pressmedia logo

CASA TESTA SANITA QUE RECOLHE DADOS BIOMÉTRICOS

Jornal de Notícias

2026-05-15 21:09:22

Projeto na Tocha incorpora tecnologias inovadoras desenvolvidas por empresas e Universidade locais@jn.pt CANTANHEDE A Casa Viva+ Engenheiro António Oliveira, ontem inaugurada no recinto do Hospital Rovisco Pais, na Tocha, concelho de Cantanhede, vai funcionar como um laboratório para testar tecnologias que respondam às necessidades da população idosa, criando condições para que possam ter qualidade de vida e manter a sua independência durante o máximo de tempo possível. Há um tampo de sanita que recolhe dados biométricos e soluções na área da cozinha e pavimentos, entre outras inovações, que estão a ser ultimadas para saírem em breve para O mercado. EM NOME DO CONFORTO O investimento surge “num contexto em que o envelhecimento da população e o aumento de algumas doenças crónicas elevam a pressão sobre os sistemas de saúde e apoios sociais”, disse, ao JN, António Ricardo Oliveira, administrador da OLI, empresa líder do projeto, explicando que a solução inovadora que a marca de sanitários incorporou procura dar conforto à população sem sobrecarregar ainda mais as estruturas públicas de saúde. Trata-se de um tampo de sanita com sensores avançados e tecnologias de análise biométrica, que permite recolher automaticamente indicadores cardiovasculares e respiratórios, incluindo frequência cardíaca, variabilidade cardíaca, frequência respiratória e níveis de oxigenação sanguínea. Os dados são enviados para uma plataforma a que os profissionais de saúde conseguem aceder para monitorizar, possibilitando assim a identificação precoce de desvios e potenciais fatores de risco. Perspetiva-se que esta tecnologia, que está “em fase final de desenvolvimento e industrialização”, seja lançada Ono mercado no princípio do próximo ano, acrescentou António Ricardo Oliveira. OUTRAS SOLUçOES As empresas associadas da InovaDomus, como a Efapel, Extrusal, RedeRia, Revigrés e Teka, e parceiIOS tecnológicos como a Bosch, também contribuíram com produtos, tecnologia e conhecimento técnico, o que se traduziu, pOr exemplo, em inovações no sistema elétrico da habitação, soluções de revestimento interior e exterior e equipamentos de cozinha adaptados. Para reformados e pessoas com incapacidade, a casa é muitas vezes o “centro quase exclusivo da sua atividade diária”, o que faz sobressair a “importância de ambientes saudáveis e adaptáveis” como os propostos no projeto, realçou, a propósito, o »reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira.o PROJETO Parceiros A Casa Viva+ Engenheiro António Oliveira resulta de uma parceria entre a empresa OLI, a Universidade de Aveiro, a Unidade de Saúde Local de Coimbra, o Departamento de Reabilitação do Hospital RovisCo Pais e a InovaDomus Associação para o Desenvolvimento da Casa do Futuro. Investimento O investimento ascende aos 16 milhões de euros, valor que inclui os custos de construção da casa e do desenvolvimento dos novos produtos e soluções, vários dos quais tiveram apoio do Plano de Recuperação e Resiliência. Casa Viva+ fica no Hospital Rovisco Pais, na Tocha Zulay Costa