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ÉVORA VAI GANHAR UM NOVO JARDIM EM ROSSIO DE SÃO BRÁS

NiT New in Town Online

2026-05-14 21:06:18

O projeto-piloto nacional pretende criar jardins urbanos e zonas verdes para reduzir a temperatura ambiente Quem vive ou visita o Alentejo durante o verão conhece o desafio de enfrentar as altas temperaturas. Agora, Évora e Beja foram selecionadas para integrar um projeto-piloto nacional que pretende criar jardins urbanos e zonas verdes para reduzir a temperatura ambiente e combater as “ilhas de calor”. A iniciativa, anunciada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, durante o Smart Cities Summit, conta com um investimento de 5,5 milhões de euros, financiados pelo Fundo Ambiental. Além das duas cidades, o programa abrange ainda Leiria, São João da Madeira e Vila Real, com o objetivo de devolver o bem-estar aos centros urbanos através de soluções baseadas na natureza, como a plantação de árvores e a instalação de espelhos de água. Évora vai ser pioneira neste processo, com a intervenção principal a ter lugar no Rossio de São Brás, um espaço que está destinado a tornar-se um dos centros da cidade nos próximos anos, por ser precisamente aqui que se vai realizar a sessão inaugural da Capital Europeia da Cultura 2027 e onde acontece anualmente a Feira de S. João. Carlos Zorrinho, presidente da Câmara Municipal de Évora, assumiu o compromisso de concluir os trabalhos no Rossio até agosto, um prazo crucial para garantir o financiamento comunitário. Já Beja integra a rede que vai testar estas soluções naturais contra o calor, visto que, segundo as diretrizes do Ministério do Ambiente, estes novos espaços verdes devem seguir princípios ambientais rigorosos, que permitam baixar a temperatura sentida pelos cidadãos. “As diretrizes são de que as pessoas se sintam bem”, sublinhou a ministra Maria da Graça Carvalho. Enquanto em Évora o objetivo passa por ter as obras concluídas em menos de oito meses, em Beja e nas restantes cidades do país, a finalização dos jardins e das áreas de redução térmica poderá prolongar-se até 2027. O processo administrativo avançou esta segunda-feira com a conclusão do despacho, que segue agora para apreciação da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) antes da assinatura final dos contratos. Eduardo Carvalho