empresas privadas para o transporte de emergência pré-hospitalar. Um despacho do gabinete da ministra da Saúde, publicado em Diário da República a 6 de maio, refere que esta medida destina-se a casos pouco urgentes, que têm um tempo de resposta definido de até duas horas. As alterações ainda em avaliação já motivaram respostas por parte de ex-dirigentes do INEM. Numa carta, garantem que estas alterações suscitam preocupações técnicas e operacionais. Também a Liga dos Bombeiros Portugueses refere que é contra a possibilidade de as empresas privadas virem a fazer socorro pré-hospitalar. Por outro lado, Luís Cabral, atual presidente do Conselho Diretivo do INEM, defende que não é possível chegar ao próximo inverno sem capacidade de resposta. Refere que em determinadas zonas do país, nomeadamente na península de Setúbal e no Algarve, os meios dos parceiros do INEM são muitas vezes insuficientes. É por isso necessário ativar toda a capacidade de resposta instalada, inclusive a dos privados, afirma. Estas alterações são a resposta do Governo depois de meses de sucessivos casos graves de falhas no socorro. Raquel Frederico