16H. O BASTONÁRIO DA ORDEM DOS ENFERMEIROS PEDE QUE A SAÚDE DEIXE DE SER UM CAMPO DE BATALHA POLÍTICA
2026-05-15 21:09:17

Apelo feito durante o congresso dos enfermeiros que contou com a presença do PM. Ainda, Donald Trump não assume qualquer compromisso em relação a Taiwan, depois dos avisos de Xi Jinping. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Está a começar o Jornal das Quatro com a edição do Miguel Videra. Miguel, já vamos dar conta do final da sétima etapa do Giro de Itália. Será que Afonso Pedaleiro vai conseguir conservar a camisola rosa? Para já, o apelo do bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, pede que a saúde deixe de ser um campo de batalha política. Apelo feito durante o Congresso dos Enfermeiros que decorre em Gondomar e que conta com a presença do primeiro-ministro e ministra da Saúde. O bastonário elogiou a iniciativa do presidente da República para que seja firmado um pacto no setor e, a reboque, o apelo. A saúde precisa de estabilidade, visão de longo prazo e capacidade de reformar sem estar refém de ciclos políticos. Em 10 anos, tivemos cinco ministros da Saúde. Não é possível fazer reformas nestas condições. Senhora Ministra, precisamos de si. A saúde não pode continuar a ser um campo de disputa política, tem de ser um espaço de compromisso. É o que pede Luís Filipe Barreira, bastonário da Ordem dos Enfermeiros. Luís Montenegro também fez uso da palavra e para garantir que o governo tudo fará para concluir o acordo coletivo de trabalho do setor da enfermagem, que está a ser negociado desde setembro do ano passado. É isso, de resto, que pede à ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Faça nas próximas semanas o esforço final adicional que é necessário para nós darmos novamente um exemplo de estarmos com os enfermeiros na vanguarda, que é encerrarmos e subscrevermos um acordo coletivo de trabalho que dê visibilidade, mas sobretudo previsibilidade àqueles que são os objetivos de quem abraça esta carreira. O primeiro-ministro sublinha que é preciso tudo fazer para que os enfermeiros portugueses continuem a trabalhar no país, ao invés de optarem pelo caminho da emigração. E o governo garante que o pedido dos Estados Unidos para a utilização da base das Lajes foi feito já depois do início da intervenção militar no Irão. PS e PCP não estão convencidos. Sim, depois do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter revelado numa entrevista à Fox News que o governo português autorizou a utilização da base da Ilha Terceira antes mesmo de saber qual a natureza do pedido, ou seja, sem que soubesse que seria usada no âmbito da ofensiva militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irão. Disse isto em forma de elogio às autoridades portuguesas. O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, anuncia que o partido quer uma comissão parlamentar de inquérito. Não só denunciamos o arrastado do país para esta situação a partir da base das Lajes, como avançamos com uma proposta de comissão de inquérito para se esclarecer tudo sobre esta matéria. E é uma comissão de inquérito que estamos convencidos que vai mesmo para frente. Vai mesmo para frente porque, pelos vistos, todos os outros partidos querem ver esclarecida a situação e o governo também terá interesse em ter um espaço privilegiado para dar os esclarecimentos todos que quer dar. Esclarecimento. É também o que pede o PS. O líder parlamentar Eurico Brilhante Dias quer a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, na Assembleia da República. O governo português ontem colocou Portugal perante uma humilhação à escala planetária. Um país subserviente, um país que não pergunta, um país que não foi capaz de defender o interesse nacional, porque teve um governo que não defendeu o seu interesse nacional. Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, antes destas declarações de Paulo Raimundo e de Eurico Brilhante Dias, referia que o pedido a Portugal para a utilização da base das Lajes só foi feito depois do ataque ao Irão, depois do início dessa ofensiva militar dos Estados Unidos. Um esclarecimento que, como aqui ouvimos, não convence PS e PCP. E Donald Trump não assume qualquer compromisso em relação a Taiwan. Isto depois dos avisos de Xi Jinping. O presidente chinês disse que uma má gestão da questão do território de Taiwan poderia originar um conflito entre China e Estados Unidos. A bordo do Air Force One, Donald Trump minimizou a possibilidade de um confronto entre as duas potências. "Eu não quero ver uma guerra e também há duas situações. A primeira, no Irão, acho que concordamos quase totalmente, além de que ele é um comprador e nós não. E há ainda a situação no Taiwan. Ele não quer ver o movimento independentista. Ele diz que a China teve o território há milhares de anos, depois deixou de ter e agora quer de volta. No que diz respeito ao Taiwan, ele tem uma opinião muito firme. Eu não me comprometi de forma alguma." O presidente dos Estados Unidos também deu a entender que ainda não foi tomada qualquer decisão sobre futuras vendas de armas a Taiwan, decisão a ser tomada nos próximos dias. Ainda no Air Force One, o presidente norte-americano falou sobre a extração do urânio enriquecido do Irão. Donald Trump afirma que só Estados Unidos e China têm essa capacidade. "Eles disseram que não podiam retirá-lo porque não têm a tecnologia para o fazer, o tipo de trator que é necessário. Eles disseram diretamente que os únicos que o podiam fazer eram a China ou os Estados Unidos, que são os únicos que têm o equipamento. Dito isto, eu quero retirar o urânio enriquecido e eles concordaram, mas depois já não. Eventualmente, vão acabar por concordar." Donald Trump, em declarações aos jornalistas a bordo do Air Force One, o presidente dos Estados Unidos terminou o estado de regresso aos Estados Unidos, terminou a visita oficial à China. Esteve reunido com Xi Jinping e há um convite para o presidente chinês visitar os Estados Unidos em setembro deste ano. Quatro horas e seis minutos. Volta à Itália em bicicleta. Miguel, dão-se as últimas pedaladas da sétima etapa. Falta um quilômetro para o líder desta tirada cortar a linha de meta. Não é, João, alguém que ameace a camisola rosa de Afonso Eulálio. Vai na frente Jonas Vingegaard, o corredor da Visma. Ele veste de amarelo, não é a cor da liderança no Giro dItalia, é sim a cor do equipamento desta equipe. Jonas Vingegaard, que aparece como favorito neste Giro dItalia. Afonso Eulálio resistiu, mas a cinco quilômetros da meta acabou por ceder ao enxame de abelhas que é esta equipe da Visma e cedeu nesta subida a esta montanha de primeira categoria, o Blockhaus, onde há neve. Portanto, acabou por ceder. Jonas Vingegaard, disparado, saltou pra frente e é ele que nesta altura lidera a corrida, numa altura em que faltam 600 metros. Miguel, sugiro que falemos mais de Afonso Eulálio enquanto espreitamos aqui o final desta etapa. O corredor português de 24 anos é natural da Figueira da Foz, ainda em júnior, rumou à equipe de ciclismo do Feirense e tem como diretor desportivo Joaquim Andrade. E o jornalista João Dias Lourenço esteve à conversa com o responsável pela ida do corredor para Santa Maria da Feira. Joaquim Andrade explica que foi amor à primeira vista. Fui assistir a uma prova dele e nessa prova fiquei logo fascinado com a forma como ele correu, porque ele não era o mais forte da prova, de longe. Havia pelo menos dois corredores que terminaram a prova por completo. Aquilo era um circuito e ele todas as voltas praticamente ficava para trás. Na última volta, aparece isolado na reta da meta e ganha essa corrida. Nesta conversa ontem à noite, Joaquim Andrade perspetivou até onde pode chegar Afonso Eulálio na edição deste ano do Giro. Sublinha que a