HOJE NAS NOTÍCIAS: SALÁRIOS, CRÉDITO E NEGÓCIOS
2026-05-15 21:09:21

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia. Uma análise às remunerações dos CEO das empresas do principal índice da Bolsa de Lisboa revela que estes ganharam, em média, 53 vezes mais do que os seus trabalhadores. O Banco de Portugal vai reduzir a taxa de esforço que as famílias têm de cumprir no pagamento do empréstimo da casa, tendo em vista travar a corrida ao crédito à habitação. Conheça as notícias em destaque na imprensa nacional esta sexta-feira. Administradores das cotadas ganham 53 vezes mais do que os seus trabalhadores Os relatórios de remunerações das empresas do índice PSI enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) revelam um retrato de luxo e privilégios nas administrações. No conjunto das 15 empresas analisadas, os CEO ganharam, em média, 53 vezes mais do que os seus trabalhadores. As remunerações conjuntas dos líderes executivos atingiram 23,4 milhões de euros no ano passado. Pedro Soares dos Santos, líder da Jerónimo Martins, voltou a ser, em 2025, o gestor mais bem pago das cotadas nacionais, encaixando cinco milhões de euros brutos num só ano, o equivalente a cerca de 416 mil euros por mês. Para igualar o que o dono do Pingo Doce recebeu num ano, seriam precisos os salários médios anuais de 226 trabalhadores da Jerónimo Martins. Nenhuma outra cotada apresenta uma discrepância tão elevada. Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (acesso pago). Banco de Portugal aperta regras de acesso ao crédito O Banco de Portugal (BdP) prepara-se para apertar as regras do acesso ao crédito à habitação, que se tem aproximado dos anos recorde de 2006 e 2007. A medida, que será apresentada aos bancos na próxima semana e deverá entrar em vigor até ao início do verão, passa por reduzir a taxa de esforço máxima que os clientes têm de cumprir. Atualmente, esta taxa (conhecida em termos técnicos como DSTI e que mede o peso de todos os encargos mensais com dívidas e empréstimos no rendimento líquido) está em 50%. Quer dizer que, para terem acesso a novos créditos, os clientes não poderão ultrapassar este limiar, tendo em conta não só as atuais taxas de juro, mas também cenários de agravamento das Euribor até 1,5 pontos percentuais. Agora, o BdP prepara-se para reduzir esta taxa em 5 a 10 pontos percentuais, o que, na prática, vai deixar de fora clientes que até agora tinham acesso a crédito bancário. Leia a notícia completa no Expresso (acesso pago). Indaqua avaliada em 1,3 mil milhões com Igneo, Manila Water na corrida O Société Générale e o Citi - assessores financeiros do fundo francês Antin Infrastructure Partners, cuja avaliação que apresentou por 100% da Indaqua aos potenciais candidatos ascende a 1,3 mil milhões de euros - selecionaram “três bidders, possivelmente quatro” para avançarem com propostas vinculativas à compra da empresa. A Manila Water e a Igneo constam entre os proponentes que passaram à fase seguinte. A primeira é uma empresa privada filipina concessionária de serviços públicos, que até ao momento não tem investimentos em Portugal. Já a Igneo Infrastructure Partners é a unidade de investimento autónoma do grupo First Sentier Investors Group, que investe em empresas de infraestruturas, sendo atualmente a acionista maioritária da Finerge, com 75%, além de ter comprado, também em Portugal, a Autoestradas do Douro Litoral (AEDL), em 2024. Leia a notícia completa no Jornal Económico (acesso pago). Investidor português acena com 500 milhões para levantar voo na Azores Airlines O novo processo para a alienação de pelo menos 51% da Azores Airlines, através de venda direta, em vez de concurso público, abriu o apetite de potenciais investidores, logo após o anúncio, em meados de março. Entre eles consta a ALM Investment Holding, sediada no Reino Unido, que é detida por um único acionista, António Moreira. A proposta que o empresário português apresentou às autoridades relevantes foi de 17 milhões de euros por 85% do capital da companhia aérea - à semelhança do valor que foi posto em cima da mesa pelo consórcio Atlantic Connect Group, no concurso público ,, mas incluindo um compromisso para investir até 500 milhões de euros após haver uma reestruturação da dívida. António Moreira admite, no entanto, a possibilidade de “reavaliar” a sua oferta depois de conhecer o caderno de encargos e atendendo à crise em que mergulhou a aviação nos últimos dois meses, devido à subida dos preços do jet fuel, desencadeada pelo conflito no Médio Oriente que, aliás, também está “a atrasar os financiamentos”. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago). Mais de 2.000 médicos que saíram do SNS arriscam ficar impedidos de ser tarefeiros As novas regras aprovadas pelo Governo apara regular a prestação de serviços médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderão impedir milhares de profissionais de serem tarefeiros. Tendo em conta apenas duas das quatro incompatibilidades que estão em cima da mesa - terem-se desvinculado do SNS nos últimos dois anos, por rescisão ou termo do contrato, ou não terem escolhido vaga no final da especialidade -, há mais de 2.000 médicos que, se não tiverem, entretanto, assinado contrato com hospitais públicos, deverão ficar proibidos de trabalhar à hora nas urgências. Este número poderá ser ainda maior, à luz das medidas anunciadas pela ministra da Saúde. “Estou extremamente preocupado com isto”, reage o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, reiterando o “incómodo” por a Ordem não ter sido ouvida sobre o diploma e pedindo um período de transição para acautelar os impactos da sua implementação, em especial nos hospitais do interior do país. Leia a notícia completa no Público (acesso pago). ECO