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OBESIDADE TRAVA NOS PAÍSES RICOS E A CAUSA PODE SER O OZEMPIC

Jornal de Notícias

2026-05-14 21:06:33

Estudo da revista “Nature” chega à conclusão que os novos fármacos vão fazer a diferença. Crescimento da doença estagna em Portugal antonio.j-gouveia@jn.pt SAUDE Durante décadas, a obesidade foi tratada como uma pandemia sem travão à vista. Agora, um novo estudo publicado na revista científica “Nature” revela uma inversão inquietante: os países ricos começam lentamente a controlar a doença, enquanto os paises pobres afundam numa espiral de excesso de peso, diabetes e doenças metabólicas. E Ono centro desta nova divisão global surge um nome que se tornou símbolo de privilégio sanitário: Ozempic. A investigação, liderada pelo Imperial College London, analisou dados de 232 milhões de pessoas em 200 países entre 1980 e 2024, dos quais Portugal, e conclui que a chamada “globesidade” já não evolui ao mesmo ritmo em todo o Planeta. Em várias economias desenvolvidas, sobretudo da Europa Ocidental, o crescimento da obesidade estabilizou ou até começou a recuar. Em contrapartida, Onos países de baixo e médio rendimento, os números continuam a disparar sem controlo. Portugal surge no meio desta contradição. Por um lado, o país aparece identificado entre as nações europeias onde a curva da obesidade começa a dar sinais de desaceleração. Por outro, continua a estar entre os países europeus mais atingidos pela doença. os números nacionais continuam alarmantes, sobretudo entre crianças e adultos com baixos rendimentos. SNS COMPARTICIPA As taxas de obesidade em Portugal estagnaram em ambos os sexos e em ambos os grupos etários ao longo do período em análise, com uma prevalência “moderada” de 7% e 10% para as raparigas e os rapazes, e de 18% e 20% para as mulheres e os homens, segundo os dados do estudo. Só em fevereiro deste ano é que o Serviço Nacional de Saúde passou a comparticipar medicamentos antiobesidade baseados em semaglutido o princípio ativo do Ozempic e de outros fármacos da nova geração , para determinados casos clínicos de obesidade. Até aí, muitos doentes enfrentavam listas de espera, prescrições limitadas e preços incomportáveis. Em Portugal, SNS comparticipa o medicamento António José Gouveia