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ESTÁ A GASTAR ATÉ 600 EUROS A MAIS POR ANO EM COMBUSTÍVEL? ESTES 10 ERROS AO VOLANTE PODEM EXPLICAR PORQUÊ

Executive Digest Online

2026-05-14 21:06:33

Ouça este artigo Clique para reproduzir Há hábitos de condução que parecem inofensivos, mas que podem estar a aumentar a fatura anual de combustível sem que o condutor se aperceba. Acelerar com brusquidão, travar tarde, circular com pneus mal calibrados, levar peso desnecessário na bagageira ou manter barras de tejadilho sem utilização são erros comuns - e todos têm impacto direto no consumo, alertou a Caetano. Para um condutor que percorra 15 mil quilómetros por ano, com um consumo médio de 6 litros aos 100 quilómetros e gasolina 95 a 1,75 euros por litro, a despesa anual em combustível ronda os 1.575 euros. Corrigir os principais erros de condução e manutenção pode permitir uma poupança estimada entre 200 e 600 euros por ano, dependendo do perfil de utilização. O valor não é igual para todos. Quem conduz sobretudo em cidade, com muitas paragens, acelerações e travagens, terá uma margem de poupança diferente de quem faz maioritariamente autoestrada. Mas há uma conclusão simples: muitos euros perdem-se em pequenos gestos repetidos todos os dias. O erro que mais pesa: acelerações bruscas e travagens tardias O hábito de arrancar depressa no semáforo e travar em cima do obstáculo seguinte é um dos comportamentos que mais penaliza o consumo. Em cidade, este padrão pode aumentar o gasto de combustível em até 50%. Em estrada, o impacto pode chegar a 40%. Continue a ler após a publicidade A explicação é simples: sempre que o carro acelera, acumula energia. Quando trava bruscamente, essa energia é desperdiçada em calor nos travões. Depois, o motor tem de voltar a gastar combustível para recuperar a velocidade. A correção é imediata: antecipar o trânsito, levantar o pé mais cedo e deixar o carro desacelerar por inércia sempre que possível. Poupança estimada: entre 150 e 300 euros por ano. Continue a ler após a publicidade Conduzir em rotações demasiado altas Circular em mudança baixa quando o motor já permitiria uma mudança superior é outro erro frequente. Um exemplo comum é manter a segunda mudança a 50 km/h quando a terceira já seria suficiente. Nestas situações, o motor trabalha em rotações mais elevadas do que o necessário, consumindo mais combustível. A diferença pode chegar a cerca de 25% quando se circula numa mudança desnecessariamente baixa. A solução passa por subir de mudança mais cedo, sem forçar o motor nem provocar solavancos. Em termos gerais, muitos motores a gasolina permitem uma condução eficiente entre 1.500 e 2.000 rotações por minuto, enquanto nos motores a gasóleo esse intervalo pode começar mais abaixo, entre 1.200 e 1.800 rotações. Poupança estimada: entre 50 e 80 euros por ano. Continue a ler após a publicidade Velocidade excessiva em autoestrada A diferença entre circular a 110 km/h e a 140 km/h não se nota apenas no tempo de viagem. Nota-se também no depósito. A resistência aerodinâmica aumenta muito com a velocidade. Acima dos 90 km/h, cada aumento de 10 km/h pode acrescentar entre 3% e 10% ao consumo, dependendo do modelo do veículo, da carga transportada e das condições de vento. A 140 km/h, o consumo pode ser até 25% superior ao registado a 110 km/h. Numa viagem de 200 quilómetros, o ganho de tempo pode ser relativamente limitado, mas o impacto no combustível é significativo. A recomendação é simples: manter uma velocidade de cruzeiro estável, preferencialmente entre 110 e 120 km/h, usando o cruise control quando disponível. Poupança estimada: entre 60 e 100 euros por ano. Pneus com pressão incorreta Os pneus são uma das causas mais silenciosas de aumento do consumo. Quando circulam com pressão abaixo da recomendada, criam maior resistência ao rolamento e obrigam o motor a fazer mais esforço. Cada PSI abaixo do valor recomendado pode aumentar o consumo entre 3% e 6%. Se o carro circular durante semanas ou meses com os pneus claramente abaixo da pressão correta, a penalização acumula-se em cada quilómetro. A verificação deve ser feita com os pneus frios, de preferência antes de iniciar a viagem. O valor correto não é universal: está no manual do veículo ou na etiqueta colocada na zona da porta do condutor. Poupança estimada: entre 45 e 95 euros por ano. Peso desnecessário na bagageira A bagageira de muitos carros funciona como arrecadação móvel. Ferramentas, caixas, cadeiras de criança já sem uso, sacos e objetos acumulados podem representar dezenas de quilos transportados todos os dias sem necessidade. Cada 100 quilos adicionais podem aumentar o consumo entre 6% e 7%. Num carro usado diariamente, esse peso extra transforma-se em despesa permanente. Esvaziar a bagageira é uma das medidas mais simples e sem custo. Deve ficar apenas o indispensável, como o equipamento obrigatório de segurança e os objetos realmente necessários à utilização habitual. Poupança estimada: entre 30 e 55 euros por ano. Barras ou mala de tejadilho sem utilização As barras e malas de tejadilho são úteis em viagens, mas tornam-se um problema