EFICIÊNCIA É O GRANDE DESAFIO QUE AS CIDADES INTELIGENTES ENFRENTAM
2026-05-14 21:06:33

Portugal desperdiça, por hora, quase nove piscinas olímpicas de água. Separação de lixo ainda é diminuta MUDANçA “A eficiência é mais do que um desafio”. Foi assim que António Carmonal Rodrigues, presidente da águas de Portugal, começou a sua intervenção Ono debate sobre "Sustentabilidade, água, energia & economia circular”, que decorreu ontem Ono Portugal Smart Cities Summit, na FIL, em Lisboa. Os dados da Entidade Reguladorados Serviços de águae Resíduos (ERSAR) indicam que Portugal desperdiça, por hora, quase nove piscinas olímpicas de água, um número que leva zAntónio Carmona Rodrigues a ser categórico na importância de uma gestão eficiente: "é uma inevitabilidade ou mesmo uma exigência”. A questão do desperdício de água também preocupa Sílvia Breu, vereadora da Câmara Municipal de Oeiras, outra das oradoras convidadas para este painel. “Te-mos perdas na ordem dos 19%, abaixo da média nacional, que ronda os 26% Ainda assim, é uma preocupação”, admitiu. Num país em que as metas da reciclagem continuam pOr cumprir, este foi outro dos assuntos que dominaram o debate. Também neste caso, os números geram preocupação e Nuno Soares, diretor-geral da Tratolixo, alertou para a necessidade da redução da produção de resíduos. Mas não é o único desafio: “Das 500 toneladas de resíduos que recebemos, 75% chegam-nos de forma indiferenciada”, avançou. Separar o lixo pode ainda não fazer parte dos hábitos da maioria dos portugueses, mas quando a recolha é feita porta a porta, os resultados são diferentes e a experiência foi partilhada por Diana Nicolau, gestora da Unidade de Sustentabilidade da Lipor. “As pessoas sentem-se na obrigação de separar as garrafas, o papel, os vidros, de retirar os orgânicos, paaque o volume do indiferenciado seja menor, porque só vamos lá uma vez por semana”. COMUNIDADES DE ENERGIA Os oradores do painel foram desafiados também a apontar soluções. José Queirós de Almeida, CEO da Greenvolt Comunidades, indicou as vantagens do autoconsumo coletivo das comunidades de energia renovável. “é possível partilhar com a comunidade que está à volta, com os vizinhos, que podem receber essa energia limpa e mais barata”, afirmou. Face à incerteza climática e disponibilidade de recursos, o presidente da águas de Portugal insiste na importância da eficiência. “Temos de nos habituar mais à escassez do que à abundância”. Sobre a questão da reutilização de agua, tema que também dominou o debate, António Carmona Rodrigues apontou uma meta: chegar aos 22%. Oradores convidados António Carmona Rodrigues Presidente águas de Portugal “Qualquer promotor imobiliário faz os predios como fazia há 70 anos. Não é obrigado a ter redes separativas nem recolhas separativas das águas cinzentas das águas negras” José Queirós de Almeida CEO Greenvolt Comunidades "Quando se partilha a energia num autoconsumo coletivo é possível receber e utilizar um recurso que também é escasso e importante de otimizar a rede de distribuição” Sílvia Breu Vereadora da Câmara Municipal de Oeiras “Pagamos cerca de cem euros POr cada tonelada de resíduos indiferenciados. Em Oeiras produzimos à volta de 60 mil toneladas. O orçamento só para isto são IO milhões de euros” Nuno Soares Diretor-geral da Tratolixo “Não há cidades inteligentes sem uma gestão adequada dos residuos, que hoje são cada vez mais vistos como recursos, como materiais que têm um valor” Segundo Nuno Soares, diretor-geral da Tratolixo, “ das 500 toneladas de resíduos que recebemos, 75% chegam-nos de forma indiferenciada” Participantes no debate sobre “Sustentabilidade, água, energia & economia circular”, na FIL Diana Nicolau Gestora da Unidade de Sustentabilidade da Lipor “A recolha de lixo porta a porta vai fazer com que se saiba especificamente quais são os resíduos produzidos Por aquela habitação. Vai permitir penalizar ou valorizar o comportamento”