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AS NOTÍCIAS DAS 6H

Observador Online

2026-05-14 21:06:33

É o tema do "Onde Pára o Caso?": advogada diz ter provas de atuação inadequada da PSP. Também neste jornal, os alertas para a época de incêndios e o encontro entre Trump e Xi na China. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. As notícias com Carlos Pedro. Jornal das 6, na Rádio Observador. Decorre a esta altura o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping. O presidente norte-americano destaca a relação entre os dois países e deixa muitos elogios ao líder chinês. Donald Trump está de visita à China para discutir com Xi Jinping temas como comércio internacional, a guerra no Irão e a venda de armas a Taiwan. É o primeiro encontro presencial entre os dois desde outubro passado, quando se encontraram na Coreia do Sul. Também desde 2017 que Trump não visitava a capital chinesa. Aterrou ontem em Pequim. Esta manhã teve direito à cerimônia na Praça Tiananmen. Quanto aos discursos, Xi Jinping foi o primeiro. Apelou a que Estados Unidos e China sejam parceiros e não adversários no mundo que diz ter chegado à nova encruzilhada. Mais otimista foi o presidente norte-americano. Donald Trump deixou desejos quanto ao futuro e muitos elogios. Eu e o Xi conhecemo-nos há muito. Na verdade, é a maior relação entre os nossos países que qualquer presidente ou vice-presidente já teve. E isso é uma honra para mim. Temos uma relação fantástica. Nós juntámo-nos quando tínhamos dificuldades, trabalhávamos juntos. Eu chamava por Xi e o Xi chamava por mim. Sempre que tínhamos um problema, trabalhávamos juntos rapidamente e teremos um futuro fantástico juntos. Tenho muito respeito pela China, pelo trabalho que foi feito. É um grande líder, digo isto a todos, é um grande líder. Às vezes, as pessoas não gostam que eu diga isso, mas eu digo de qualquer forma, porque é verdade. Eu apenas digo a verdade. Donald Trump e Xi Jinping tiveram uma reunião bilateral para discutir temas como o comércio e a tecnologia, num encontro que conta também com a presença de vários líderes empresariais norte-americanos, dentre os quais Elon Musk. E o secretário de Estado norte-americano considera que a China tem interesse em resolver a crise no Golfo. Em entrevista à Fox News, Marco Rubio afirma que os Estados Unidos esperam que a China desempenhe um papel mais ativo na tentativa de persuadir o Irão a abandonar as atividades no Golfo. Na mesma entrevista, o secretário de Estado reforça a importância da relação dos Estados Unidos com a China. É ao mesmo tempo o nosso principal desafio em termos geopolíticos e a relação mais importante que temos de gerir. A China é um país grande e poderoso. Vai continuar a crescer. Há interesses nossos que vão entrar em conflito com os interesses deles. E para evitar guerras e manter a paz e a estabilidade no mundo, vamos ter de gerir essas questões. Há claramente áreas que são importantes para os Estados Unidos e por isso o presidente vai levantar essas questões. Poderá haver também algumas áreas de cooperação e queremos garantir que não as deixamos de lado. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em declarações à Fox News. Noutras declarações, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirma que Washington está a fazer progressos nas negociações com o Irão. Mudemos de tema, quase um ano depois do adepto que foi baleado no olho nos festejos do bicampeonato do Sporting, nada mudou. Ainda não foram apuradas responsabilidades dentro da PSP e a advogada fala numa ação inadequada e deliberada dos agentes que efetuaram os disparos. Falamos do caso que aconteceu no dia 17 de maio do ano passado, nos festejos do campeonato de futebol do Sporting, na zona do Saldanha. O adepto Bernardo Topa foi atingido com uma bala de borracha que levou à cegueira total no olho esquerdo deste jovem de 28 anos. Só em cirurgias, Bernardo já gastou mais de EUR 16 mil. Um ano depois, o processo nos tribunais está em segredo de Justiça. O inquérito da PSP está ainda em fase de instrução. A Rádio Observador falou com a advogada de defesa, que, Miguel Gato, deixa críticas ao Ministério Público e à polícia. A advogada de Bernardo Topa, Sara Macias, diz ter provas de que houve, de facto, abuso de força policial. Os vídeos identificam claramente, são os sete primeiros membros desta brigada que, sem avisar que vão fazer manobras de dispersão, começam a disparar com os braços em ângulo reto. Não há aqui balas perdidas. Ao lado do Bernardo, estava uma criança de três anos nos ombros de um pai. Podíamos estar a falar de um homicídio. Perante as