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SINDICATO CRITICA MODELO DE VAGAS PARA MÉDICOS NO SNS

HealthNews Online

2026-05-15 21:09:18

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) alertou esta sexta-feira que a abertura de mais vagas para médicos recém-especialistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) não garante, por si só, o reforço efetivo de profissionais, defendendo a necessidade de melhorar as condições de trabalho, valorizar a carreira médica e criar medidas de fixação de médicos. Em comunicado, a estrutura sindical integrada na Federação Nacional dos Médicos (Fnam) reagiu ao despacho publicado esta semana pelo Governo que prevê a abertura de mais de 2.500 vagas para médicos recém-especialistas no SNS. Do total, 1.749 destinam-se a especialidades hospitalares, 711 à medicina geral e familiar e 68 à saúde pública. O Governo publicou também outro despacho que abre 332 vagas em zonas geográficas carenciadas, das quais 109 para médicos de família, 210 para especialidades hospitalares e 13 para a saúde pública. Segundo o SMN, “sem melhoria das condições de trabalho, valorização da carreira médica e medidas reais de fixação de profissionais, o Ministério da Saúde de Ana Paula Martins continuará a anunciar vagas para as estatísticas, enquanto faltam médicos nos serviços e milhares de utentes continuam sem resposta”. As vagas destinadas a zonas carenciadas são definidas anualmente por unidade de saúde e especialidade, tendo como objetivo reduzir as assimetrias regionais na distribuição de médicos. Estes lugares incluem incentivos, nomeadamente financeiros, para tentar atrair profissionais para regiões com maiores dificuldades de recrutamento. O sindicato considerou, contudo, que a abertura simultânea de vagas normais e vagas classificadas como carenciadas para a mesma especialidade e na mesma unidade de saúde evidencia “incoerências do atual modelo de planeamento de recursos humanos no SNS”. “É difícil compreender como, dentro do mesmo serviço, unidade ou instituição, algumas vagas são consideradas carenciadas e outras não, tratando-se da mesma especialidade e da mesma realidade assistencial”, sustentou o SMN. A estrutura sindical apontou ainda exemplos na região Norte, afirmando que em especialidades como anestesiologia, cirurgia geral, medicina interna, ortopedia e pediatria é “particularmente evidente a desigualdade no acesso a vagas carenciadas” nas unidades locais de saúde do Nordeste e de Trás-os-Montes e Alto Douro. Para o sindicato, a resposta à falta de médicos no SNS não passa apenas pelo aumento do número de vagas, defendendo antes maior transparência nos concursos, melhores condições de trabalho e o reconhecimento como carenciadas das unidades de saúde ou serviços com dificuldades persistentes em recrutar e reter profissionais. Os concursos para medicina geral e familiar e saúde pública são da responsabilidade da Administração Central do Sistema de Saúde e já estão abertos. Já os procedimentos para contratação de médicos da área hospitalar são conduzidos individualmente pelas 39 unidades locais de saúde do país. lusa/HN O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) alertou esta sexta-feira que a abertura de mais vagas para médicos recém-especialistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) não garante, por si só, o reforço efetivo de profissionais, defendendo a necessidade de melhorar as condições de trabalho, valorizar a carreira médica e criar medidas de fixação de médicos. [Additional Text]: SMN_Sindicato dos Médicos do Norte