LISBOA TEM MAIS, MAS FARO GANHA NOS CARROS POR HABITANTE
2026-05-14 21:06:33

Lisboa tem mais, mas Faro ganha nos carros por habitante Ano após ano, o número de automóveis nas estradas nacionais vai aumentando. São já quase 7,6 milhões de veículos, dos quais mais de 6,2 milhões são ligeiros de passageiros. Lisboa tem o maior número de veículos, mas é a Sul que está o distrito com maior densidade de veículos. paulomoutinho@negocios.pt Há 7.594.500 veículos a circular nas estradas de todo o país, sendo qule a grande maioria destes são ligeiros de passageiros ACAP contabiliza um total de 6.200.000 auitomóveis, um forte aumento face ao ano anterior, o maior desde 1999, registaundo-seumcrescimento do número de matrículas um pouico por todo o país. Lisboa é, de longe, o distrito com mais veículos acircular, seguidado Porto, mas neihumdestes bate Faro no quie toca à densidade do parque. De um ano para o outro, o total de veículos a circularem nas estradas portuguesas aumentou em 259800, coma grande maioriadestes a seremo os ligeiros de passageir OS (230.000). Não há distrito no país em que esta não tenha sido a tendência, com] Lisboa, Portoe Braga a destacarem-se no número de novos veículos, A capital contava, no final de 2025, com mais 54 mil, o Porto com mais 38,8 mil e Braga com um adicional de 22,2 mil. A chegada de novos veículos a Lisboapuxa aindamais por rumn mero já de si elevado de quatro rodas a cruzare os vários concelhos do distrito. De leacordocomo Relatório das Estatísticas do Setor Automóvel, divulgadopelaACAP, contabilizam-se 1,8 milhões de veículos neste distrito, que representam quase um quarto do total do país. 1,76milhões são ligeiros, sendo que 1,533 milhões destes sãode passageiros. O Porto tem, no total, 1,2 milhões de veículos, seguindo-se Braga, com 612 mil. O distrito da capitalé, de longe, aquele ondeexistem mais veículos, mas nem por isso a densidade dos veículos motorizados é a maior do país. Segundocálculoso do Negócios nbase nos dados da. LACAP, Lisboa contabiliza 769 veículos por Parque automóvel com maior salto do século. SUV reforçam protagonismo O aumento de 230 mil carros no parque automóvel de ligeiros contou com a ajuda da importação de usados, que alcançaram um recorde. Os suV são cada vez mais os preferidos dos portugueses na hora de comprar. bricantes automóveis no segmento dos SUV levou cada vez mais os consumidores a escolherem este tipo de carro, com as vendas de SUV novos a superarem, pela primeira vez, as das berlinas em 2022. E, apesar de o mercado de ligeiros de passageiros ter crescido nos dois últimos anos tendo em 2025 alcançado mesmo o valor mais elevado desde 2018 as berlinas viram as vendas O número de ligeiros de passageiros a circular nas estradas nacionais atingiu uim máximo histórico de 6,2 milhões no fim do ano passado e o aumento de 230 mil veículos num ano é o valor mais alto desde 1999, quando o salto ascendeu, igualmente, a 230 mil viaturas. Esta subida em 2025 foi alcançada com o contributo fundamental da importação de usados, que marcou um máximo histórico de 120,7 mil unidades, Já as matrículas de veículos novos atingiram os 225 mil, o número mais alto desde 2018. Por outro lado, foram abatidos quase 116 mil viaturas em fím de vida. Desde o início do século, o número de ligeiros de passageiros aumentou em 2,6 milhões, e apenas em 2012 e 2013, anos em que Portugal esteve sob intervenção da troika, se assistiu adiminuições nos carTos em circulação. Acresce que até 2014 vigorava um programa de incentivo ao abate de veículos com mais idade, que ajudou a que o saldo líquido fosse negativoem anos com menores vendas de carros novos. O forte crescimento do parque automóvel não impediu, no entanto, que a idade média dos carros que circulam em Portugal continuasse a aumentar, passando de 14,1 anos em 2024 para 14,3 anos. suv de “prego a fundo” já são maioria dos novos carros De um peso modesto , 12,2% das matrículas de ligeiros de passageiros