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2026-05-15 21:09:16

O eRadar reuniu líderes empresariais e especialistas para discutir os desafios e oportunidades da indústria nacional de Defesa, do Espaço, da Cibersegurança e da Inteligência Artificial (IA). Num momento de profunda transformação tecnológica e geopolítica, com impacto na segurança e defesa da Europa e Portugal, o eRadar reuniu na quinta-feira, no Centro Cultural de Belém, líderes empresariais e especialistas para discutir os desafios e oportunidades da indústria nacional de Defesa, do Espaço, da Cibersegurança e da Inteligência Artificial (IA) e o posicionamento estratégico do país nestes setores. Abertura da Conferência “A Força Aérea já é também do Espaço” Ler Mais O Coronel Pedro Costa, chefe do Centro de Operações Espaciais da Força Aérea, iniciou a conferência eRadar com a mensagem que “a Força Aérea é já, também, do Espaço”, sinalizando a aposta do setor da defesa e do ramo das Forças Armadas nesta nova fronteira com a criação do Centro de Operações Espaciais da Força Aérea, que ganhou recentemente novas valências e capacidade com o lançamento de satélites para o Espaço. O responsável do Centro de Operações Espaciais da Força Aérea também destacou que “o percurso que está a ser desenvolvido está a ser feito ao lado do setor industrial nacional”. Coronel Pedro Costa, Chefe do Centro de Operações Espaciais da Força Aérea, durante a abertura da Conferência Anual eRadar, no Centro Cultural de Belém José Carlos Carvalho/ECO Coronel Pedro Costa, Chefe do Centro de Operações Espaciais da Força Aérea, durante a Conferência Anual eRadar, que decorreu no Centro Cultural de Belém José Carlos Carvalho/ECO Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, na abertura da Conferência, realçou que está a emergir uma nova fase para o setor do Espaço, vincando que “a perspetiva do desenvolvimento do setor espacial vai ter o epicentro na Ásia-Pacífico”. “Temos que pegar nesta característica que é o nosso posicionamento Atlântico, considerá-la como matéria-prima e transformá-la”, referindo que passa por “percebermos que no contexto de defesa e no espaço, a nossa geografia dá-nos esse valor estratégico”. Ricardo Conde, Presidente da Agência Espacial Portuguesa, na abertura da Conferência Anual do eRadar, no Centro Cultural de Belém em Lisboa José Carlos Carvalho/ECO Ricardo Conde, Presidente da Agência Espacial Portuguesa, durante a abertura da Conferência Anual eRadar, que decorreu em Lisboa no Centro Cultural de Belém José Carlos Carvalho/ECO 1º Painel , Europa à Defesa: O que Ganha a Indústria Portuguesa? Drones já são o campeão nacional da indústria de defesa Ler Mais O primeiro painel da primeira edição da Conferência Anual do eRadar visou debater a mensagem de Bruxelas, que tem sido a de comprar na indústria de defesa europeia, procurando com isso que os avultados investimentos a serem feitos no setor não só garantam a soberania de defesa da região como tenham um impacto positivo na economia. O tema em discussão contou com a presença de Rui Lobo (diretor da Tekever), Francisco Oom Peres (Chief Operating Officer Orion Technik), José Neves (presidente da AED Cluster) e Adolfo Mesquita Nunes (Country Co-Chair e Partner da Pérez-Llorca) como oradores. 