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FACEBRADOS #MACULA

Brados do Alentejo

2026-05-15 21:09:18

A braços com uma crise económica a que se seguirá crise social; com indemnizações por pagar dos incêndios do ano passado; com a lentidão dos processos de indemnização aos sinistrados das intempéries do inverno; com o visível agravamento das condições de prestação de cuidados de saúde no SNS; com a contestação na rua por causa de legislação laboral que não foi sufragada no programa eleitoral; com casos perturbadores de violência policial, evidenciando impunidade; com a elevada probabilidade de as verbas do PRR terem de ser reprogramadas; com acusações da Amnistia Internacional de violação do direito internacional, ao ter--se permitido que caças F-35 com destino a Israel fizessem escala na Base das Lajes; o primeiro-ministro da AD veio mostrar-se muito preocupado com a «violência política» do fracassado atentado contra o presidente dos EUA chamemos-lhe atentado, pois ainda não se sabe bem o que se passou. Violência política? Quando muito, violência física. Violência política qualquer meio de coação para atingir objetivos políticos é o que o presidente dos EUA tem feito desde o início do mandato: violência contra imigrantes e cidadãos estado-unidenses; violência contra a Venezuela, para aceder ao petróleo; violência contra Gaza e os palestinianos, no apoio e suporte a Israel; violência contra o Irão, para provocar uma crise energética e permitir que as empresas petrolíferas dos EUA vendam com lucros aumentados; violência contra o Líbano, famigerado país, joguete de Israel. Isto é violência política. O governo ainda não caiu e, parafraseando Eça, talvez só saia com benzina. #NÓDOA. ÁLVARO BORRALHO