novos em 2013 = os “sportutility vehicles” (SUV) foram conquistando as preferências dos portugueses, que passaram a optar por estes veículos em detrimento das tradicionais berlinas na hora de adquirir um carro novo. A crescente oferta dos fa-cada 1.000 habitantes, sendo quie quando sãoconsiderados apenasos ligeiros passageiros esse número desce para os 625, omesmoquen distrito de Leiria, ficando apenas aquém dos de outro distrito, a sul. Na análise ao parque e à densidade do mesmo, verifica-se que Faro és o distrito com mais veículos ligeiros de passageiros no rácio face ao número de habitantes Aindaque no total sejam apenas 388 mil carros, são contabilizados 667 automóveis ligeiros de passageiros porr cada 000 habitantes, umrácio elevado que pode, contudo, ser explicado pelo turismo. Muitos dos veículos quie "entopem” as estradassão das empresas de s"rent-a-car". Ao nível de Faro está Leiria, no querespeitaa à densidadeem termos de ligeiros de passageiros, mas este distrito do centro do país, conhecido por uim forte pendor empresarial, bate os demais no rácio entrer o total de veículos e habitantes. Considerando ligeiros de passageirose e mercadorias, mas tambémos pesados, Leiria contabiliza 833 veículos orcadamilhabitantes, o quie compara com a média do país de 714. Pouco trânsito em Setúbal Lisboa, Porto e Braga são os três distritos no "top” do número deveículos quie diariamente circulamnas suas estradas. Juntos têm quase metade do total de veículos do país, sendo que às portas do pódio em número absoluto está o distrito de Setúbal quie, segundoaACAP, contabiliza 556 mil, ligeiramente acimados 516mil registados no distrito de Aveiro. Embora Setúbal esteja entreos distritos com mais veículos, consegue a proeza de ser aquele em quie a densidade destes é mais baixa a nível nacional. Existemapenasi 625 veículos por cada 1. .000habitantes, um registo que ninguém consegue igualar. Apenas o Porto, Castelo Branco e a Região Autónoma da Madeira conseguem car-sepelo 667 veículos por 1.000 habitantes, aquém dos 714 a nível nacional. Quando a análise é feita não ao total de veículos, mas apenas aos ligeiros de passageiros, aí é Bragança quie revela ter o parque com a menor densidade. Os quase 60 mil veículos registados nos diferentes concelhos do distrito são POlicoS à luzdapopulação residente. O rácio é de apenas 500 automóveis de passageiros por cada 1.000habitantes, ouseja, é um por cada duas pessoas. encolher e já representam apenas 29,6% do mercado. Os SUV, pelo contrário, carregaram no acelerador e aumentaram fortemente as vendas quer em 2024 quer, particularmente, no ano passado, atingindo um recorde de mais de 121 mil unidades matriculadas, correspondendo a 54% das vendas de ligeiros de passageiros novos. PEDRO CURVELO Renault ainda é rainha em Portugal, mas Peugeot acelera A hegemonia da “ marca do losango” no parque automóvel português mantém-se intocada. são mais de 730 mil os ligeiros de passageiros da Renault em circulação. O “leão” está, contudo, a aproximar-se, após anos consecutivos de liderança nas vendas de carros novos. da pandemia da covid-19, a Renault soma mais 106 mil carros. Apesar de não ter a liderança ameaçada no curto prazo, a rival Peugeot aproxima-se cada vez mais. A “marca do leão” fechou o ano passado com um total de 605.274 automóveis em circulação, mais quase 32 mil unidades do que no final de 2024. Já olhando para os números de 2019, a Peugeot ganhou quase 160 mil unidades, o que lhe permitiu, aliás, ultrapassar a Volkswagen. A marca alemã perdeu “terreno” para o duo da frente e soma agora 482 mil veículos, mais cinco mil do que em 2024 e um crescimento de apenas 23,5 mil unidades nos últimos seis anos. Há ainda mais três marcas , todas alemãs , a superarem a fasquia dos 400 mil veículos no país: Mercedes-Benz, Opel e BMW. A Mercedes está, aliás, mui-PEDRO CURVELO pedrocurvelo@negocios.pt NOs últimos anos a Renault perdeu o trono de campeã de vendas de automóveis