PLANEAMENTO
2026-05-15 21:09:16

O novo mapa de vagas para recém-especialistas vem reconhecer a carência de médicos no Serviço Nacional de Saúde. Das mais de 2500 vagas a concurso, apenas 332 são consideradas carenciadas e têm incentivos adicionais. Uma diferença que potencia diferenças e cria instabilidade desnecessária. Há unidades que recebem vagas sem terem médicos internos a terminar a formação e há serviços carenciados, com profissionais prontos a iniciar a carreira, onde simplesmente não se abre qualquer lugar. O concurso chega com mais de um mês de atraso e, apesar de abrir todas as vagas, não dissipa a pergunta: quantos recém-especialistas já tomaram outras opções que não o SNS? O compromisso com o SNS exige outra ambição: concursos alinhados com a formação, contratos previsíveis e estáveis, gerando condições que permitam fixar médicos onde fazem falta. O que hoje temos é um processo que parece feito em cima do joelho, sem planeamento a médio e longo prazo, sem coerência e sem visão estratégica para o SNS. Enquanto persistir a falta de planeamento continuaremos a perder médicos e a falhar aos doentes. Bastonário da Ordem dos Médicos