1º Painel da Conferência Anual do eRadar, dedicado ao tema "Europa à Defesa: O que Ganha a Indústria Portuguesa?" com Adolfo Mesquita Nunes, Country Co-Chair and Partner Pérez-Llorca, Francisco Oom Peres, Chief Operating Officer Orion Technik, José Neves, Presidente AED Cluster e Rui Lobo, Diretor da TEKEVER José Carlos Carvalho/ECO Adolfo Mesquita Nunes, Country Co-Chair and Partner Pérez-Llorca, intervindo durante o debate do primeiro painel com o tema "Europa à Defesa: O que Ganha a Indústria Portuguesa?" na Conferência Anual do eRadar, em Lisboa José Carlos Carvalho/ECO Francisco Oom Peres, Chief Operating Officer Orion Technik, durante o primeiro painel da Conferência Anual do eRadar, com o tema "Europa à Defesa: O que Ganha a Indústria Portuguesa?" José Carlos Carvalho/ECO José Neves, Presidente AED Cluster, debatendo durante o primeiro painel da Conferência Anual do eRadar, com o tema "Europa à Defesa: O que Ganha a Indústria Portuguesa?", no Centro Cultural de Belém, em Lisboa José Carlos Carvalho/ECO Rui Lobo, Diretor da TEKEVER, intervindo durante o primeiro painel com o tema "Europa à Defesa: O que Ganha a Indústria Portuguesa?", na Conferência Anual do eRadar, no Centro Cultural de Belém José Carlos Carvalho/ECO Intervenção de David Gonçalves, partner EY Consulting David Gonçalves, partner da EY Consulting, deu, em seguida, o seu contributo para o debate, frisando que as tecnologias de uso dual podem ser a chave para o posicionamento estratégico do país no setor da defesa. Os números são claros sobre o impacto que o atual momento geopolítico está a ter no investimento no setor da Defesa na Europa, mas não só. “As tecnologias dual use são a via de crescimento” Ler Mais Para David Gonçalves, “Portugal já tem um tecido empresarial de defesa bastante considerável”, mas também acredita que “existe algo que se possa fazer e ter aqui um valor muito maior no ecossistema da defesa”. David acredita que há no território nacional oportunidades que podem ser potenciadas pelo setor de defesa mas também por outras indústrias. “Existe uma base industrial com elevado valor para a militarização e não só”, apontou, dando como exemplo o setor da pasta em papel. David Gonçalves, Partner da EY Consulting, durante uma intervenção na Conferência Anual do eRadar, que decorreu no Centro Cultural de Belém José Carlos Carvalho/ECO David Gonçalves, Partner da EY Consulting, durante uma intervenção na Conferência Anual do eRadar, que decorreu no Centro Cultural de Belém José Carlos Carvalho/ECO Ambiente da Conferência eRadar, que decorreu na quinta-feira, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa José Carlos Carvalho/ECO 2º Painel , Portugal, a “Nova Porta” de Entrada da Europa no Espaço? No setor espacial, Portugal tem dado passos para se afirmar como um ponto estratégico de entrada na Europa, com investimentos a serem feitos em Santa Maria, nos Açores, o envolvimento de empresas nacionais em projetos europeus e um número crescente de empresas do setor a instalar-se no país para trabalhar em projetos dirigidos para esta nova fronteira. Portugal pode ser “uma frente de acesso e retorno do Espaço” Ler Mais Uma fronteira que, dada a evolução geopolítica internacional, assume cada vez mais uma natureza dual, com a Defesa também a focar aqui a sua atenção. Francisco Cunha (CEO do Geosat), João Gabriel Silva (presidente da Direção do IPN) e Ricardo Conde (presidente da Agência Espacial Portuguesa) trouxeram a sua visão para debater neste segundo painel. O 2º painel da Conferência Anual do eRadar, com o tema "Portugal, a Nova Porta de Entrada da Europa no Espaço?", contou com a presença de Francisco Cunha, CEO Geosat, João Gabriel Silva, Presidente da Direção do IPN e Ricardo Conde, Presidente da Agência Espacial Portuguesa José Carlos Carvalho/ECO Francisco Cunha, CEO do Geosat, durante o segundo painel da Conferência Anual do eRadar, com o tema "Portugal, a Nova Porta de Entrada da Europa no Espaço?" José Carlos Carvalho/ECO João Gabriel Silva, Presidente da Direção do IPN, intervindo no segundo painel da Conferência Anual do eRadar, com o tema "Portugal, a Nova Porta de Entrada da Europa no Espaço?" José Carlos Carvalho/ECO Ricardo Conde, Presidente da Agência Espacial Portuguesa, durante