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"VAI MORRER MAIS GENTE NO INTERIOR". SINDICATO DIZ QUE BRAGANÇA PODE PERDER AMBULÂNCIA SIV DO INEM

Jornal de Notícias Online

2026-05-15 21:09:17

As duas ambulâncias SIV - Suporte Imediato de Vida - estão atualmente sediadas em Mirandela e Mogadouro Foto: Direitos Reservados O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar do INEM alerta para a possibilidade de o distrito de Bragança vir a perder uma das duas ambulâncias SIV - Suporte Imediato de Vida - atualmente sediadas em Mirandela e Mogadouro. Rui Lázaro avisa que "vai morrer mais gente no Interior do país". O responsável afirmou que, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, quando foi aprovada a lei orgânica do INEM, a ministra da Saúde "disse que as ambulâncias próprias do INEM iam passar a ficar integradas nas Unidades Locais de Saúde, com pelo menos uma ambulância SIV e uma ambulância de emergência médica, esta na retaguarda, só com técnicos para as transferências hospitalares". Para o dirigente sindical, isto "abre a porta para que a ULS do Nordeste venha a ter só uma ambulância SIV, quando atualmente tem duas: uma em Mirandela e outra em Mogadouro". Rui Lázaro entende que "reduzir o número destas ambulâncias, que por si já são insuficientes e que em muitos casos já demoram mais de 40, 50 minutos para chegar, é prejudicar claramente os cidadãos da região transmontana". Também não poupa nas críticas à intenção já confirmada pela Ministra da Saúde de retirar os helicópteros do INEM, sediados em Macedo de Cavaleiros e Viseu, para o hospital de S. João, no Porto, a partir de 2030, considerando que é uma medida "desajustada, sem qualquer fundamentação técnica, nem operacional", diz. Para Rui Lázaro, a medida vem claramente "agravar as assimetrias regionais entre o interior e o litoral", aumentando o risco para a vida e segurança das populações transmontanas."Deslocar estes helicópteros para o litoral vai aumentar, em cerca de uma hora, ou quase uma hora, o tempo que esta aeronave demora a socorrer um cidadão do interior, e não é aceitável. Em muitos casos, fica fora da janela do tempo internacionalmente recomendada", frisa. Fernando Pires