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CUIDADOS DOMICILIÁRIOS DE LONGA DURAÇÃO - UM DESÍGNIO DO MODELO ULS

Notícias do Douro

2026-05-14 21:06:26

Cuidados Domiciliários de Longa Duração , Um Desígnio do Modelo ULS Joãv Araújo Correia Medicina Internu ULSSA Porto Dei por bem empregue o tempo de ter assistido a uma apresentação do Professor Abel Paiva sobre Os Cuidados de Longa Duração, no Hospital de Santo António do Porto. Ouvi coisas que já sabia e outras que intuía, agora com o respaldo do Coordenador da Comissão Nacional de Coordenação da Rede de Cuidados Contínuos Integrados (RNCCI). Quem mais necessita de cuidados de saúde, SâO OS maiores de 65 anos. Portugal só gasta 1,4% do orçamento da saúde com este grupo, quando a Europa despende cerca de 10% e a Suíça lidera com 12,4%. O que me surpreendeu ainda mais, é que dessa verba eseassa, Portugal só destina 30,4% a0s cuidados de saúde prestados em casa, enquanto a Espanha OS valoriza atribuindo-lhes 75%! As Unidades de Cuidados Continuados de Longa Duração estão cheias. A entrada é a conta gotas, ea lista de espera é de vários meses. Permanecem institucionalizados muitos doentes que podiam ir para casa, se fosse garantido a0 Cuidador, um apoio de uma equipa de saúde treinada e conhecedora do caso. Não são poucos os que lá vivem há anos. o gasto mensal de cada um, Medicza 9lcnma V£3ocâ- ultrapassa os três mil Euros. A experiência internacional, diz-nos que no domicílio o gasto seria inferior a 70% desse valor. Os Hospitais de agudos, estão pejados de doentes com alta clínica. O Professor Abel Paiva não quer que sejam chamados de “Casos Sociais”. Ele Ele tem tem razão. razão. De facto, são pessoas muito frágeis, que têm alguns períodos de menor necessidade de Cuidados de Saúde (altura em que têm Alta Clínica), mas que precisam deles pouco tempo depois. Só OSJ Cuidados de Saúde de Longa Duração respondem ás suas necessidades, adaptando-se ás várias fases da vida dos doentes. Os Lares são da responsabilidade do Ministério da Segurança Social, porque continuam a ser entendidos como estruturas meramente residenciais. Mas, há muito que deixaram de ser apenas para as pessoas que não têm casa. Moram lá idosos muito doentes, que necessitam de cuidados de saúde regulares. A Segurança Social tem dificuldade em adaptar-se a esta realidade, que Ihe é estranha. Por outro lado, o facto dos Lares ou qualquer uma das tipologias da Rede Nacional de Cuidados Continuados, fazer o “confisco" da reforma do idoso e levar ainda alguma contribuição da família, torna o hospital o único sítio “grátis” do Sistema. Este facto, associado a0 “jogo do empurra” entre o Ministério da Saúde e O da Segurança Social, Social, são são “ a a causa causa maior maior para para termos termos 25% 25% das das camas camas hospitalares hospitalares para para doentes doentes agudos, agudos, ocupadas por doentes com alta clínica. A Hospitalização Domiciliária, destinada a dar resposta á necessidade de internamento do doente agudo de gravidade ligeira a moderada, disseminouse pelo País em dois anos! Foi a maior revolução na Saúde, desde a criação do SNS. Para que acontecesse, bastou que houvesse vontade política, a forte liderança do saudoso Dr. Delfim Rodrigues e a publicação no Diário da República dum modelo de financiamento claro e exequível. A aposta nos Cuidados Domiciliários de Longa Duração, poderá ser a grande oportunidade de afirmação das virtualidades das Unidades Locais de Saúde (ULS). Ao integrarem oS Centros de de saúde e e o O saúde seu seu Hospital Hospital de de referência, referência, são são capazes capazes de de formarem formarem equipas equipas de de saúde com com saúde o o grau grau de de diferenciação que o doente requeira! Se tomarmos como exemplo, o êxito da implantação da Hospitalização Domiciliária em Portugal, só precisamos de congregar a coragem na decisão política e um modelo de financiamento que seduza os Conselhos de Administração das UlS. Parece-me que podemos contar com o Professor Abel Paiva como líder capaz de implementar esta verdadeira reforma. Será que não conseguimos o resto, e fazermos com que OS Ministérios da Saúde e Segurança Social se entendam? Joño-chraújo Concia João Araújo Correia