o segundo painel da Conferência Anual do eRadar, com o tema "Portugal, a Nova Porta de Entrada da Europa no Espaço?", no Centro Cultural do Belém José Carlos Carvalho/ECO 3º Painel , Cibersegurança: os Desafios da IA e a Capacidade de Resposta Europeia A inteligência artificial (IA) e a transformação que está a impor na cibersegurança e que capacidade a Europa tem de garantir a sua soberania - quando os maiores operadores do setor são não-europeus - foi outro dos temas em análise nesta quinta-feira durante a conferência eRadar. Soberania digital e espacial passa pela cibersegurança Ler Mais Desafios de cibersegurança que já se colocam no setor do Espaço (com os satélites) e quando já se antecipa (não tarda) a existência de data centers nesta nova fronteira os desafios de cibersegurança estão na ordem do dia. Soberania digital e espacial da Europa também se joga aqui. André Dias (Diretor da Unidade de Espaço , Digital do CEiiA), Carlos Carvalho (CEO da Adyta) e Sérgio Barbedo (Country Director & CEO da Thales) deram o seu contributo sobre este tema no terceiro painel do evento. André Dias, Diretor da Unidade de Espaço , Digital do CEiiA, Carlos Carvalho, CEO da Adyta e Sérgio Barbedo, Country Director & CEO da Thales debateram durante o 3º Painel da Conferência do eRadar o tema "Cibersegurança: os Desafios da IA e a Capacidade de Resposta Europeia", que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. José Carlos Carvalho/ECO André Dias, Diretor da Unidade de Espaço , Digital do CEiiA, durante o terceiro painel da Conferência Anual do eRadar, com o tema "Cibersegurança: os Desafios da IA e a Capacidade de Resposta Europeia" José Carlos Carvalho/ECO Carlos Carvalho, CEO da Adyta, durante o terceiro painel da Conferência Anual do eRadar, com o tema "Cibersegurança: os Desafios da IA e a Capacidade de Resposta Europeia", no Centro Cultural de Belém José Carlos Carvalho/ECO Sérgio Barbedo, Country Director & CEO Thales, durante o terceiro painel da Conferência Anual do eRadar, com o tema "Cibersegurança: os Desafios da IA e a Capacidade de Resposta Europeia", no Centro Cultural de Belém José Carlos Carvalho/ECO Ambiente da Conferência eRadar, que decorreu na quinta-feira, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa José Carlos Carvalho/ECO Encerramento da Conferência Anual do eRadar Depois de três painéis focados em debater os desafios e oportunidades da indústria nacional da Defesa, do Espaço, da Cibersegurança e da Inteligência Artificial (IA), a primeira edição da Conferência Anual do eRadar encerrou com a intervenção de Nuno Pinheiro Torres, o secretário de Estado Adjunto e da Política da Defesa Nacional. Na Defesa, Portugal oferece “condições estratégicas únicas” Ler Mais Nuno Pinheiro Torres destacou que “no âmbito da defesa, Portugal oferece condições estratégicas únicas para os grandes players do setor“, vincando que o país é a “porta de entrada para a Nato e para a União Europeia e também porta de saída para o mundo lusófono”. O secretário de Estado, ao abordar como Portugal tem captado capital, referiu que tem sido através da procura de investimentos diretos estrangeiros. “Acreditamos que a presença destas âncoras facilita o acesso do tecido empresarial nacional e potencia a sua integração nas cadeias de valor e fornecimento globais“, sintetizou. Nuno Pinheiro Torres, secretário de Estado Adjunto e da Política da Defesa Nacional, durante o encerramento da Conferência Anual do eRadar, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa José Carlos Carvalho/ECO Nuno Pinheiro Torres, secretário de Estado Adjunto e da Política da Defesa Nacional, durante o encerramento da Conferência Anual eRadar, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa José Carlos Carvalho/ECO