quando ficam montadas durante meses sem necessidade. Mesmo vazias, aumentam o arrasto aerodinâmico e penalizam o consumo. O impacto pode variar entre 5% e 8%, sendo mais evidente em autoestrada, onde a velocidade amplifica a resistência do ar. A correção é direta: retirar as barras ou a mala assim que deixam de ser necessárias. Poupança estimada: entre 40 e 65 euros por ano. Janelas abertas acima dos 80 km/h Em cidade, abrir as janelas pode ser uma alternativa mais económica ao ar condicionado. Mas em estrada ou autoestrada a lógica muda. Acima dos 80 km/h, as janelas abertas aumentam o arrasto aerodinâmico e podem penalizar o consumo em cerca de 5%. A partir desse ponto, em muitos casos, compensa mais circular com as janelas fechadas e usar a climatização de forma moderada. A regra prática é simples: em cidade, janelas abertas podem ajudar; em estrada, janelas fechadas e ar condicionado com moderação. Poupança estimada: entre 20 e 35 euros por ano. Uso excessivo do ar condicionado em cidade O ar condicionado também pesa no consumo, sobretudo a baixa velocidade. Em cidade, pode aumentar o gasto de combustível até 9%, especialmente quando é usado no máximo logo após o arranque. O erro não está em usar o sistema, mas em usá-lo de forma excessiva. Temperaturas demasiado baixas, ventilação no máximo e climatização ligada em percursos curtos aumentam o esforço do motor. Uma solução simples é abrir as janelas durante um ou dois minutos antes de arrancar, para libertar o ar quente acumulado no habitáculo. Depois, o ideal é regular a climatização para uma temperatura moderada, entre 22 e 24 ºC. Poupança estimada: entre 30 e 55 euros por ano. Motor ligado ao ralenti em paragens longas Esperar com o motor ligado à porta de casa, numa passagem de nível ou numa paragem prolongada parece pouco relevante, mas também conta. Um motor ao ralenti pode consumir entre 0,5 e 0,7 litros por hora. Isoladamente, o valor parece pequeno; repetido ao longo de semanas e meses, representa combustível desperdiçado. Nos carros com sistema Start-Stop, esta gestão é feita automaticamente. Desativá-lo por hábito pode aumentar a despesa em cidade e em situações de trânsito frequente. Em paragens previstas superiores a 60 segundos, desligar o motor pode compensar. Em paragens muito curtas, o benefício é menor. Poupança estimada: entre 20 e 35 euros por ano. Adiar a manutenção do carro Filtros sujos, óleo degradado, pneus desalinhados e manutenção em atraso podem ter um efeito acumulado relevante no consumo. Um filtro de ar obstruído pode aumentar o consumo até 10%. Um alinhamento de direção desregulado pode acrescentar cerca de 7%, além de acelerar o desgaste dos pneus. O óleo degradado aumenta o atrito interno do motor e reduz a eficiência. Este é o erro que exige mais intervenção, porque implica oficina e algum investimento. Ainda assim, a manutenção preventiva tende a sair mais barata do que circular durante meses com o carro a consumir acima do necessário. Poupança estimada: entre 60 e 100 euros por ano, além da poupança indireta em pneus e componentes mecânicos. Quanto pode poupar ao corrigir os 10 erros? A soma das poupanças não deve ser lida como uma conta automática, porque alguns efeitos sobrepõem-se. Ainda assim, para um condutor que faça 15 mil quilómetros por ano, a poupança potencial pode situar-se entre 200 e 600 euros anuais. Os erros mais caros são também os mais frequentes: condução agressiva, excesso de velocidade, pneus mal calibrados e manutenção adiada. Cinco correções podem ser aplicadas de imediato e sem custo: acelerar com suavidade, travar mais cedo, moderar a velocidade, retirar peso desnecessário e fechar as janelas em estrada. Outras exigem pequenos cuidados regulares, como calibrar pneus, verificar filtros, mudar óleo dentro dos prazos e alinhar a direção. E nos carros híbridos e elétricos? As regras também se aplicam a carros híbridos e elétricos, embora o impacto varie. Nos híbridos, a condução suave é ainda mais importante, porque permite aproveitar melhor a travagem regenerativa. Travar de forma progressiva ajuda a recuperar energia para a bateria, reduzindo o esforço do motor a combustão. Nos elétricos, a velocidade em autoestrada é um dos fatores mais decisivos para a autonomia. Circular a velocidades elevadas aumenta muito o consumo energético e reduz a distância possível entre carregamentos. Pneus mal calibrados, peso excessivo e utilização intensa da climatização também afetam os elétricos. A diferença é que, em vez de esvaziarem o depósito, reduzem a autonomia disponível. O que deve fazer já hoje? O ponto de partida é simples: verificar a pressão dos pneus, limpar a bagageira, retirar acessórios de tejadilho desnecessários, moderar a velocidade e conduzir com mais antecipação. Depois, convém confirmar a data da última revisão. Filtros, óleo, alinhamento e estado geral dos pneus devem estar em dia. A poupança pode não aparecer toda no primeiro depósito, mas acumula-se ao longo do ano. E, num contexto em que cada litro pesa no orçamento familiar, corrigir pequenos erros ao volante pode representar centenas de euros poupados. Automonitor