EDITORIAL - A VONTADE DE DEIXAR MARCA
2026-05-15 21:09:22

Editorial Não há Governo que não queira conquistar a medalha de “reformista”. O que faltam são Governos que resolvam problemas A discussão pública sobre a capacidade reformista do Governo arrisca-se a criar os incentivos políticos negativos para os tempos decisivos da legislatura. Anúncios não faltam: em poucos meses entrou em curso a alteração da lei que determina a organização do Ensino Superior, a mudança nas competências do Tribunal de Contas, a revisão das regras de contratação pública e, até na Saúde, a reforma do INEM e a dos tarefeiros. Não falta vontade, claro. Mas o que continua a faltar são resultados no terreno, sobretudo em áreas decisivas para o país e a vida dos cidadãos o caso do SNS é paradigmático: enquanto enuncia novas leis, a ministra vê os indicadores de consultas e operações a cair - apesar do programa anunciado há dois anos para resolver, lá está, o essencial. A vontade de deixar marca é sempre bem-vinda Mas no caso deste Governo tardamos a ver as mais importantes adequadamente resolvidas. A conversa sobre as reformas devia começar por aí. O sr. Trump foi à China Depois de abrir uma guerra comercial e de detonar um conflito com impacto em toda a ãsia, o Presidente dos EUA foi à China e levou na comitiva alguns dos CEO mais poderosos do mundo. Num ápice, a guerra virou cooperação, mostrando como a América deixou de ter todas as cartas na mão. A declaração de Xi sobre Taiwan é a melhor prova disso. O sr. Farage bate à porta Entre os fatores que justificam a atração pelos populistas, um dos mais poderosos é a progressiva incapacidade dos partidos tradicionais em manter a sua respeitabilidade e em cumprir os seus desígnios. E O que está a acontecer ao Labour: Starmer perdeu as eleições locais, promete um novo começo e é desafiado dentro do seu Governo. Nigel Farage agradece tudo.