provas claras e óbvias que diz ter, a defesa de Bernardo Topa não compreende por que o processo interno da PSP para apurar responsabilidades dos agentes ainda está a decorrer. A PSP sabe quem é que indicou, sabe a quem é que atribuiu aquelas armas, sabe perfeitamente quem é o agente. Portanto, não se pode vir escusar numa situação de não conseguir apurar o nome do agente. A advogada revela ainda que a ação levada a cabo pela PSP nos festejos do bicampeonato do Sporting no ano passado fez mais de 70 feridos, a maioria homens jovens adultos. Da parte da PSP, não houve qualquer tipo de condenação e Sara Macias acusa até a instituição de estar a mentir. A PSP no dia seguinte, sabendo que há um adepto que está numa mesa de operações durante cinco horas no Hospital de São José e tem 72 casos nos hospitais por ferimento de balas, vem dizer no dia seguinte que o evento correu de forma pacífica e até elogiava os adeptos do Sporting. Não é só cínico, não é só hipócrita, é falso. As críticas da advogada à PSP, sendo que também é um recado para o Ministério Público. Não vamos deixar que o processo tenha igual curso ao que teve o processo quando o Sporting foi campeão no Covid, na temporada 20/21. Nós não vamos deixar que isto se repita A defesa do adepto do Sporting admite ainda avançar com uma ação judicial contra o Estado português, caso o processo, que está agora em segredo de justiça, não avance nos próximos tempos. Miguel Gato que entrevistou Sara Macias, advogada do adepto que foi baleado no olho nos festejos do bicampeonato do Sporting no ano passado, com críticas à atuação da polícia. Questionada pela Rádio Observador, a Direção Nacional da PSP não comenta as acusações da advogada, diz que qualquer reação seria precipitada, uma vez que o inquérito se encontra, nesta fase, em fase de instrução na Inspeção-Geral da Administração Interna. No próximo jornal ouvimos a reação do presidente do Sindicato Nacional de Oficiais da Polícia. Há esquadras da PSP em algumas zonas urbanas que podem vir a ser encerradas. Quem o admite é o ministro da Administração Interna, em entrevista à RTP, Luís Neves garante que a medida tem como objetivo colocar mais polícias na rua. Estamos a pensar reorganizar as estruturas de esquadras em algumas zonas urbanas, designadamente aqui em Lisboa, porque temos muita gente e é preciso haver concentração. Portanto, concentrar as esquadras, fazendo menos esquadras, é isso? Menos esquadras, para podermos ter mais gente- Mais gente na rua. Na rua e junto das pessoas. E quanto aos casos de tortura que envolvem agentes das esquadras do Rato e do Bairro Alto, Luís Neves rejeita uma falência das instituições, mas fala em contornos inaceitáveis. Não diria que seja o maior falhaço do Estado. É perturbador, é muito preocupante, é muito sério. Não quero tirar aqui a carga de seriedade, porque, eu como tenho dito, e já utilizei esta expressão, as forças policiais devem ser um porto de abrigo. Porto de abrigo, sobretudo para as vítimas, para os mais vulneráveis, para aqueles que estão numa situação de fragilidade. Foi tudo o que se passou com estas pessoas, independentemente, num caso ou noutro, poderiam ter ocorrido suspeitas. Portanto, há aqui uma questão de superioridade e ainda na questão da superioridade, o respeito dos direitos humanos, o respeito pela diversidade, devem ganhar ainda mais vínculo. Luís Neves, em entrevista à RTP. Entretanto, o Sindicato Nacional da Polícia já reagiu às declarações do ministro da Administração Interna. Defende uma reestruturação séria, racional e global do dispositivo policial nas grandes cidades. Num comunicado, o SINAPOL explica que a existência de esquadras abertas não pode ser confundida com um fator de maior segurança para os cidadãos. A fechar este jornal, José Luís Carneiro vai reunir-se esta quinta-feira, vai reunir-se hoje com o primeiro-ministro a pretexto das alterações à lei laboral. O anúncio do encontro foi feito pelo secretário-geral do PS ontem, em entrevista à CNN Portugal. Temos a intenção de ter um encontro durante o dia de amanhã para passar em revista vários assuntos, mas é evidente que daí não se pode extrair a ilação de que o PS viabilizará a proposta de contrarreforma laboral do governo. Diz José Luís Carneiro que tudo vai depender das medidas que o governo decidir apresentar. O socialista recebeu o convite para a reunião com Luís Montenegro na segunda-feira. Ontem foi recebido pelo primeiro-ministro em São Bento, o líder do Chega, André Ventura. Fica por aqui este jornal. A informação regressa às 18h30, não sem antes ouvirmos a conferência de imprensa e o Vamos à Bola. Rádio Observador