etapa desta sexta-feira, que está prestes a terminar, pode ser importante para determinar a classificação final. Eu acredito que o Afonso poderá levar a camisola alguns dias e que se as coisas correrem de forma natural e se não houver nenhum incidente, nenhum problema, que ele se poderá manter entre os primeiros. E o top 10 eu penso que é uma possibilidade real dele alcançar. Mas eu acredito que o dia de amanhã pode ser um dia muito importante. Se ele se defender bem amanhã, mesmo que perca algum tempo, mas se tiver uma boa defesa da sua liderança, eu acredito que pode ser possível o Afonso fazer pódio no Giro dItalia. É assim seja, é seguramente o desejo de todos aqueles que acompanham com entusiasmo a participação de Afonso Eulálio no Giro, aqui incluído Joaquim Andrade, diretor desportivo do Feirense, entrevistado pelo jornalista João Dias Lourenço, quem também acompanha com entusiasmo esta tirada. É o João Miguel Santos, pois claro, amante desta modalidade feita em duas rodas. João, o primeiro já cortou a linha de meta. Já. Jonas Vingegaard ao fim de seis horas, oito minutos e 15 segundos, que é lá isso pra nós, Miguel. É obra. Ele cortou a meta no cimo do Blockhaus. Quanto a Afonso Eulálio, se mantiver o ritmo com que vinha a subir esta montanha de primeira categoria, ele deverá conservar a camisola rosa, símbolo da liderança no Giro dItalia. Portanto, amanhã vamos voltar a ver um português vestido de cor-de-rosa nas estradas de Itália. É essa a expectativa. Esperemos que assim seja. Daqui a pouco, ainda no curso deste jornal das 16h, ou em síntese, das 16h30, aqui estaremos para confirmar a manutenção dessa camisola rosa do atleta corredor Afonso Eulálio. Quatro horas e 10 minutos, Miguel. Que outras notícias marcam a atualidade? Ainda ao esporte, Hidetoshi Morita anuncia a saída do Sporting Clube de Portugal. Numa publicação no Instagram, o médio nipônico agradece a todos os sportinguistas. Hidetoshi Morita sai a custo zero. O médio de 31 anos vestiu a camisola verde e branca durante as últimas quatro épocas, conquistou dois campeonatos e uma Taça de Portugal pelos Leões. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã afirma que as negociações sobre o urânio enriquecido estão num impasse. Declarações feitas numa conferência de imprensa em Nova Delhi, na Índia. Abdollahian diz que a questão do urânio enriquecido está a ser adiada pra fases mais avançadas das negociações. Questiona também a seriedade dos Estados Unidos em relação a este processo negocial. Afirma que o Irã desconfia das intenções dos Estados Unidos. Vinte e três anos de prisão para o homem que matou a ex-namorada com uma faca em agosto do ano passado. Foi conhecida esta manhã a decisão do Tribunal de Matosinhos. O caso remonta a 4 de agosto do ano passado, quando o agora condenado entrou na casa da ex-namorada às escondidas e surpreendeu com outro homem. Esfaqueou os dois. Só a mulher morreu. O juiz considera que o acusado e condenado não agiu de forma premeditada, mas sublinha que o homem teve tempo para pensar no que ia fazer durante os 20 minutos em que esteve observar as vítimas. O Estado adquiriu o quadro com o título "Os Bêbados", de José Malhoa, por EUR400 mil. É o que anuncia hoje o Museu e Monumentos de Portugal. O quadro vai ficar exposto no Museu do Abade de Baçal, em Bragança. E foi, João, também uma obra de arte esta corrida de Afonso Eulálio, que já terminou a tirada sete do Giro. Aí está ele, vestido de cor-de-rosa, a cruzar a meta no alto do Blockhaus, a cumprimentar o vencedor da etapa de hoje, o dinamarquês Jonas Vingegaard. Afonso Eulálio a chegar com um grande sorriso ao final desta etapa. Contente, seguramente já lhe terão dito através do auricular que vai vestir de rosa amanhã. Para a oitava etapa, que continuamos a acompanhar aqui na antena do Observador, a Rádio Observador, na roda do ciclismo. Rádio Observador