pressmedia logo

AS NOTÍCIAS DAS 3H

Observador Online

2026-05-13 21:13:19

As notícias na Rádio Observador. Aconteça o que acontecer. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Três horas. André Ventura, boa noite. Eu sou a Teresa Freires, são três da manhã, hora de atualizar a informação. André Ventura define a reforma laboral proposta pelo governo como uma escravatura moderna. Em entrevista à CNN Portugal, o líder do Chega garante que é contra as alterações à lei do trabalho. Por que o Chega é contra esta reforma laboral? Porque isto é a escravatura moderna. Isto é querer tornar as pessoas escravas, supostamente ao abrigo de uma ideia de produtividade de direita. Também temos uma facilitação de despedimentos, que não é aceitável. Também temos uma facilitação do outsourcing muito para lá do que Passos Coelho até fez. Isto não é aceitável, isto é escravatura. Ser de direita não é aceitar a escravatura. E vai mesmo insistir na diminuição da idade da reforma, é o que garante André Ventura, que sobre as críticas de Passos Coelho à falta de reformas estruturais pelo Executivo de Luís Montenegro, afirma que o antigo primeiro-ministro está certo em quase tudo o que diz. Eu acho que o doutor Pedro Passos Coelho, um: é muito útil, quer à direita, quer à esquerda, quer ao centro. É útil porque pensa por ele próprio e tem pensamento político, e nós hoje precisamos de atores que tenham pensamento político. E isto aplica-se, quer gostem do que o Chega propõe, quer não gostem do que o Chega propõe. Portanto, acho que isso é positivo. Dois: acho que Pedro Passos Coelho tem muita razão, diria talvez 85%, na minha perspectiva, não tem em 15%, e, portanto, isso faz dele um bom ex-político, neste caso, porque é alguém que para além de pensar pela cabeça dele, consegue apontar três ou quatro coisas importantes, como a falta de reformismo do governo. André Ventura, em entrevista esta noite à CNN Portugal. O PS acusa o governo de estar a fazer o contrário do que o SNS precisa para melhorar as condições de resposta nos hospitais públicos. A dirigente socialista Maria Antónia Almeida Santos acusa o primeiro-ministro de escolher uma estratégia errada, falta de planeamento e de desvalorizar o órgão que gera saúde. O governo, em nosso entender, tem feito o caminho oposto àquilo que é preciso fazer. A desvalorização da direção executiva, as demissões, a desorçamentação expressiva que aconteceu até já em março, que foi preciso fazer uma injeção financeira nos hospitais e também todos sabemos que não há planeamento. Portanto, sem estes instrumentos não há autonomia nem boa gestão, não há competência. Infelizmente, o senhor primeiro-ministro mostrou incompetência a gerir este setor. O senhor primeiro-ministro é o primeiro e último responsável por esta situação. Maria Antónia Almeida Santos, que é uma das porta-vozes do PS para a saúde. O bispo de Leiria-Fátima critica a demora no apoio às populações mais afetadas pela depressão Crissein. José Ornalas alerta para um excesso de burocracia que acaba por causar constrangimentos na resolução de problemas. A reparação estrutural e a ajuda que as pessoas, as famílias e as estruturas locais precisam, isso tem vindo a ser lento. Deve-se também à morosidade de processos que foram criados e que não ajudam. Sei de instituições que já têm o provimento das verbas necessárias, mas que depois embatem com outras regras que não permitem que se chegue ao que eu estou falando, são casos concretos. E isto é generalizado. O bispo de Leiria-Fátima, zona mais afetada pelas tempestades, alerta ainda que os processos para a distribuição dos apoios têm de ser mais claros. Na atualidade internacional, o Irão afasta qualquer acordo com os Estados Unidos, depois de Donald Trump ter rejeitado a proposta iraniana. É o que admite o governo de Teerão na rede social X, o principal negociador iraniano rejeita a possibilidade de alterar as propostas enviadas à administração norte-americana, medidas essas que Trump considerou despropositadas. O presidente norte-americano está a caminho da China para falar do Irão e também das relações comerciais entre os dois países. O presidente norte-americano promete um encontro positivo com Xi Jinping, ainda que descarte novamente a ajuda da China para resolver o conflito iraniano. Eu não acho que precisamos de ajuda nenhuma com o Irão. Nós vamos ganhar de uma maneira ou de outra. Vamos ganhar de forma pacífica ou não. A força marítima deles desapareceu, a força aérea deles desapareceu, todos os elementos da máquina de guerra deles desapareceu. Nós vamos vencer. Com expectativas elevadas para a visita a Pequim, o líder dos Estados Unidos defende que o presidente chinês é um bom amigo. Ele é um amigo meu, ele é uma pessoa com quem nos damos bem e eu acho que vamos ver coisas boas acontecerem. Esta vai ser uma viagem muito entusiasmante. Muitas coisas boas vão acontecer. Donald Trump, em declarações aos jornalistas nos Estados Unidos antes de partir rumo à China. Chegou esta terça-feira a Portugal um grupo de famílias que foram vítimas da guerra da Ucrânia. Foram recebidos pela Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, uma iniciativa que decorre no âmbito de um projeto promovido pelo Ministério da Defesa e pelos veteranos de guerra na Ucrânia. O objetivo é apoiar as famílias de militares e vítimas de guerra. Marta Caramelo Nobre. E não é a primeira vez que Portugal acolhe mães e crianças ucranianas em programas semelhantes. Desta feita, 18 crianças e 14 mulheres, na maioria dos casos viúvas, da região de Dnipro, uma das mais fustigadas pela guerra. Durante duas semanas vão ficar a residir num centro de reabilitação em Santarém. Vão ter acesso a acompanhamento psicológico, fisioterapia e atividades lúdicas e culturais, num programa orientado para a recuperação emocional. A ministra Margarida Balseiro Lopes sublinha a importância do apoio a este tipo de iniciativas. A verdade é que estas pessoas chegam a Portugal e conseguem dormir duas semanas sem o som de sirenes ou sem a necessidade de irem para abrigos. E esta tranquilidade, esta hospitalidade, que ao povo português obviamente também é muito nosso, esta sensação de paz que conseguem ter nestas duas semanas. E chegam mais grupos antes do verão, diz a embaixadora da Associação dos Refugiados Ucranianos em Portugal, Teresa Leal Correia. Temos a expectativa não só de um terceiro grupo de senhoras e crianças, como de militares. Para estas famílias, a viagem representa mais do que uma deslocação humanitária. É uma pausa num possível percurso marcado pela perda, pela incerteza e pela violência de uma guerra que continua a deixar marcas na sociedade ucraniana. A repórter Marta Caramelo Nobre, que esteve a acompanhar a chegada das famílias ucranianas marcadas pela guerra ao aeroporto de Lisboa. Notícia de fecho deste jornal. Informação volta às 15h30 com a síntese de notícias. Rádio Observador