de passageiros novos em Portugal, com o título a ir para a Peugeot, com um ano em que a Dacia bateue os concorrentes. Ainda assim, a “marca do losango” mantém uma vantagem confortável no número de carros que integram o parque automóvel nacional. No final do ano passado existiam em circulação nas estradas portuguesas 736,5 mil ligeiros de passageiros da Renault, mais 15 mil do que um ano antes. Isto confere à fabricante gaulesa uma quota de mercado de 11,9%. Comparando com 2019, último ano antes to próxima de “apanhar” a Volkswagen, ao somar 478,4 mil carros. A marca alemã com sede em Estugarda ganhou 29 mil unidades no ano passado, apesar de as vendas de carros novos apenas explicarem 17,7 mil, pelo que é um dos fabricantes onde os usados importados mais ajudam a subir o contingente. Face a 2019, a Mercedes somou 87,5 mil viaturas nas estradas nacionais. A Opel, pelo contrário, viua sua presença em Portugal encolher, ainda que marginalmente, passando de 412.641 para 411.027 veículos. A BMW acompanha a rival Mercedes e também tem vindo a acelerar e a ganhar peso na preferência dos portugueses. A marca bávara fechou o ano passado com 402.860 veículos a circular em Portugal, mais 20 mil do que em 2024. Tal como a Mercedes, as vendas de carros novos da BMW no ano passado foram de 14 mil unidades, pelo que, pelo menos, cerca de seis mil viaturas são usados vindos do estrangeiro. As cinco marcas mais populares, note-se, representam 43,8% do total de carros que estão matriculados em Portugal. Em 2019, as “big five” detinham, em conjunto, 45,3% do parque de ligeiros de passageiros. Esta menor concentração reflete o crescimento de marcas como a Dacia e a Tesla, por exemplo, bem como a “ofensiva chinesa”, onde a MG e a BYD surgem como “pontas de lança”. Ainda entre as 10 marcas mais populares em Portugal contam-se a Citroên (352,1 mil), Ford (307,7 mil), Fiat (279,8 mil) e Toyota (266,1 mil). Já há mais de 30 mil carros chineses nas estradas portuguesas A “invasão chinesa” ainda é recente, mas os fabricantes do gigante asiático já têm mais de 30 mil carros matriculados em Portugal. Há uns anos ver um carro chinês em Portugal era como encontrar uima agulha num palheiro, mas a forte investida dos fabricantes da segunda maior economia mundial na Europa e no mercado nacional mudou este cenário. No fnal do ano passado eram já cerca de 24 mil os ligeiros de passageiros de marcas chinesas a circular nas estradas portuguesas. E até final de abril deste ano foram entregues mais 7.300, fazendo o contingente chinês superar os 30 mil veículos. Entre as fabricantes do gigante asiático presentes em Portugal destacam-se claramente a MG e a BYD.A primeira, que foi ressuscitada pela estatal chinesa Shanghai Automotive Industry Corporation (SAIC) em 2007, contava no final do ano passado com 11.877 carros matriculados em Portugal. Já a BYD, que chegou a Portugal apenas em maio de 2023, tem apresentado crescimentos exponenciais ano apósanoe somava 10.100 unidades até 31 de dezembro de 2025. A fecharo pódio, mas a larga distância, surge a Xpeng, com 914 carros. No total, existiam 15 marcas chinesas com ligeiros de passageiros presentes no mer-cado nacional no final do ano passado. JJá este ano, juntou,se a Ebro, marca espanhola que se aliou à chinesa Chery para ressurgir, e a Zeekr, marca “premium” do grupo Geely. Muitas destas fabricantes apenas desembarcaram no mercado nacional no ano passado Oui em 2024, contando ainda com um reduzido número de veículos matriculados. Estão neste lote a Leapmotor (276 unidades), Dong Feng (151), Aiways (150), Forthing (102), bem como as quase estreantes Aion, Changan, Deepal, Omoda, Voyah, Jaecoo e Nio, todas ainda abaixo da centena de unidades no final de 2025. Invasão chinesa ligada à corrente acelera Só nos primeiros quatro meses deste ano, as marcas chinesas somaram mais 7.327 veículos novos matriculados, atirando o total de carros de fabricantes do gigante oriental para mais