CASAS NOVAS, RENDA DE 400 EUROS NO MÁXIMO
2026-05-15 21:09:21

soniabonetruiz / Depositphotos Para já, serão 200 habitações para arrendamento a jovens, em Barcelos. Mas o conceito da DST será para aplicar em todo o país. A construtora de Braga DST vai implantar em Barcelos uma residência colaborativa com cerca de 200 habitações para arrendamento a jovens, por um valor que não ultrapasse os 400 euros, foi anunciado nesta quinta-feira. Em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência sobre modelos de habitação cooperativa e colaborativa, o CEO do Grupo DST, José Teixeira, acrescentou que a implantação daquela residência começará ainda este ano e que pretende replicar o conceito por todo o país e no estrangeiro. “Aquilo que nós queremos a breve prazo, daqui a quatro, cinco anos, é ter aí umas três mil casas. É um novo negócio, que tem uma margem [de lucro] muito pequena, mas tem uma escala grande”, sublinhou. Em causa está um edifício de construção industrial, com apartamentos com cerca de 40 metros quadrados. O objetivo é “responder àqueles que precisam”, designadamente os jovens que querem sair da casa dos pais e que ganham, no total, cerca de dois mil euros por mês. “Estamos a trabalhar numa casa colaborativa, em que o ponto de partida é que queremos alugar a 400 euros, e as pessoas têm uma casa de cerca de 40 metros quadrados, com outros espaços que são comuns”, referiu. Sublinhou que a empresa não vai vender, mas sim arrendar, e vincou que a casa, toda feita em fábrica, pode ser desmontada e levada para outro lugar. Disse ainda que se trata de casas baratas, mas “com desenho”. “Nós acreditamos que a beleza é essencial neste processo”, disse José Teixeira. Adiantou que a DST vai replicar o modelo por todo o país e, posteriormente, levá-lo também para o estrangeiro. “Posso construir aqui, depois meto num navio. E depois tem outra coisa: eu posso desmontar, se mudar de casa, e passá-la para outro lado”, frisou. O empresário lembrou que o código da construção obriga a ocupar as casas com coisas que não fazem falta, como “uma banheira por apartamento”, e defendeu que a realidade atual requer casas mais pequenas e mais baratas, mas confortáveis. “A boa notícia é que o Governo vai agora criar legislação para incentivar a construção industrial”, referiu, adiantando que isso porá termo à burocracia atual relacionada com o licenciamento. // Lusa Lusa