de 30 mil. Se a MG ea BYD continuam a ser: as dominadoras, com 2.966e 2.298 unidades, respetivamente, vendidas até final de abril, as marcas mais recentes aceleram para números mais robustos. A aposta das fabricantes chinesas é nos veículos eletrificados , 100% elétricos, híbridos “plug-in” e “mild hybrids”. A Xpeng aumentou a presença em Portugal em 552 unidades, enquanto a Omoda também superoui os 500 carros matriculados e a Leapmotor soma 339 viaturas matriculadas. Já as neófitas Ebro e Zeekr contabilizam 14 unidades, no caso da marca com origemno país vizinho, e três veículos, na marca “premium” da dona da Volvo. PEDRO CURVELO Porsche vale mais de metade do luxo sobre rodas São já mais de 40 mil os carros de luxo matriculados. Este segmento tem crescido a um ritmo muito superior ao do resto do mercado. As estradas portuguesas contam com cada vez mais automóveis de luxo, indicam os dados daACAP. No final de 2025 eram mais de 41 mil OS carTos de luxo e desportivos matriculados, um ncrescimentodo 70% face a 2019, último ano antes da pandemia. Nesteperíodo, O númerod de ligeiros de passageiros aumentou apenas 19%. Nos automóveis de luxo, a Porsche, que no ano passado bateu o recorde de vendas em Portugal, assume a “fatia de leão” ao superar os 24 mil carros, oui seja, mais de metade. A marca, que integra o Grupo Volkswagen, quase duplica o número de unidades no país face aos 13,1 mil de 2019. Segue-se .Jaguar, que contacom praticamente 13 mil veículos matriculados em Portugal. Nos desportivos os crescimentos são igualmente elevados: já existem 1.078 Ferraris no país , mais 339 do que seis anos antes -,enquanto a Lamborghini mais do quie triplicou asua presença, passando de 114 bólides em 2019 para 350 no final do ano passado. Aindanos automóveismais exclusivos, a Maserati engrossou o seu contingente português de 534 para 918, enquantoa Bentley mais doque dupli-COLI o número de carros mseis anos: de 364 para 822. Também a Aston Martin dobrou a presença em Portugal e conta com praticamente 800 unidades. A Lotus e a Rolls-Royce somam cerca de uma centena de veículos cada. Porsche em queda e eclipse da Jaguar os primeiros quatro meses deste ano apontam para algum brandamentonosegmento do luxo, com uma redução nas vendas da Porsche, que indicou recentemente ao Negócios ter um número elevado de encomendas em carteira para o novo Cayenne. Pior é a situação da Jaguar, quie ainda não matriculou qualquer unidade este ano, quando em 2025 tinha entregue 14 carToS. A Porsche matriculou 442 unidades até final de abril, enquanto a Bentley vendeu 22 carros. A Aston Martin e a Lamborghini entregaram duas dezenasde bólides cada, ambas acima dos valores do primeiro quadrimestre do ano passado. Já a Ferrari, com 12 veículos está uma unidade abaixo dos valores de um ano antes. Por fím, a Maserati entregou duas unidades e a Rolls-Royce matriculou dois automóveis PC Parque cresceu em todos os distritos do país. Densidade é maior em Faro e Leiria, menor em Setúbal. Distrito de Lisboa conta com 1,8 milhões de veículos, quase um quarto do total do país. O Porto tem, no total, 1,2 milhões de veículos, seguindo-se Braga, com 612 mil. 7,59 MILHõES Há 7.594.500 veículos a circular nas estradas de todo o país, sendo a grande maioria (6,2 milhões) ligeiros de passageiros. 714 VEíCuLOS Há, em média, 714 veículos por cada 1.000 habitantes. Considerando só os ligeiros, SáO 588. Em Faro são 667. 1999 SALTO Número de ligeiros de passageiros cresceu em 230 mil no ano passado. Só em 1999 se registou um salto igual. 6,2 PARQUE O número de ligeiros de passageiros a circular nas estradas portuguesas atingiu os 6,2 milhões em 2025. A Renault, através do clio, mantém a liderança no parque automóvel nacional. Nas vendas de novos, a Peugeot é líder. 7.300 NOVOS Portugal fechou 2025 com cerca de 24 mil ligeiros chineses. Este ano já se venderam mais 7.300. Existem mais de 24 mil carros da Porsche nas estradas nacionais. PAULO MOUTINHO